São José Patriarca da Igreja Católica – 01 de Maio

São José Patriarca da Igreja Católica

Santo do Dia – 1º de Maio

São José Operário,

Patriarca da Igreja Católica · Séc. I

Inspiração e Iniciativa

São José Operário

Em 1955, o Papa Pio XII instituiu a festa de “São José Operário” para dar um protetor aos trabalhadores e um sentido cristão à “festa do trabalho”.

Uma vez que todas as nações celebram tal festa em 1º de maio, na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: “Viva Cristo trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!”, o Papa deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.

A figura de São José, o humilde e grande artesão de Nazaré, orienta para Cristo, Salvador do homem, Filho de Deus, que participou em tudo da condição humana. São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras é o mais desejoso de trabalhos santificados.

A Dignidade do Trabalho

A Igreja, nesta festa do trabalho, deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer as obras produzidas pelo homem:

“Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho, a fim de que inspire, na vida social, as leis da equitativa repartição de direitos e deveres.”

É firmado, antes de tudo, que o trabalho dá ao homem o maravilhoso poder de participar na obra criadora de Deus e de aprimorá-la; que ele possui um autêntico valor humano. O homem moderno tomou consciência desse valor ao reivindicar o respeito aos seus direitos e à sua personalidade. A Igreja “batiza” a festa do trabalho para proclamar o real valor do trabalho, aprovar e bendizer a ação das classes trabalhadoras na luta que, em alguns países, prosseguem para obter maior justiça e liberdade. Fá-lo também para pedir a todos os fiéis que reflitam sobre os ensinamentos do Magistério eclesiástico nestes últimos anos: Mater et Magistra de João XXIII e Populorum Progressio de Paulo VI.

O Sentido do Trabalho

São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras é o mais desejoso de trabalhos santificados:

“Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa… O Senhor é Cristo” (Col 3,23-24).

Centro na Eucaristia

Nesta “festa do trabalho”, sob o patrocínio de São José Operário, reunimo-nos em assembleia eucarística, sinal de salvação, não para pôr a Eucaristia a serviço de um valor natural, mesmo nobilíssimo, mas porque Deus, que trabalhou na criação, na qual colaboram os que se tornaram filhos de Deus, se efetiva principalmente pela Eucaristia.

A Eucaristia encontra seu lugar numa festa do trabalho, porque esta revela ao mundo técnico o valor sobrenatural de suas buscas e iniciativas. Nossa participação na Eucaristia, enquanto nos permite colaborar mais e melhor no trabalho iniciado por Deus para criar o mundo novo, santifica a contribuição que damos ao trabalho humano, ensinando-nos que isso é colaboração com a ação criadora de Deus, e que o verdadeiro objetivo de todo trabalho é a construção do novo Reino.

São José Operário, rogai por nós! José — Significa “Deus acrescenta” ou “que Deus dê aumento”. Tem origem no hebraico Yosef. São José foi o esposo virginal de Maria e pai adotivo de Jesus Cristo, artesão de Nazaré, modelo de silêncio, trabalho e fidelidade.

“Ó Deus, criador do universo, que destes aos homens a lei do trabalho, concedei-nos, pelo exemplo e a proteção de São José, cumprir as nossas tarefas e alcançar os prêmios prometidos. Amém.”

São José Operário, rogai por nós!

São Peregrino Laziósi — Religioso da Ordem dos Servos de Maria, na Itália, padroeiro dos enfermos de câncer. († 1345)

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 1º de maio:

1
São José Operário Esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus. Artesão de Nazaré, modelo de silêncio, trabalho e fidelidade. Patrono dos trabalhadores, instituído pelo Papa Pio XII em 1955.
Séc. I
2
São Jeremias Profeta, que sofreu muitas tribulações.
† data inc.
3
Santo Andéolo Mártir, na França.
† data inc.
4
Santos Torcato e outros seis bispos Bispos de diversas cidades: Ctesifonte em Berja, Segundo em Ávila, Indalécio em Almeria, Cecílio em Elvira, Hesíquio em Carcesa e Eufrásio em Andújar.
† data inc.
5
Santo Amador Bispo, que procurou erradicar da sua cidade as superstições pagãs e instituiu o culto dos santos mártires, na França.
† 418
6
Santo Orêncio Bispo, que se esforçou por exterminar na sua cidade os costumes dos pagãos e estabelecer a paz entre os Romanos e o rei dos Visigodos em Toulouse, na atual França.
† c. 440
7
São Brioco Bispo e abade, que fundou um mosteiro no litoral da Armórica, na atual França.
† c. 500
8
São Segismundo Rei da Borgonha, que, convertido da heresia ariana à fé católica, na Suíça.
† 524
9
São Marculfo Eremita, depois monge e abade do mosteiro de Nanteuil, na França.
† c. 558
10
São Peregrino Laziósi Religioso da Ordem dos Servos de Maria, na Itália. Padroeiro dos enfermos de câncer.
† 1345
11
Beata Petronila Virgem, primeira abadessa do mosteiro das Clarissas deste lugar, na França.
† 1355
12
Santo Agostinho Schoeffler Presbítero da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris e mártir, que, depois de três anos de ministério apostólico, foi metido no cárcere.
† 1851
13
São João Luís Bonnard Presbítero da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris e mártir, que, condenado à morte por ter batizado vinte e cinco crianças, foi decapitado e assim alcançou a coroa do martírio.
† 1852
14
São Ricardo (Hermínio Filipe) Pampúri Que, depois de ter exercido generosamente a medicina na vida secular, ingressou na Ordem Hospitaleira de São João de Deus e, passados cerca de dois anos, adormeceu piedosamente no Senhor, na Itália.
† 1928
15
Beato Clemente Steptyckyj Presbítero e mártir, na Rússia.
† 1951

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Pio V, Papa – 30 de Abril

São Pio V, Papa

Santo do Dia – 30 de Abril

São Pio V

São Pio V,

Papa, Defensor da Fé e do Rosário · † 1572

Origens

Batalha de Lepanto

Miguel Ghisleri, eleito Papa, em 1566, com o nome de Pio V, nasceu em Bosco Marengo, na província de Alexandria em 1504. Aos 14 anos, ingressara nos dominicanos. Após a ordenação sacerdotal, subiu rapidamente todos os degraus de excepcional carreira: professor, prior de convento, superior provincial, inquisidor em Como e em Bérgamo, bispo de Sutri e Nepi, cardeal, grande inquisidor, bispo de Mondovi, Papa.

Má fama de Inquisidor
O título de inquisidor pode torná-lo antipático ao homem de hoje, que da inquisição tem conceito frequentemente deformado pelas narrações superficiais. Na verdade, Pio V foi Papa um tanto sacrificado, como sacrificados são todos os reformadores dos costumes. Mas é título de merecimento para ele ter debelado a simonia da Cúria romana e o nepotismo. Aos numerosos parentes que foram a Roma com a esperança de algum privilégio, Pio V disse que um parente do Papa pode considerar-se bastante rico se não estiver na miséria.

Contexto de Guerra

Em um período de guerras e instabilidades, houve a batalha de Lepanto. A frota turco-muçulmana estava pronta para o ataque decisivo no Golfo de Lepanto com trezentos navios que aguardavam a ordem para abater, definitivamente, a Europa Cristã. Às 12 horas, do dia 7 de outubro de 1571, teve início uma das batalhas navais mais determinantes da história cristã. Depois de três horas de ferozes combates, as forças aliadas da Liga Santa derrotaram as otomanas.

São Pio V e a Intercessão de Nossa Senhora

Importância da vitória para o Cristianismo
Essa vitória teve importância central no cristianismo, já que corria o risco de a Europa tornar-se muçulmana após o ataque e tomada das terras. O Papa Pio V convocou o povo a pedir a intercessão de Nossa Senhora rezando o terço pelo combate. Com a notícia da conquista naval, o Papa mandou tocar todos os sinos da Cidade Eterna em comemoração dos méritos da guerra. E, como sinal de agradecimento a Virgem Maria, instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário em 7 de outubro.

Importância doutrinária
A Batalha de Lepanto foi uma das páginas mais famosas ligadas à figura de Pio V, no civil Antônio Michele Ghislieri. Resolvido e inflexível, a sua figura é recordada, de modo particular, pela Contra Reforma, por ter combatido a heresia, e pela Liga Santa, a coalizão militar, que constituiu com os Estados europeus, para deter o avanço dos turcos na Europa. No entanto, foram importantes e numerosas também as suas decisões em matéria teológica e litúrgica.

