Beata Albertina Berkenbrock, Mártir – 15 de Junho

Beata Albertina Berkenbrock, Mártir

Santo do Dia – 25 de Maio

Santa Maria Madalena de Pazzi,

Virgem e Religiosa Carmelita · † 1607

Infância

Beata Albertina Catarina, nome recebido em seu batismo, nasceu em Florença, na Itália, no dia 2 de abril de 1566.

Desde pequena, o seu amor por Cristo e pela Santíssima Virgem eram visíveis: agarrava-se à sua mãe com extraordinário ardor quando esta voltava para casa após ter comungado, mas se ela não comungara, sua filha não tinha as mesmas expansões.

Antes mesmo que aprendesse a ler, foi favorecida com o dom da oração e, com apenas sete a oito anos, já se confessava com um jesuíta, padre Rossi. Aos dez anos, recebeu a primeira comunhão e, a partir disso, consagrou a Deus a sua virgindade.

Caridade que Reluz

Sua caridade era grande e exemplar. Gostava de acompanhar as meninas mais pobres, de jogar alegremente com elas e com elas compartilhar o pão que trazia de casa para comer no intervalo das aulas. Teve especial caridade com os filhos do seu futuro assassino, que trabalhava na casa de seu pai. Muitas vezes Albertina deu de comer a ele e aos filhos pequenos, com os quais se entretinha com sincera alegria. Apesar de seus apenas 12 anos, Albertina aparentava mais idade e tinha um corpo já bastante desenvolvido. Era alta e forte, acostumada ao sol e aos trabalhos da roça. Tinha cabelos louros tendendo ao castanho, olhos verde-escuros. Era uma jovem de notável beleza.

O dia fatídico

Tudo corria normalmente até que chegou o dia 15 de junho de 1931. Seu pai lhe pediu que cuidasse do rebanho e procurasse um boi que se havia extraviado. No caminho, encontrou um homem de apelido “Maneco Palhoça”, que trabalhava para a família. Ela perguntou-lhe se sabia onde estaria o boi perdido. Ele indicou um lugar distante e a surpreendeu lá, tentando cometer crime contra sua honra.

A jovem resistiu com toda a força de seu espírito cristão, pois não queria pecar contra Deus nem contra sua pureza. Sua fé foi sua fortaleza. Por não conseguir êxito em seus intentos malévolos, ele a pegou pelo cabelo, jogou-a ao chão e cortou-lhe o pescoço, matando-a de forma cruel e imediata.

Maneco acusou falsamente outra pessoa, que foi presa injustamente. Mas quando ele se aproximava do corpo da menina para fingir que a velava, o corte vertia sangue, revelando sua culpa. Ele fugiu, mas foi preso e confessou o crime. O próprio assassino deixou claro que ela não havia cedido porque não queria pecar, sua castidade foi mais valiosa que a própria vida.

Beatificada em Tubarão

A cerimônia de beatificação de Albertina foi realizada em Tubarão – Santa Catarina . Contou com a presença do bispo local, Dom Jacinto Bergman; presidiu a cerimônia o cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Estavam presentes cerca de 20 mil pessoas, na praça da Catedral de Tubarão, além de dezenas de bispos e sacerdotes.

Após a leitura da biografia e a solicitação de beatificação, feita por Dom Jacinto Bergman, o cardeal Saraiva Martins leu o decreto de Bento XVI, que inscrevia oficialmente Albertina no catálogo dos bem-aventurados.

Albertina está viva mais do que nunca. Primeiro porque vive em Deus, imersa na paz e na felicidade sem fim. Depois porque vive no coração de seus parentes, amigos e devotos.

Bem-aventurada Albertina Berkenbrock, rogai por nós!

Albertina — Significa “nobre” e “brilhante”. Tem origem no germânico Adalbrecht, formado pelos elementos “adal” (nobre) e “berht” (brilhante), significando assim “a de nobre e brilhante esplendor”. Este nome revela a essência de sua vida: uma jovem de nobreza espiritual que brilhou com a luz de Cristo.

“Oração – Deus, Pai de todos nós! Vós nos destes vosso Filho Jesus, que derramou seu sangue na cruz por amor a cada um de nós. Vossa serva Albertina foi declarada bem-aventurada pela Igreja, porque, ainda jovem, também derramou seu sangue para ser fiel à vossa vontade e defender a vida em plenitude. Concedei-nos que, por seu testemunho, nos tornemos fortes na fé, no amor e na esperança. Amém.”

Bem-aventurada Albertina, rogai por nós!