Mais textos
Publicou novos textos do Breviário (1568), do Missal (1570) e do Catecismo Romano. Como pessoa inflexível, tomou uma série de medidas, entre as quais a bula In Coena Domini, com a qual tomava providências sobre a custódia da fé e a luta contra as heresias. Reduziu os gastos da corte papal, impôs a obrigação de residência aos Bispos e confirmou a importância do cerimonial; opôs-se a todo tipo de nepotismo e procurou melhorar, de todas as formas, os usos e costumes da população.

Pio V e as monarquias europeias

Concílio de Trento
São Pio V deu prova de grandes capacidades, também em relação às monarquias europeias. Conseguiu fazer prevalecer as decisões do Concílio de Trento, na Itália, Alemanha, Polônia e Portugal. Entre os monarcas católicos, somente o rei da França se opôs juntamente com a  excomunhão da rainha Inglesa Isabel I, pois era anglicana e procurou fortalecer a posição católica perante o protestantismo.

Atenção aos pobres
Durante o seu Pontificado, Pio V dedicou-se à assistência dos pobres e necessitados, criando estruturas assistenciais como o “Monte de Piedade” e os hospitais de São Pedro e de Santo Espírito. Durante a escassez de 1566, suprimiu todo e qualquer gasto supérfluo, distribuiu alimentos e promoveu serviços sanitários.

Morte e Canonização

Debilitado por uma longa enfermidade, Pio V faleceu no dia 1° de maio de 1572. Seus restos mortais descansam, ainda hoje, na Basílica de Santa Maria Maior em Roma. Cem anos após a sua morte, São Pio V foi beatificado pelo Papa Clemente X, no dia 27 de abril de 1672, e canonizado em 22 de maio de 1712.

São Pio V, rogai por nós!

Pio — Piedoso, bondoso. Origem do Nome Pio. Origem: Latina.

“Oração — Ao nosso Papa pedimos a fortaleza contra as heresias, a força contra o demônio e a tentação com uma santa devoção à Virgem Maria, a Senhora e Rainha das Batalhas. Com ele, pedimos por nossos governantes que sejam fiéis a Deus e comprometidos com o povo, comprometidos com a verdade. Amém.”

São Pio, rogai por nós!

São José Benedito Cottolengo —  Presbítero, que, pondo toda a confiança só no auxílio da Divina Providência, abriu uma casa onde recebeu pobres e todo o gênero de enfermos e marginalizados.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 29 de abril:

1

Santa Sofia
Virgem e mártir. Em Fermo, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.

† data inc.

2

São Quirino
Mártir, tribuno, coroou com o martírio o testemunho da sua fé. Em Roma, no cemitério de Pretextato, junto à Via Ápia

† c. s III

3

Santo Eutrópio
Bispo. Foi o primeiro bispo desta cidade, que, segundo a tradição, foi enviado para a Gália pelo Romano Pontífice. Em Saintes, na Aquitânia, hoje na França.

† s. III

4

Santos Diodoro e Rodopiano
Mártires. Em Afrodísia, na Cária, na hodierna Turquia. Durante a perseguição do imperador Diocleciano, foram apedrejados até à morte pelos seus concidadãos.

† s. IV

5

São Donato
Bispo. Em Euria, no Epiro, hoje Paramythi, na Grécia. que viveu com grande fama de santidade no tempo do imperador Teodósio.

† s. IV

6

São Lourenço
Presbítero e mártir. Em Novara, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália, construiu uma sagrada fonte onde batizava as crianças que lhe eram confiadas para a sua educação; mas num dia em que conduziu a Deus um numeroso grupo de crianças pelo batismo, foi coroado com o martírio juntamente com os pequenos neófitos.

† s. IV

7

São Mercurial
Bispo. Em Forli, na Emília-Romanha, também região da Itália. Segundo a tradição, instituiu a sede episcopal nesta cidade.

† 1841

8

São Pompônio
Bispo. Em Nápoles, na Campânia, igualmente região da Itália. Construiu na cidade uma igreja dedicada ao Nome de Maria Mãe de Deus e, durante a ocupação militar dos Godos, defendeu da heresia ariana o povo que lhe estava confiado.

† s. VI

9

São Pedro Levita
Beato. Em Roma. Tendo sido monge no monte Célio, por mandato do papa São Gregório Magno administrou com prudência o patrimônio da Igreja de Roma e, ordenado diácono, foi ministro fiel do Sumo Pontífice.

† 605

10

Santo Augulo
Bispo. Em Viviers-sur-Rhône, na Neustria, na hodierna França. Que, segundo a tradição, construiu o primeiro hospital na cidade e libertou muitos escravos.

† s. IV

11

Santo Erconvaldo
Bispo. Em Barking, na Inglaterra. fundou dois mosteiros: um para homens, a que ele mesmo presidiu, e outro para mulheres, que foi dirigido por sua irmã, Santa Etelburges

† 693

12

Santos Amador, Pedro e Luís
Presbítero e mártir e monge. Em Córdoba, na Andaluzia, região da Espanha. Durante a perseguição dos Mouros, por não deixarem de pregar publicamente o Evangelho de Cristo, foram cruelmente assassinados.

† s. 855

13

São Gualfardo
Mártir. Em Verona, no Vêneto, região da Itália. Fabricante de selas oriundo da Germânia, que, depois de passar muitos anos na solidão, foi recebido pelos monges de São Salvador nesta cidade

† 1127

14

Santo Adjuto
Onde feito prisioneiro em tempo de guerra, foi torturado por causa da sua fé e, regressando à sua pátria, retirou-se numa cela, onde se entregou à vida penitente.

† s. 1131

15

Guilherme Southerne  
Beato. Em Newcastle-on-Tyne, na Inglaterra. Terminou os estudos na Lituânia, Espanha e Douai, depois de ser ordenado presbítero partiu para a Inglaterra e, por isso, no reinado de Jaime I, foi condenado ao suplício da forca.

† 1618

16

Bento de Urbino
Beato presbítero . Em Fossombrone, nas Marcas, região da Itália. Da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que foi companheiro de São Lourenço de Brindes na pregação frente aos hussitas e luteranos.

† s. 1625

17

Maria da Encarnação
No Quebec, província do Canadá. mãe de família, que, depois da morte do esposo, confiou o filho ainda pequeno aos cuidados da sua irmã e, professando a vida religiosa entre as Irmãs Ursulinas, fundou a casa destas Religiosas no Canadá e realizou obras admiráveis.

† 1672

18

São José Bento Cottolengo
Presbítero. Em Chiéri, perto de Aosta, no Piemonte, região da Itália. Pondo toda a confiança só no auxílio da divina Providência, abriu uma casa onde recebeu pobres e todo o gênero de enfermos e marginados.

† s. 1842

19

São José Tuan
Presbítero. Em An Bai, localidade do Tonquim, hoje no Vietnam. da Ordem dos Pregadores e mártir, que, denunciado por ter administrado os sacramentos à sua mãe enferma, foi condenado à morte no tempo do imperador Tu Duc.

† 1861

20

Paulina von Mallinckrodt  
Beata. Em Paderborn, na Alemanha. Fundadora das Irmãs da Caridade Cristã, para instruir crianças pobres e cegas e prestar auxílio aos enfermos e aos necessitados.