Santo Amós — Profeta que era pastor de gado e cultivador de sicômoros quando o Senhor o enviou aos filhos de Israel para proclamar sua justiça e santidade divinas.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 15 de junho:

1

Santo Amós
Profeta. Pastor de gado e cultivador de sicômoros quando o Senhor o enviou aos filhos de Israel para proclamar sua justiça e santidade divinas contra as prevaricações do povo escolhido.

† s. VIII a.C.

2

Santo Hesíquio
Mártir. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária. Era soldado quando foi preso juntamente com São Júlio, recebendo a coroa do martírio sob o domínio do governador Máximo.

† c. 302

3

São Vito
Mártir. Na Lucânia, hoje na Basilicata, região da Itália. Jovem de origem nobre, sofreu perseguições por sua fé inquebrantável.

† data inc.

4

Santo Abraão
Monge. Em Arvena, hoje Clermont-Ferrand, na França. Oriundo do litoral do rio Eufrates, viajou para o Egito visitar eremitas, foi preso cinco anos, depois se estabeleceu na região de Auvergne.

† c. 480

5

São Landelino
Abade. Em Crespin, no Hainaut, França. Convertido pelo bispo Santo Autberto do banditismo à prática da virtude, fundou o mosteiro de Lobbes.

† c. 686

6

São Lotário
Bispo. Em Séez, na Nêustria, França. Renunciou ao ministério episcopal e, segundo a tradição, quis morrer na solidão meditativa.

† 756

7

Santa Benilde
Mártir. Em Córdova, na Andaluzia, Espanha. De idade já avançada, morreu durante a perseguição dos Mouros, selando sua fé com o martírio.

† 853

8

São Bernardo de Menthon
Presbítero. Em Montjoux, território de Valais. Cônego e arcediago de Aosta que habitou nos cimos dos Alpes, construindo cenóbio e hospedarias para peregrinos.

† 1081

9

Santo Isfrido
Bispo. Em Ratzeburg, no Holstein, Alemanha. Viveu segundo a observância dos Cônegos Premonstratenses e se dedicou à evangelização dos Vendos.

† 1204

10

Beato Tomás Scryven
Mártir. Em Londres, Inglaterra. Monge da Cartuxa, permaneceu na fé da Igreja no reinado de Henrique VIII e recebeu a coroa do martírio consumido pela fome no cárcere.

† 1537

11

Beatos Pedro Snow e Rodolfo Grimston
Mártires. Em York, Inglaterra. No reinado de Isabel I, o primeiro foi condenado por ser sacerdote, o segundo por tentar salvá-lo; ambos receberam a coroa do martírio.

† 1598

12

Santa Germana
Virgem. Em Pibrac, Toulouse, França. Nascida de pais desconhecidos, suportou desde a infância vida servil e penosas enfermidades com alegria e fortaleza de alma.

† 1601

13

Beato Luís Maria Palázzolo
Presbítero. Em Bérgamo, Itália. Fundador da Congregação das Irmãs Pobrezinhas e dos Irmãos da Sagrada Família para auxílio dos jovens marginados.

† 1886

14

Santa Bárbara Cui Lianzhi
Mártir. Em Qianshengzhuang, Hebei, China. Após assassinarem seu filho, ao fugir para salvar a vida, foi presa e crudelissimamente torturada até à morte.

† 1900

15

Beata Albertina Berkenbrock
Virgem e Mártir. Em São Luís, Santa Catarina, Brasil. Aos doze anos foi assassinada por defender heroicamente sua castidade e sua fidelidade a Deus.

† 1931

16

Beato Clemente Vismara
Presbítero Missionário. Em Mong Ping, Birmânia, atual Myanmar. Dedicou sua vida à evangelização das populações locais com fervor apostólico.

† 1988

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Menina que ousou ser santa

“Foi uma menina que ousou ser Santa.” Foi com essas palavras que Dom Jacinto Bergmann, Bispo da diocese de Tubarão – Santa Catarina -, referiu-se a ela na cerimônia de sua beatificação. Nasceu dia 11 de abril de 1919, no povoado de São Luís, município de Imaruí no Estado de Santa Catarina, Brasil.