† s. 1881

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

2. Em Fermo, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, Santa Sofia, virgem e mártir.(† data inc.)

3. Em Roma, no cemitério de Pretextato, junto à Via Ápia, São Quirino, mártir, tribuno, coroou com o martírio o testemunho da sua fé.(† c. s. III)

4. Em Saintes, na Aquitânia, hoje na França, Santo Eutrópio, primeiro bispo desta cidade, que, segundo a tradição, foi enviado para a Gália pelo Romano Pontífice.(† s. III)

5. Em Afrodísia, na Cária, na hodierna Turquia, os santos Diodoro e Rodopiano, mártires, que, durante a perseguição do imperador Diocleciano, foram apedrejados até à morte pelos seus concidadãos.(† s. IV)

6. Em Euria, no Epiro, hoje Paramythi, na Grécia, São Donato, bispo, que viveu com grande fama de santidade no tempo do imperador Teodósio.(† s. IV)

7. Em Novara, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália, São Lourenço, presbítero e mártir, que construiu uma sagrada fonte onde batizava as crianças que lhe eram confiadas para a sua educação; mas num dia em que conduziu a Deus um numeroso grupo de crianças pelo batismo, foi coroado com o martírio juntamente com os pequenos neófitos.(† s. IV)

8. Em Forli, na Emília-Romanha, também região da Itália, São Mercurial, bispo, que, segundo a tradição, instituiu a sede episcopal nesta cidade.(† s. IV)

9. Em Nápoles, na Campânia, igualmente região da Itália, São Pompônio, bispo, que construiu na cidade uma igreja dedicada ao Nome de Maria Mãe de Deus e, durante a ocupação militar dos Godos, defendeu da heresia ariana o povo que lhe estava confiado.(† s. VI)

10. Em Roma, o Beato Pedro Levita, que, tendo sido monge no monte Célio, por mandato do papa São Gregório Magno administrou com prudência o patrimônio da Igreja de Roma e, ordenado diácono, foi ministro fiel do Sumo Pontífice.(† 605)

11. Em Viviers-sur-Rhône, na Neustria, na hodierna França, Santo Augulo, bispo, que, segundo a tradição, construiu o primeiro hospital na cidade e libertou muitos escravos.(† s. VII)

12. Em Barking, na Inglaterra, o passamento de Santo Erconvaldo, bispo, que fundou dois mosteiros: um para homens, a que ele mesmo presidiu, e outro para mulheres, que foi dirigido por sua irmã, Santa Etelburges.(† 693)

13. Em Córdoba, na Andaluzia, região da Espanha, os santos mártires Amador, presbítero, Pedro, monge, e Luís, que, durante a perseguição dos Mouros, por não deixarem de pregar publicamente o Evangelho de Cristo, foram cruelmente assassinados.(† 855)

14. Em Verona, no Vêneto, região da Itália, São Gualfardo, fabricante de selas oriundo da Germânia, que, depois de passar muitos anos na solidão, foi recebido pelos monges de São Salvador nesta cidade.(† 1127)

15. Em Vernon-sur-Seine, na França, Santo Adjutor, que, feito prisioneiro em tempo de guerra, foi torturado por causa da sua fé e, regressando à sua pátria, retirou-se numa cela, onde se entregou à vida penitente.(† c. 1131)

16. Em Newcastle-on-Tyne, na Inglaterra, o Beato Guilherme Southerne, presbítero e mártir, que, terminados os estudos na Lituânia, Espanha e Douai, depois de ser ordenado presbítero partiu para a Inglaterra e, por isso, no reinado de Jaime I, foi condenado ao suplício da forca.(† 1618)

17. Em Fossombrone, nas Marcas, região da Itália, o Beato Bento de Urbino, presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que foi companheiro de São Lourenço de Brindes na pregação frente aos hussitas e luteranos.(† 1625)

18. No Quebec, província do Canadá, Santa Maria da Encarnação (Maria Guyart Martin), mãe de família, que, depois da morte do esposo, confiou o filho ainda pequeno aos cuidados da sua irmã e, professando a vida religiosa entre as Irmãs Ursulinas, fundou a casa destas Religiosas no Canadá e realizou obras admiráveis.(† 1672)

19. Em Chiéri, perto de Aosta, no Piemonte, região da Itália, São José Bento Cottolengo, presbítero, que, pondo toda a confiança só no auxílio da divina Providência, abriu uma casa onde recebeu pobres e todo o gênero de enfermos e marginados.(† 1842)

20. Em An Bai, localidade do Tonquim, hoje no Vietnam, São José Tuan, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, denunciado por ter administrado os sacramentos à sua mãe enferma, foi condenado à morte no tempo do imperador Tu Duc.(† 1861)

21. Em Paderborn, na Alemanha, a Beata Paulina von Mallinckrodt, virgem, fundadora das Irmãs da Caridade Cristã, para instruir crianças pobres e cegas e prestar auxílio aos enfermos e aos necessitados.(† 1881)

Santa Catarina de Siena, Virgem, Terciária – 29 de Abril

Santa Catarina de Siena, Virgem, Terciária

Santo do Dia – 29 de Abril

Santa Catarina de Siena

Santa Catarina de Siena,

Virgem e Doutora da Igreja · † 1380

Irmã Leiga Dominicana

Santa Catarina de Siena Catarina era apenas uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana. Mesmo analfabeta, talvez tenha sido a figura feminina mais impressionante do cristianismo do segundo milênio. Nasceu em 25 de março de 1347, em Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e ela era uma dos vinte e cinco filhos do casal.

Cresceu franzina, fraca e viveu sempre doente. Mas, mesmo que não fosse assim tão debilitada, certamente a sua missão apostólica a teria fragilizado. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo. Desejando seguir o caminho da perfeição, aos sete anos de idade consagrou sua virgindade a Deus. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição familiar.

Aos quinze anos, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Durante as orações contemplativas, envolvia-se em êxtase, de tal forma que só esse fato possibilitou que convertesse centenas de almas durante a juventude.

Reformadora e Diplomata

Já adulta e atuante, começou por ditar cartas ao povo, orientando suas atitudes, convocando para a caridade, o entendimento e a paz. Foi então que enfrentou a primeira dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico.

Dois Papas disputavam o trono de Pedro, dividindo a Igreja e fazendo sofrer a população católica em todo o mundo. Ela viajou por toda a Itália e outros países, ditou cartas a reis, príncipes e governantes católicos, cardeais e bispos.

Conseguiu que o papa legítimo, Urbano VI, retomasse sua posição e voltasse para Roma. Fazia setenta anos que o papado estava em Avignon e não em Roma, e a Cúria sofria influências francesas.

Outra dificuldade, intransponível para muitos, que enfrentou serenamente e com firmeza, foi a peste, que matou pelo menos um terço da população europeia. Ela tanto lutou pelos doentes, tantos curou com as próprias mãos e orações, que converteu mais algumas centenas de pagãos.

Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas e editadas de alto valor histórico, místico e religioso, como o livro “Diálogo sobre a Divina Providência”, lido, estudado e respeitado até hoje.

A Morte

Catarina de Siena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três anos de idade. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva.

Foi declarada “doutora da Igreja” pelo papa Paulo VI em 1970.

Santa Catarina de Siena, rogai por nós!

Catarina — Nome de origem grega, Aikaterine, cujo significado mais aceito é “pura” ou “imaculada”. Também relacionado ao grego katharos, “puro, límpido”. Siena refere-se à cidade italiana onde nasceu e viveu.

“Oração — Santa Catarina de Sena, intrépida reformadora dos frades e das monjas da Ordem de São Domingos, ajudai-nos a amar com coragem, de maneira intensa e sincera, Cristo e a Igreja com o coração grande e apaixonado. Amém.”

Santa Catarina de Siena, rogai por nós!

São Tíquico — Discípulo do apóstolo São Paulo, a quem o Apóstolo nas epístolas chama irmão caríssimo, ministro fiel e seu companheiro no serviço do Senhor.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 29 de abril:

1
Santa Catarina de Siena
Virgem e Doutora da Igreja. Tomou o hábito das Irmãs da Penitência de São Domingos; trabalhou pela paz, pelo regresso do Pontífice Romano à Roma e pelo restabelecimento da unidade da Igreja; escreveu excelentes obras de doutrina espiritual.

† 1380

2
São Tíquico
Discípulo do apóstolo São Paulo, a quem o Apóstolo nas epístolas chama irmão caríssimo, ministro fiel e seu companheiro no serviço do Senhor.

† data inc.

3
São Torpes
Mártir. Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália.

† data inc.

4
São Severo
Bispo. Em Nápoles, na Campânia, também região da Itália, amado por Santo Ambrósio como irmão e pela sua Igreja como pai.

† c. 409

5
Santo Hugo
Abade. Em Cluny, na Borgonha, na atual França. Durante sessenta e um anos governou santamente o mosteiro, sempre dedicado à esmola e à oração, guardião da disciplina monástica e promotor zeloso da santa Igreja.

† 1109

6
Santo Acardo
Bispo de Avranches. Na abadia de La Lucerne d’Outremer, na Normandia, região da França. Tendo sido abade de São Víctor de Paris, escreveu vários tratados sobre a vida espiritual para conduzir a alma ao mais alto grau de perfeição.

† 1172

7
Santo Antônio Kim Song-u
Mártir. Em Seul, Coreia. Costumava reunir em sua casa muitos fiéis e, degolado no cárcere, morreu por Cristo.

† 1841

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Pedro Chanel, Presbítero, Mártir – 28 de Abril

São Pedro Chanel, Presbítero, Mártir

Santo do Dia – 28 de Abril

São Pedro Chanel,

Presbítero e Mártir · † 1841

Desde jovem, queria ser missionário

São Pedro Chanel

Nasceu no dia 12 de julho de 1803, na pequena Cuet, França. Levado pelas mãos do zeloso pároco, iniciou os estudos no seminário local e, em 1824, foi para o de Bourg, onde três anos depois se ordenou sacerdote.

Desde jovem, queria ser missionário evangelizador, mas primeiro teve de trabalhar como pároco de Amberieu e Gex, pois havia carência de padres em sua pátria.

Juntou-se a outros padres e foi para a Oceania
Juntou-se a outros padres que tinham a mesma vocação e trabalhavam sob uma nova congregação, a dos maristas, dos quais foi um dos primeiros membros, e logo conseguiu embarcar para a Oceania, em 1827, na companhia de um irmão leigo, Nicézio.

Grande parte da população se converteu

Foi um trabalho lento e paciente. Os costumes eram muito diferentes, a cultura tão antagônica à do Ocidente, que primeiro ele teve de entender o povo para depois pregar a palavra de Cristo. Porém, assim que iniciou a evangelização, muitos jovens passaram a procurá-lo. O trabalho foi se expandindo e, logo, grande parte da população havia se convertido.

O martírio

Ao perceber que vários membros de sua família haviam aderido ao cristianismo, Musumuso, o genro do cacique, matou Pedro Chanel a bordoadas de tacape. Era o dia 28 de abril de 1841.

Foi o fim da vida terrestre para o marista, entretanto a semente que plantara, Musumuso não poderia matar. Quando o missionário Pedro Chanel desembarcou na minúscula ilha de Futuna, um fragmento das ilhas Fiji entre o Equador e o Trópico de Capricórnio, não se pode dizer que o lugar fosse um paraíso.

A pequena ilha é dividida em duas por uma montanha central, e cada lado era habitado por uma tribo, que vivia em guerra permanente, uma contra a outra. Hoje o local é, sim, um paraíso para os milhares de turistas que a visitam anualmente e para a população, que é totalmente católica e vive na paz no Senhor.

E se hoje é assim, muito se deve à semente plantada pelo trabalho de Pedro Chanel, que por esse ideal deu seu testemunho de fé. O novo mártir cristão foi beatificado em 1889 e inscrito no Martirológio Romano em 1954, sendo declarado padroeiro da Oceania.

São Pedro Chanel, rogai por nós!


Pedro Chanel — Pedro, do grego Pétros, significa “pedra” ou “rocha”. Chanel é sobrenome de origem francesa. Juntos evocam a solidez da fé e o enraizamento da missão na terra que o acolheu.

“Oração – Ó Deus de admirável providência, que, no mártir São Pedro Maria Chanel destes ao vosso povo pastor corajoso e forte, concedei-nos, pela sua intercessão, ajuda nas tribulações e firme constância na fé. Amém.”

São Pedro Chanel, rogai por nós!

São Luís Maria Grignion de Montfort — Presbítero e Fundador, que percorreu as regiões ocidentais da França a anunciar o mistério da Sabedoria Eterna.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 28 de abril:

1

São Pedro Chanel
Presbítero e mártir. Na ilha de Futuna, Oceania. Primeiro mártir da Oceania, marista, foi assassinado pelo genro do cacique ao ver sua família converter-se ao cristianismo. Padroeiro da Oceania.

† 1841

2

Santo Afrodísio
Venerado como o primeiro bispo de Béziers, na França, antiga Biterra, na Gália Narbonense.

† data inc.

3

Santos Eusébio, Caralampo e companheiros
Mártires. Em Nicomédia, hoje Izmit, na Turquia.

† data inc.

4

São Vital e Santos Valéria, Gervásio, Protásio e Ursicino
Mártires. Em Ravena, na Emília-Romanha, Itália. Venerados desde tempos imemoriais por terem defendido tenazmente a fé cristã.

† data inc.

5

Santos Máximo, Dada e Quintiliano
Mártires. Em Doróstoro, hoje Silistra, na Bulgária, durante a perseguição de Diocleciano.

† s. IV

6

São Prudêncio
Bispo de Tarazona, na Hispânia Tarraconense.

† s. V/VI

7

São Pânfilo
Bispo de Corfínio. Sepultamento em Sulmona, nos Abruzos, Itália.

† c. 700

8

Beato Luquésio
Em Poggibónsi, na Toscana, Itália. Converteu-se da avidez do lucro, abraçou a Ordem Terceira de São Francisco, vendeu os bens e dedicou-se ao serviço dos pobres em pobreza e humildade.

† 1260

9

Beata Maria Luísa de Jesus (Maria Luísa Trichet)
Virgem. Em Saint-Laurent-sur-Sèvre, França. Primeira religiosa a vestir o hábito das Filhas da Sabedoria, que governou com grande prudência.

† 1759

10

Santos Paulo Pham Khac Khoan, João Baptista Dinh Van Thanh e Pedro Nguyen Van Hieu
Mártires. Em Ninh-Binh, Tonquim, hoje Vietnam. Após três anos presos e torturados para negar a fé, foram degolados no tempo do imperador Minh Mang.

† 1840

11

Beato José Cebula
Presbítero Oblato e mártir. No campo de concentração de Mauthausen, Áustria. Natural da Polônia, deportado em ódio à fé, sofreu cruéis suplícios até à morte.

† 1941

12

Santa Joana Beretta Molla
Mãe de família. Em Magenta, próximo de Milão, Itália. Morreu antepondo a liberdade e a vida do filho nascituro à sua própria vida.

† 1962

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santa Zita, Virgem, Doméstica – 27 de Abril

Santa Zita, Virgem, Doméstica

Santo do Dia – 27 de Abril

Santa Zita,

Virgem e Doméstica · † 1278

Contemporânea de São Francisco

Santa Zita Santa Zita nasceu em 1218, na época ainda de São Francisco, em Monsagrati, nos arredores da cidade de Lucca, no seio de uma família muito devota. A sua irmã mais velha entrou para um convento de Cister e seu tio foi eremita e morreu com fama de santidade.

Filha de camponeses, aos 12 anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma rica família, e aí permaneceu durante 48 anos, ou seja até morrer. Extremamente devota, perguntava-se sempre a si mesma: “Isto agrada ao Senhor?” Ou: “Isto desagrada a Jesus?”. Esta preocupação de sempre fazer a vontade divina tornara-se para ela quase uma obsessão.

Tendo sempre, em todas as ocasiões e situações, demonstrado um grande amor para com o próximo, foi-lhe confiado o encargo de distribuir as esmolas cada sexta-feira. E dava do seu pouco, da sua comida, das suas roupas, daquilo que possuía, das suas parcas economias. Dizem que um dia foi surpreendida enquanto socorria os necessitados. Mas no seu avental o que era alimento converteu-se em flores.

Os Milagres

Conta-se que certo dia foi dar esmola a um necessitado, durante o seu tempo de trabalho. Vizinhos, tendo sido testemunhas desta “infração”, vieram logo avisar a família Fatinelli, para quem Zita trabalhava. A dona da casa foi à cozinha, para averiguar se havia atraso nos afazeres e, ó milagre, alguns Anjos estavam ocupados a fazer aquilo que Zita deveria ter feito durante o tempo em que foi fazer obra de caridade. Daí em diante, nunca mais foi impedida de seguir os seus instintos caritativos.

Um outro fato que sobre ela se conta igualmente é o seguinte: durante um período de grande fome que assolou a região, Zita continuou a praticar a caridade a que estava habituada, utilizando mesmo o que estava armazenado nos celeiros de seus patrões. Uma vez mais foi acusada, mas quando os seus patrões foram verificar os celeiros, ficaram admirados de os encontrar repletos: nada lá faltava.

Padroeira das Domésticas

Na hora da morte — aos 60 anos — tinha ajoelhada a seus pés toda a família Fatinelli, a quem servira toda a vida. Partiu para o Céu no dia 27 de Abril de 1278. O seu corpo é venerado na igreja de São Fredaino, em Lucca, Itália. Pio XII proclamou-a padroeira das empregadas domésticas do mundo inteiro.