Pais agricultores fervorosos

Filha de um casal de agricultores – Henrique Berkenbrock e Josefa Boeing – fervorosos católicos oriundos de famílias alemães, com eles ela aprendeu as verdades da fé, a rezar, a frequentar a igreja e a respeitar os mandamentos de Deus. Cultivou especial devoção a Virgem Maria e a São Luiz Gonzaga. Recitava diariamente o rosário com a família. Preparou-se com alegria para a Primeira Eucaristia que recebeu no dia 16 de agosto de 1928. Foi neste ambiente simples, belo e cristão de sua família que Albertina cresceu. Ajudava os pais nos trabalhos da roça e em casa. Era dócil, obediente, incansável, e paciente. De manifesta caridade Sua caridade era grande. Gostava de acompanhar as meninas mais pobres, de jogar com elas e com elas dividir o pão que trazia de casa para comer no intervalo das aulas. Teve especial caridade com os filhos do seu assassino, que trabalhava na casa do seu pai. Muitas vezes Albertina deu de comer a ele e aos filhos pequenos, com os quais se entretinha alegremente. Albertina, apesar de seus 12 anos, aparentava mais idade e tinha um corpo já bastante desenvolvido. Era alta e forte, acostumada ao sol e aos trabalhos da roça. Tinha cabelos louros tendendo ao castanho, olhos verde-escuros. Era uma bonita moça.

O dia fatídico

Tudo corria normalmente até que chegou o dia 15 de junho de 1931. Perdera-se um boi pelos pastos. Albertina saiu a procura a pedido dos pais. De longe, Maneco Palhoça – ou Indalício Cipriano Martins, que planeja conquistar a menina para seus intentos eróticos, a avistou.

A procura de um boi, o martírio

Albertina procurava o boi fugitivo. De repente viu ao longe alguns chifres e correu naquela direção. Para sua surpresa, porém, encontrou perto deles Maneco carregando feijão na carroça. À pergunta de Albertina pelo boi desaparecido, o homem lhe deu uma pista falsa para encaminhá-la ao lugar onde poderia satisfazer seus desejos sem chamar atenção. Albertina seguiu a indicação de Maneco e embrenhou-se pela mata. Repentinamente deu de cara com Maneco. Ficou petrificada. Sozinha, no mato, com aquele homem na frente! Ainda naquela manhã ela levara comida a seus filhos, como fazia sempre. Havia certa familiaridade entre Albertina e Maneco: ela o chamava de “Maneco preto”, como todo mundo, sem que ele se ofendesse.

Com um canivete a degolou

Maneco lhe propôs seus intentos. Albertina, decidida, não aceitou. Começou então, a tentativa do assassino de se apossar de Albertina, mas ela não se deixou subjugar. A menina é forte. Aos pontapés se defendeu, derrubou o assassino. A luta foi longa e terrível. Ela não cedeu. Maneco, derrotado moralmente pela menina, vingou-se, agarrou-a pelos cabelos e afundou o canivete no pescoço e a degolou. Seu corpo ficou manchado de sangue… Sua pureza e virgindade, porém, ficaram intactas. Aos 12 anos de idade, Albertina foi assassinada porque quis preservar a sua pureza espiritual e corporal e defender a dignidade da mulher por causa da fé e da fidelidade a Deus. E ela o fez heroicamente como verdadeira mártir. O martírio e a consequente fama de santidade espalharam-se rapidamente.

Beatificada em Tubarão

A cerimônia de beatificação de Albertina foi realizada em Tubarão – Santa Catarina . Contou com a presença do bispo local, Dom Jacinto Bergman; presidiu a cerimônia o cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Estavam presentes cerca de 20 mil pessoas, na praça da Catedral de Tubarão, além de dezenas de bispos e sacerdotes. Após a leitura da biografia e a solicitação de beatificação, feita por Dom Jacinto Bergman, o cardeal Saraiva Martins leu o decreto de Bento XVI, que inscrevia oficialmente Albertina no catálogo dos bem-aventurados. Albertina está viva mais do que nunca. Primeiro porque vive em Deus, imersa na paz e na felicidade sem fim. Depois porque vive no coração de seus parentes, amigos e devotos.

Santa Albertina, rogai por nós!

Oração – Concedei-nos que, por seu testemunho, nos tornemos fortes na fé, no amor e na esperança, vivamos fielmente os compromissos do nosso Batismo. Amém.