Santa Zita, rogai por nós!

Zita — Significa “garotinha” ou “pequena sortuna”, “pequena afortunada”. Esse é um nome feminino com duas possíveis origens, italiana e latina.

“Ó Santa Zita, que no humilde trabalho doméstico soube ser solícita como foi Marta quando servis Jesus em Betânia, e piedosa como Maria Madalena, aos pés do mesmo Jesus, ajudai-me a suportar com ânimo e paciência todos os sacrifícios que impõem meus trabalhos. Amém.”

Santa Zita, rogai por nós!

São Pedro Armengol — que, depois de ter sido chefe de salteadores, converteu-se a Deus e ingressou na Ordem de Nossa Senhora das Mercês, dedicando-se intensamente à redenção dos cativos na África.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 27 de abril:

1
São Simeão
Bispo e mártir. Em Jerusalém. Segundo a tradição, era filho de Cleofas e parente do Salvador segundo a carne. Ordenado bispo de Jerusalém como sucessor de Tiago, sofreu muitos suplícios e recebeu a coroa do martírio na cruz.

† 107

2
São Polião
Leitor e mártir. Em Cíbali, na Panônia, hoje Vinkoveze, na Croácia. Preso na perseguição de Diocleciano, confessou com constância a sua fé em Cristo, recusou sacrificar aos ídolos e foi queimado fora dos muros da cidade.

† c. 303

3
São Teodoro
Abade. Em Tabennési, na Tebaida, no Egito. Discípulo de São Pacômio e pai da “Congregação” de mosteiros nesta região.

† s. IV

4
São Liberal
Eremita. Em Altino, na Venécia, no atual Vêneto, região da Itália.

† c. 400

5
São Magão (ou Magaldo)
Bispo. Na ilha de Man, na costa setentrional do País de Gales. Aureolado com a fama de grande santidade.

† s. VI

6
São João
Hegúmeno. Na ilha de Afúsia, na Propôntide, na atual Turquia. Combateu tenazmente a favor do culto das sagradas imagens no tempo do imperador Leão, o Armênio.

† s. IX

7
Santa Zita
Virgem. Em Lucca, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. De origem humilde, entregue com doze anos ao trabalho doméstico da família Fatinelli, permaneceu com admirável paciência ao seu serviço até à morte.

† 1278

8
São Pedro Ermengol
Mártir. Em Tarragona, no reino de Aragão, Espanha. Depois de ter sido chefe de salteadores, converteu-se a Deus e ingressou na Ordem de Nossa Senhora das Mercês, dedicando-se à redenção dos cativos na África.

† 1304

9
Beato Tiago de Ládere Varinger
Religioso da Ordem dos Menores. Em Bitetto, na Apúlia, região da Itália.

† c. 1485

10
Beata Catarina (Hossana)
Virgem. Em Cátaro, no Montenegro. Batizada na Igreja Ortodoxa, ingressou na Ordem da Penitência de São Domingos e viveu em clausura cinquenta e um anos, dedicada à contemplação e à súplica pelo povo cristão durante a invasão dos Turcos.

† 1565

11
Beato Nicolau Roland
Presbítero. Em Reims, na França. Solícito pela formação cristã das crianças, construiu escolas para as meninas pobres e fundou a Congregação das Irmãs do Menino Jesus.

† 1678

12
São Lourenço Nguyen Van Huong
Presbítero e mártir. Em Ninh-Binh, no Tonquim, hoje no Vietnã. Preso numa noite em que visitava um moribundo, recusou calcar a cruz e foi flagelado e degolado no tempo do imperador Tu Duc.

† 1856

13
Beata Maria Antônia Bandrés y Elósegui
Virgem da Congregação das Filhas de Jesus. Em Salamanca, na Espanha. Seguiu com paciente serenidade, mesmo na desolação, a sua vida consagrada a Deus.

† 1919

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nossa Senhora do Bom Conselho e Santo Anacleto, Papa, Mártir – 26 de Abril

Nossa Senhora do Bom Conselho e Santo Anacleto, Papa, Mártir

Santo do Dia – 26 de Abril

Nossa Senhora do Bom Conselho

Mãe e Guia dos Fiéis · † 26 de Abril

A Aparição

Nossa Senhora do Bom Conselho

Uma das mais belas páginas da iconografia mariana é, sem dúvida alguma, a atraente história da Mãe do Bom Conselho, venerada na cidade de Genazzano, na Itália.

Numa tarde de abril de 1467, essa imagem se deu a conhecer ao mundo, envolta em admirável mistério. Ela veio do alto, do interior de uma nuvem fulgurante, embalada por acordes celestiais. De modo milagroso, o lindo afresco da Virgem, fino como uma casca de ovo e parecendo ter sido pintado a poucos dias, desprendeu-se de seu lugar de origem, em Scútari, na Albânia.

Em seguida, flutuando pelos ares, atravessou grandes distâncias, até repousar junto a uma igreja em ruínas, na pitoresca cidade de Genazzano, perto de Roma. Damos aqui uma especial importância à necessidade imprescindível da devoção à Mãe do Bom Conselho em nossas vidas, pois, estejamos certos de que, a todos os nossos pedidos, Maria — a Mãe do Bom Conselho — de alguma forma nos atenderá.

Conselho que ilumina

A todo o momento somos solicitados a tomar decisões de que dependem nosso futuro, nossas realizações temporais e, sobretudo, nossa santificação e salvação eterna. Nesses instantes, quando não raras vezes nos assaltam dúvidas e inseguranças, é que a voz suave e materna de Maria Santíssima nos fala na alma, dando o bom conselho que nos ilumina e orienta no acertado caminho.

Sim, é a Mãe do Bom Conselho toda feita de ternura e solicitude que nos guia, em meio às incertezas terrenas, ao porto seguro do Céu. Lá haveremos todos de chegar, conduzidos pela sua incansável misericórdia, amparo e bondade infalíveis.

Santo Anacleto, Papa e Mártir

Santo Anacleto — ou Cleto — foi o sucessor de São Lino e terceiro Papa da Igreja de Roma, governando entre os anos 76 e 88. Nasceu em Roma e, durante o seu pontificado, o imperador Domiciano desencadeou a segunda perseguição contra os cristãos.

Durante onze anos de intensas atividades no trono de São Pedro, viveu uma época de oscilação de paz e perseguição aos cristãos sob o reinado do imperador Vespasiano e seus dois filhos sucessores, Tito e Domiciano — período em que os cristãos acreditavam estar próximos do fim do mundo, baseados na pregação de João Evangelista. Foi também durante seu papado que ocorreu a histórica erupção do Vesúvio.

Ordenou 25 sacerdotes em Roma, sancionou a veneração ao túmulo de São Pedro, construindo um monumento sobre a sepultura do apóstolo de Cristo. A ele é atribuída a instauração da “Saudação e Bênção Apostólica” na abertura das mensagens papais. Seus escritos condenam o culto de objetos mágicos e de feitiçaria, e a aceitação de comida oferecida aos deuses pagãos.

Morreu mártir no ano 88, durante as perseguições de Domiciano, e foi sepultado ao lado de São Pedro.

Santo Anacleto, rogai por nós!

Anacleto — Significa “aquele que foi invocado” ou “o solicitado”, “convocado”. Originou-se a partir do grego Anáklētos.

“Gloriosíssima Virgem, escolhida pelo Conselho Eterno para ser Mãe do Verbo Encarnado, tesoureira das divinas graças e advogada dos pecadores, alcançai-me o perdão de meus pecados, a salvação da minha alma e os meios necessários para operá-la. Amém.”

Nossa Senhora do Bom Conselho, rogai por nós!

Santo Anacleto — Papa, que construiu o túmulo de São Pedro, instaurou a Bênção Apostólica e morreu mártir pela fé.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 26 de abril:

1

São Cleto (Anacleto)
Papa e mártir. Em Roma. Segundo sucessor do apóstolo São Pedro a presidir à Igreja Romana.

† 88

2

São Primitivo
Mártir. Em Gábi, na Via Prenestina, a trinta milhas da cidade de Roma.

† data inc.

3

São Basileu
Bispo e mártir. Em Amaseia, no Ponto, no território da atual Turquia, no tempo do imperador Licínio.

† c. 322

4

São Ricário
Presbítero. Em ermo da floresta de Crécy, na região de Amiens, na Neustria, atual França. Converteu-se à penitência pela pregação de monges escoceses.

† 645

5

São Pascásio Radberto
Abade no mosteiro de Corbie, na Neustria, hoje na França. Expôs com lucidez e clareza a doutrina do verdadeiro Corpo e Sangue do Senhor no mistério da Eucaristia.

† 865

6

Santos Guilherme e Peregrino
Eremitas. Em Fóggia, na Apúlia, região da Itália.

† s. XII

7

Beatos Domingos e Gregório
Presbíteros da Ordem dos Pregadores. Em Aragão, Espanha. Percorriam várias povoações anunciando a palavra de Deus, sem ouro nem prata, mendigando o alimento diário.

† s. XIII

8

Santo Estêvão de Perm
Bispo. No mosteiro da Transfiguração, em Moscovo, Rússia. Para evangelizar os Zirianis, inventou um alfabeto para redigir as suas formas literárias e celebrou a liturgia em língua nativa.

† 1396

9

São Rafael Arnaiz Barón
Religioso cisterciense. No mosteiro de São Pedro de Dueñas, em Palência, Espanha. Atingido por grave doença durante o noviciado, suportou com firme paciência a sua precária saúde, confiando sempre em Deus.

† 1938

10

Beato Júlio Junyer Padern
Presbítero salesiano e mártir. Em Montjuic, perto de Gerona, Espanha. Durante a perseguição contra a fé cristã, mereceu alcançar mediante o martírio a glória da vida eterna.

† 1938

11

Beato Estanislau Kubista e Beato Ladislau Goral
Mártires. No campo de concentração de Sachsenhausen, perto de Berlim, Alemanha. Presbítero e bispo que, durante a ocupação da Polônia, defenderam corajosamente a dignidade do homem e da fé.

† 1942

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Marcos Evangelista, Apóstolo, Mártir – 25 de Abril

São Marcos Evangelista, Apóstolo, Mártir

Santo do Dia – 25 de Abril

São Marcos Evangelista,

Apóstolo e Mártir · † c. 68

O Evangelista

Marcos e Maria viviam em Jerusalém. A sua casa servia de local de reunião dos primeiros cristãos.

Admite-se que o autor do Segundo Evangelho — Marcos — e o primo de Barnabé, de que se fala nos Atos e nas Epístolas, sejam uma só e mesma pessoa. Discípulo de São Paulo, esteve ao seu lado quando este ficou preso em Roma. Foi também discípulo de São Pedro: “a que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, o meu filho” (1 Pedro 5,13s.).

Santo Irineu, Tertuliano e Clemente de Alexandria atribuem decididamente a Marcos, discípulo e intérprete de São Pedro, o segundo Evangelho. Segundo os críticos modernos, o Evangelho de Marcos foi escrito por volta dos anos 60/70 e dirigido aos cristãos de Roma.

O Evangelho e o Mártir

O Evangelho de São Marcos é o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando era ainda criança. Ele pregou quando seus apóstolos se espalhavam pelo mundo, transmitindo para o papel, principalmente, as pregações de São Pedro, embora tenha sido também assistente de São Paulo e São Barnabé, de quem era sobrinho.

Marcos, ou João Marcos, era judeu, da tribo de Levi, filho de Maria de Jerusalém, e, segundo os historiadores, teria sido batizado pelo próprio São Pedro, fazendo parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém. Ainda menino, viu sua casa tornar-se um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. Foi na sua casa que Cristo celebrou a última ceia, quando instituiu a Eucaristia, e foi nela também que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após a ressurreição.

Mais tarde, Marcos acompanhou São Pedro a Roma, quando o jovem começou, então, a preparar o segundo evangelho. Nessa cidade, prestou serviço também a São Paulo, em sua primeira prisão. Tanto que, quando foi preso pela segunda vez, Paulo escreveu a Timóteo pedindo que este trouxesse Marcos a Roma para ajudá-lo no apostolado.

Ele escreveu o Evangelho a pedido dos fiéis romanos e segundo os ensinamentos que possuía de São Pedro em pessoa. O qual, além de aprová-lo, ordenou sua leitura nas igrejas. Seu relato começa pela missão de João Batista, cuja “voz clama no deserto”. Daí ser representado com um leão aos seus pés, porque o leão, um dos animais símbolos da visão do profeta Ezequiel, faz estremecer o deserto com seus rugidos.

O Martírio

Diz a tradição que São Marcos, depois da morte de São Pedro e São Paulo, ainda viajou para pregar no Chipre, na Ásia Menor e no Egito, especialmente em Alexandria, onde fundou uma das igrejas que mais floresceram.

Ainda segundo a tradição, ele foi martirizado no dia da Páscoa, enquanto celebrava o santo sacrifício da missa. Mais tarde, as suas relíquias foram transladadas pelos mercadores italianos para Veneza, cidade que é sua guardiã e que tomou São Marcos como padroeiro desde o ano 828.

São Marcos Evangelista, rogai por nós!

Marcos — Tem origem no latim Marcus, que deriva de Mars, o deus romano da guerra. Significa “relativo a Marte” ou “guerreiro”.

“Oração — Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a seu discípulo Marcos a graça do apostolado cristão e a narração do seu Santo Evangelho. Amém.”

São Marcos Evangelista, rogai por nós!

São Aniano — Bispo de Alexandria, primeiro sucessor de São Marcos, que dirigiu a Igreja alexandrina por vinte e dois anos como homem de Deus em todos os sentidos admirável.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 25 de abril:

1
São Marcos
Evangelista. Discípulo e intérprete de São Pedro, reuniu no Evangelho a catequese de São Pedro aos Romanos e fundou a Igreja de Alexandria.

† c. 68

2
São Aniano
Bispo de Alexandria, no Egito. Primeiro bispo desta cidade depois de São Marcos, dirigiu-a durante vinte e dois anos como homem de Deus e em todos os sentidos admirável.

† c. 67

3
Santos Pasícrates e Valenciano
Mártires. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária. Pela confissão da fé em Cristo como único Deus, submeteram corajosamente a cabeça à espada.

† c. 302

4
São Febádio
Bispo. Em Agen, na Aquitânia, hoje na França. Escreveu um livro contra os arianos e protegeu o seu povo da heresia.

† c. 393

5
Santo Estêvão
Bispo e mártir. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia. Sofreu muitos ataques dos hereges contrários ao Concílio de Calcedônia e foi precipitado no rio Orontes, onde morreu afogado.

† 479

6
São Clarêncio
Bispo. Em Vienne, na Borgonha, na atual França.

† s. VII

7
Santo Ermino
Abade e bispo. Em Lobbes, no Brabante da Austrásia, território da atual Bélgica. Intensamente aplicado à oração e dotado do espírito de profecia, sucedeu a Santo Usmaro.

† 737

8
Santa Franca
Abadessa. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália. Decidiu entrar na Ordem Cisterciense e passava frequentemente toda a noite em oração na presença de Deus.

† 1218

9
Beato Bonifácio Valperga
Bispo. Em Aosta, nos Alpes Graios, atualmente na Itália. Insigne pela sua caridade e humildade.

† 1243

10
Beatos Roberto Anderton e Guilherme Marsden
Presbíteros e mártires. Na ilha de Wight, na Inglaterra. Condenados à morte na perseguição da rainha Isabel I por terem entrado como sacerdotes na Inglaterra e aceitaram com firmeza e paz de alma o martírio.

† 1586

11
São Pedro de São José Betancur
Irmão da Ordem Terceira de São Francisco. Em Antígua, próximo da cidade de Guatemala, na América Central. Dedicou-se a socorrer os órfãos, os mendigos, os jovens incultos e rejeitados, os emigrantes e os condenados a trabalhos forçados.

† 1667

12
São João Piamarta
Presbítero. Em Remedello, na província de Brescia, na Itália. Fundou o Instituto dos Pequenos Artesãos e a Congregação da Sagrada Família de Nazaré, para que os jovens recebessem educação religiosa e aprendizagem de um ofício.

† 1913

13
Beatos André Solá y Molist, José Trindade Rangel Montano e Leonardo Pérez Lários
Mártires. Em Guanato, no México. André era presbítero Claretiano e José era presbítero.

† 1927

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Fidelis de Sigmaringa, Religioso, Mártir – 24 de Abril

São Fidelis de Sigmaringa, Religioso, Mártir

Santo do Dia – 24 de Abril

São Fidelis de Sigmaringa,

O Advogado dos Pobres · † 1622

O Advogado dos Pobres

Nasceu em 1577, em Sigmaringa, na Alemanha. Estudou na Universidade de Fribourg, na Suíça. Formou-se em Direito e por vários anos exerceu o seu ofício em Colmar, na Alsácia.

Ali era chamado de “o advogado dos pobres”, porque prestava os seus serviços gratuitamente a quem não podia pagar. Aos 34 anos, ingressou no convento dos Capuchinhos de Fribourg e em 1612 tornou-se frade.

A pedido de Gregório XV, foi enviado à Récia (Suíça), a fim de combater a heresia calvinista. Acusado de espionagem ao serviço do imperador austríaco, os calvinistas tramaram a sua morte, que ocorreu em Grusch.

Morto pelos Calvinistas

Dizem que, ferido por um golpe de espada, pôs-se de joelhos e perdoou aos seus assassinos, rezando por eles esta oração:

“Senhor, perdoai meus inimigos. Cegos pela paixão, não sabem o que fazem.”

– Senhor Jesus, tende piedade de mim. Santa Maria, Mãe de Jesus, assisti-me.

São Fidelis, rogai por nós!

Fidélis — Significa “digno de fé”, “fiel”, “leal”, “amigo”, “afetuoso”. Tem origem na palavra do latim Fidelis, que quer dizer literalmente “digno de fé”.

“Ó Deus de admirável providência, que, no mártir São Fidélis de Sigmaringa destes ao vosso povo pastor corajoso e forte, concedei-nos, pela sua intercessão, ajuda nas tribulações e firme constância na fé. Amém.”

São Fidelis de Sigmaringa, rogai por nós!

Santa Maria de Santa Eufrásia Pelletier — Virgem, que, para acolher misericordiosamente as mulheres de má conduta, chamadas «Madalenas», fundou o Instituto das Irmãs do Bom Pastor.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 24 de abril:

1

São Fiel de Sigmaringa
Presbítero e mártir. Era advogado e ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Enviado à Récia (atual Suíça) para consolidar a fé verdadeira, foi massacrado pelos hereges em Seewis, morrendo pela fé católica.

† 1622

2

Santas Maria Cléofas e Salomé
Em Jerusalém. Juntamente com Maria Madalena, ao amanhecer da Páscoa, dirigiram-se ao sepulcro do Senhor para ungir o seu corpo e foram as primeiras a ouvir o anúncio da ressurreição.

s. I

3

Santo Alexandre
Mártir. Em Lião, cidade da Gália, na atual França. Três dias após a paixão de Santo Epipódio, foi arrastado do cárcere, espancado e cravado numa cruz.

† 178

4

Santo Antimo e companheiros
Bispo e mártires. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia. Na perseguição de Diocleciano, uns foram decapitados, outros lançados às chamas, outros afogados no mar.

† 303

5

São Gregório
Bispo de Elvira, na Hispânia Bética. Sua obra «Sobre a fé» é louvada por São Jerônimo.

† s. IV

6

São Deusdado
Diácono e abade. Em Blois, na Gália Lionense, na atual França. Depois de ter vivido como anacoreta, foi guia de vários discípulos que com ele formaram uma comunidade.

† s. VI

7

São Melito
Bispo de Cantuária, na Inglaterra. Enviado como abade pelo papa São Gregório Magno, foi ordenado bispo dos Saxões orientais por Santo Agostinho e depois nomeado para a sede de Cantuária.

† 624

8

São Vilfredo
Bispo de York, Nortumbria, na Inglaterra. Exerceu o ministério durante quarenta e cinco anos e terminou em paz seus dias entre os monges de Ripon.

† 709

9

Santo Egberto
Presbítero e monge. Em Iona, ilha da Escócia. Trabalhou na evangelização da Europa e reconciliou os monges de Iona com o uso romano no cômputo da Páscoa, partindo logo depois para a Páscoa eterna.

† 729

10

São Guilherme Firmato
Eremita. Em Mortain, na Normandia, França. Sendo cônego e médico em Tours, após peregrinação a Jerusalém, passou o resto da vida na solidão.

† 1103

11

Santa Maria de Santa Eufrásia (Rosa Virgínia Pelletier)
Virgem. Em Angers, na França. Para acolher misericordiosamente as mulheres chamadas «Madalenas», fundou o Instituto das Irmãs do Bom Pastor.

† 1868

12

São Bento (Ângelo) Ménni
Presbítero da Ordem de São João de Deus. Em Dinant, na França. Fundou a Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus.

† 1914

13

Beata Maria Isabel Hesselblad
Virgem. Em Roma, natural da Suécia. Após longo serviço num hospital, reformou a Ordem de Santa Brígida, dedicando-se à contemplação, à caridade e à união dos cristãos.

† 1957

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Jorge, Mártir com Santo Adalberto, Bispo de Praga e mártir – 23 de Abril

São Jorge, Mártir com Santo Adalberto, Bispo de Praga e mártir

Santo do Dia – 23 de Abril

São Jorge,

Mártir · † s. IV

O Dragão de Silene

São Jorge e o Dragão

No final da Idade Média, a história de São Jorge era conhecida em toda a Europa na forma em que a apresenta a Legenda Aurea do Beato Tiago de Voragine.

S. Jorge era um cavaleiro cristão nascido na Capadócia. Certo dia, ao cavalgar na província da Líbia, entrou casualmente numa cidade chamada Silene, próximo à qual havia um charco onde vivia um dragão “que empesteava toda a região”. O povo já se reunira para atacá-lo, mas o sopro do monstro era tão horrendo que todos fugiram.

Para evitar que o dragão se aproximasse da cidade, diariamente lhe forneciam dois carneiros. Quando os carneiros escassearam, foi necessário substituí-los por vítimas humanas, escolhidas por sorteio — e a sorte caíra sobre a própria filha do rei. A jovem marchou para o seu destino toda vestida de noiva. Nesse momento S. Jorge entrou em cena: atacou o dragão e o atravessou com sua lança. Em seguida, pegou o cinto da donzela e o amarrou em torno do pescoço do monstro, que a jovem conduziu manso até a cidade.

O Mártir

O povo estava prestes a fugir, tomado de pavor mortal, mas S. Jorge lhes disse que não tivessem medo: se acreditassem em Jesus Cristo e recebessem o batismo, ele mataria o dragão. O rei e todos os seus súditos concordaram de boa mente. O dragão foi morto. O rei ofereceu tesouros a S. Jorge, mas este ordenou-lhe que os desse aos pobres, deixando quatro recomendações: que cuidasse das igrejas, honrasse os sacerdotes, assistisse aos serviços religiosos e se mostrasse compassivo para com os pobres.

Na Palestina há registros oficiais de seu testemunho de fé. O soldado Jorge foi denunciado como cristão, preso, julgado e condenado à morte. Conta a tradição que ele foi cruelmente torturado, mas não sentiu dor; enterrado vivo, nada sofreu; obrigado a caminhar sobre brasas, nenhuma lesão danificou seu corpo — sendo então decapitado pelos assustados torturadores. Teria levado centenas de pessoas à conversão pela resistência ao sofrimento e à morte, até mesmo a mulher do então imperador romano.

Seu túmulo está situado na cidade de Lida, próxima de Telavive, Israel, onde foi decapitado no século IV, e é local de peregrinação contínua desde essa época. São Jorge foi escolhido como padroeiro de Gênova, de várias cidades da Espanha, Portugal, Lituânia e Inglaterra, e de um sem-número de localidades no mundo todo. Sua festa acontece no dia 23 de abril, tanto no Ocidente como no Oriente.

Com Santo Adalberto

Neste mesmo dia a Igreja faz memória de Santo Adalberto (Vojtech), Bispo de Praga e mártir. Suportou naquela Igreja muitas adversidades e empreendeu por amor de Cristo numerosas viagens apostólicas, trabalhando com ardor na erradicação dos costumes pagãos. Verificando que as suas diligências tinham pouco êxito, dirigiu-se a Roma e fez-se monge. Finalmente, tendo chegado à Polônia para trazer à fé os habitantes da Prússia, em Téntikken, junto à foz do Vístula, foi trespassado pelas lanças de alguns pagãos.

São Jorge e Santo Adalberto, rogai por nós!

Jorge — Vem do grego Georgius, de geos (“terra”) e orge (“cultivar”), significando “o que cultiva a terra”.

“Oração — Dai-me coragem e esperança; fortalecei minha Fé. Amém.”

São Jorge, guerreiro vencedor do dragão, rogai por nós!

Santo Adalberto — Bispo de Praga e mártir, que empreendeu viagens apostólicas pela erradicação dos costumes pagãos e foi trespassado pelas lanças de pagãos na Prússia.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 23 de abril:

1
São Jorge
Mártir. Em Lida, na Palestina, hoje Israel. Soldado cristão que, denunciado, foi preso, torturado e decapitado, tornando-se símbolo de força e fé no combate ao mal.

† s. IV

2
Santo Adalberto (Vojtech), Bispo de Praga
Mártir. Em Téntikken, junto à foz do Vístula, Prússia. Suportou adversidades, empreendeu viagens apostólicas e foi trespassado pelas lanças de pagãos ao evangelizar a Prússia.

† 997

3
Santo Eulógio
Bispo. Em Edessa, na Síria, hoje Sanliurfa, na Turquia. Segundo a tradição, morreu na Sexta-Feira Santa.

† 387

4
São Marolo
Bispo. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. Foi amigo do papa Inocêncio I.

† s. V

5
São Gerardo
Bispo. Em Toul, na Lotaríngia, hoje na França. Durante trinta e um anos dotou a cidade de excelente legislação, criou obras de auxílio aos pobres e socorreu o povo no tempo da peste.

† 994

6
São Jorge, Bispo de Suélli
Bispo. Em Suélli, na Sardenha.

† 1117

7
Beato Gil de Assis
Religioso da Ordem dos Menores. Em Perúgia, na Úmbria, região da Itália. Companheiro de São Francisco, resplandeceu nas peregrinações pela sua intrépida fé e admirável simplicidade.

† 1262

8
Beata Helena Valentíni
Viúva. Em Údine, na Venécia, hoje em Friuli-Venezia Giulia, região da Itália. Dedicou-se à oração, à leitura do Evangelho e às obras de misericórdia na Ordem secular de Santo Agostinho.

† 1458

9
Beata Teresa Maria da Cruz (Teresa Manétti)
Virgem. Em Campi Bisênzio, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Fundadora da Congregação das Carmelitas de Santa Teresa.

† 1910

10
Beata Maria Gabriela Saghéddu
Virgem cisterciense. Em Grottaferrata, próximo de Roma. Com toda a simplicidade ofereceu a sua vida, terminada aos vinte e cinco anos, pela união dos cristãos.

† 1939

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São Sotero, Papa, Mártir – 22 de Abril

São Sotero, Papa, Mártir

Santo do Dia – 22 de Abril

São Sotero,

Papa e Mártir · † 175

O 12º Papa

São Sotero Papa

Foi o 12º Papa, entre 166 e 174. Nasceu na cidade de Fondi, na Campânia, Itália, e seu pai se chamava Concórdio. Elevado ao papado depois da morte de São Aniceto.

Eusébio conservou passagens de uma carta de agradecimento que São Dionísio, Bispo de Corinto, dirigiu aos romanos e na qual faz alusão à bondade paternal e à liberalidade desse Papa, especialmente em relação àqueles que sofriam por causa da fé. São Dionísio promete que mandaria ler uma carta que Sotero lhe escrevera, nas assembleias dos coríntios, juntamente com aquela do Papa São Clemente.

Sotero foi Papa num período em que ser cristão era muito difícil e perigoso. Durante o seu pontificado, a Igreja ampliou-se bastante. Ele mesmo ordenou inúmeros diáconos, sacerdotes e bispos; e seu pontificado foi exemplar.

Defensor da Fé

Disciplinou, por meio das leis canônicas, a participação das mulheres na Igreja. Mas, sobretudo, o Papa Sotero combateu com grande valentia e coragem as heresias que pairavam sobre a Igreja dos tempos iniciais do cristianismo.

No seu tempo, foi extinta a heresia de Montano, que propunha um exagerado rigor de costumes — uma doutrina de medo e de pessimismo, segundo a qual o fim do mundo poderia acontecer a qualquer momento. Supondo isso, todos os cristãos deveriam viver numa santidade irreal, renunciando ao matrimônio e buscando o sofrimento da penitência constante, porque, segundo Montano, a Igreja não tinha faculdades para perdoar os pecados. Essa doutrina foi condenada pela Igreja na época do Papa Sotero.

Ele defendeu a doutrina ensinada por Jesus Cristo — que para o pecador verdadeiramente arrependido não existe pecado, por maior que seja, a que não se possa conceder o perdão. Assim, desapareceu o clima de rigor e pessimismo que tanto atormentava os cristãos, tão contrário à doutrina do Evangelho, que prega o amor, o perdão, a alegria e a esperança.

O Martírio

Outra característica do Papa Sotero foi sua ardente caridade para com os necessitados. Ele desejava que se vivesse como os primeiros cristãos, onde “tudo era comum entre eles” e onde “todos eram um só coração e uma só alma”. Papa Sotero pedia esmolas para as dioceses mais ricas, para que fossem distribuídas entre as mais pobres, esforçando-se por tratar a todos como um pai trata os seus filhos.

Ele foi um eloquente defensor dos cristãos perseguidos e deixou isso registrado na carta que enviou especialmente para os de Corinto.

Provavelmente, foi este corajoso apoio que levou ao martírio o Papa Sotero, que morreu em 22 de abril de 175, pela perseguição do imperador Marco Aurélio. O pontificado de Sotero coincide com o governo romano de Marco Aurélio, o “imperador filósofo”, sob o qual foram cruelmente perseguidos os cristãos. Datam dessa época os martírios de Felicidade e Perpétua, de Justino, de Policarpo de Esmirna — todos canonizados pela Igreja — e de milhares de fiéis.

São Sotero, rogai por nós!

Sotero — Significa “Salvador”. Tem origem na língua grega.

“Oração — Senhor, por intercessão do Santo Papa Sotero, Vos peço as graças que me são necessárias para que eu possa alcançar as virtudes cristãs em busca da santidade. Amém.”

São Sotero, rogai por nós!

Santa Senhorinha — Abadessa, cuja vida foi cheia de manifestações do amor e da grandeza de Deus, tendo-lhe sido atribuídos numerosos milagres ainda antes da sua morte.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 22 de abril:

1
São Soter (Sotero)
Papa e mártir. Em Roma. De quem São Dionísio de Corinto celebra a egrégia caridade para com os irmãos, os peregrinos necessitados, os aflitos pela miséria e os condenados a trabalhos forçados.

† 175

2
Santo Epipódio
Mártir. Em Lião, na Gália, atual França. Depois de quarenta e oito gloriosos mártires desta cidade, foi preso juntamente com o seu amigo Alexandre e consumou o martírio sendo decapitado.

† 178

3
São Leónidas
Mártir. Em Alexandria, no Egito. No tempo do imperador Septímio Severo, foi morto ao fio da espada pela sua fé em Cristo, deixando ainda criança o seu filho Orígenes.

† 204

4
São Caio
Papa e confessor. Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia. Livrou-se da perseguição do imperador Diocleciano e morreu como confessor da fé.

† 296

5
São Mariab
Corepíscopo e mártir na Pérsia. Durante a perseguição do rei Sapor II, na Oitava da Páscoa, sofreu o martírio por Cristo.

† 342

6
Santo Agapito I
Papa. Em Constantinopla, atual Istambul, Turquia. Empenhou-se com firmeza para que o bispo de Roma fosse livremente escolhido pelo clero da Urbe; enviado à corte imperial, fortaleceu a verdadeira fé.

† 536

7
São Leão de Sens
Bispo. Em Sens, na Neustria, hoje na França.

† s. VI

8
São Teodoro de Sykeon
Bispo e hegúmeno. Em Sykeon, na Galácia, atual Turquia. Movido pelo amor à solidão desde a infância, optou por um género de vida austero e foi bispo de Anastasiópolis.

† 613

9
Santa Oportuna
Abadessa. No território de Sées, na Neustria, atualmente na França. Célebre pela sua rigorosa abstinência e austeridade.

† c. 770

10
Santa Senhorinha
Abadessa. Em Basto, território da Lusitânia, hoje em Portugal. Conta-se que Deus, por sua intercessão, alimentou imediatamente as monjas quando lhes faltou alimento.

† c. 980

11
Beato Francisco Venimbéni
Presbítero da Ordem dos Menores. Em Fabriano, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Foi exímio pregador da palavra de Deus.

† 1322

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