Com Santo Amós, profeta, que era pastor de gado e cultivador de sicômoros quando o Senhor o enviou aos filhos de Israel Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 15 1. A comemoração de Santo Amós, profeta, que era pastor de gado e cultivador de sicômoros quando o Senhor o enviou aos filhos de Israel, para proclamar a sua justiça e santidade divinas contra as prevaricações do seu povo. 2. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária, Santo Hesíquio, que era soldado quando foi preso juntamente com São Júlio, e depois dele, sob o domínio do governador Máximo, recebeu a coroa do martírio.(† c. 302) 3. Na Lucânia, hoje na Basilicata, região da Itália, São Vito, mártir.(† data inc.) 4. Em Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, na França, Santo Abraão, monge, que, oriundo do litoral do rio Eufrates, se pôs a caminho do Egito para visitar os eremitas, mas, preso pelos pagãos, permaneceu cinco anos no cárcere; depois, partindo para a Gália, estabeleceu-se na região do Auvergne e recolheu-se no mosteiro de São Círico, onde morreu com avançada idade.(† c. 480) 5. Em Crespin, no Hainaut, hoje na França, São Landelino, abade, que, convertido pelo bispo Santo Autberto do banditismo à prática da virtude, fundou o mosteiro de Lobbes, dirigindo-se depois para Crespin, de onde partiu deste mundo.(† c. 686) 6. Em Séez, na Nêustria, França, São Lotário, bispo, que, renunciando ao ministério episcopal, segundo a tradição quis morrer na solidão.(† 756) 7. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, Santa Benilde, mártir, que, de idade já avançada, morreu durante a perseguição dos Mouros.(† 853) 8. Em Montjoux, no território de Valais, São Bernardo de Menthon, presbítero, que foi cónego e arcediago de Aosta, mas durante muitos anos habitou nos cimos dos Alpes, onde construiu um memorável cenóbio e edificou também hospedarias para os peregrinos em dois montes que ainda hoje são conhecidos pelo seu nome.(† 1081) 9. Em Ratzeburg, no Holstein, atual estado da Alemanha, Santo Isfrido, bispo, que, vivendo segundo a observância dos Cônegos Premonstratenses, se dedicou à evangelização dos Vendos.(† 1204) 10. Em Londres, na Inglaterra, o Beato Tomás Scryven, mártir, monge da Cartuxa desta cidade, que, no reinado de Henrique VIII, permaneceu na fé da Igreja e, por isso, consumido pela fome no cárcere, recebeu a coroa do martírio.(† 1537) 11. Em York, também na Inglaterra, os beatos mártires Pedro Snow, presbítero, e Rodolfo Grimston, que, no reinado de Isabel I, foram condenados à morte: o primeiro porque era sacerdote, o outro porque tentou livrá-lo da captura, ambos sofreram o suplício do patíbulo.(† 1598) 12. Em Pibrac, no território de Toulouse, na França, Santa Germana, virgem, que, nascida de pais desconhecidos e suportando desde a infância uma vida servil e penosas enfermidades, aceitou todo o género de tribulações com fortaleza de alma e rosto alegre, até que, aos vinte e dois anos de idade, descansou em paz.(† 1601) 13. Em Bérgamo, Itália, Beato Luís Maria Palázzolo, presbítero, fundou a Congregação das Irmãs Pobrezinhas e dos Irmãos da Sagrada Família.(† 1886) 14. Em Qianshengzhuang, perto da cidade de Liushuitao, no Hebei, província da China, Santa Bárbara Cui Lianzhi, mártir, que, depois de ter sido assassinado o seu filho, ao fugir de noite para salvar a vida, foi presa pelos inimigos dos cristãos e crudelissimamente torturada até à morte.(† 1900) 15. Em São Luís, cidade do estado de Santa Catarina, no Brasil, a Beata Albertina Berkenbrock, virgem e mártir que aos doze anos foi assassinada por defender heroicamente a sua castidade.(† 1931) 16. Em Mong Ping, na Birmânia, no atual Myanmar, o Beato Clemente Vismara, presbítero missionário.(† 1988)

Santo Eliseu, Profeta – 14 de Junho

Santo Eliseu, Profeta

Santo do Dia – 14 de Junho

Santo Eliseu,

Profeta e Discípulo de Elias · † s. 800 a.C.

Discípulo Perfeito de Elias

Santo Eliseu

Era o discípulo perfeito do Profeta Elias, do qual possuiu, conforme narra a Escritura, o duplo espírito. Ambos, mestre e discípulo, considerados fundadores da Ordem do Carmo. Antes do desaparecimento de Elias, num turbilhão de fogo, Eliseu pediu-lhe: “Dá-me uma porção dobrada do teu espírito”. E o pedido foi ouvido.

Eliseu era filho de Safat e vivia em Abel-Meolá, onde Elias o encontrou e o ungiu conforme o Senhor ordenara. Então, ele passou a acompanhar Elias até quando este foi arrebatado ao céu. Eliseu foi sepultado perto de Samaria, tornando-se venerado como homem de grande santidade e poder divino.

Profetizou para 4 Reis de Israel

Sua atividade profética foi exercida em Israel durante os reinados de Ocozias, Jorão, Jeú e Joacaz. Viveu no meio dos filhos dos profetas e, em nome do Senhor, interveio muitas vezes nos acontecimentos.

Eliseu exerceu sua atividade durante mais de sessenta anos. Assim, ele acompanhou de perto a sucessão de vários reis e presenciou muitas guerras, invasões e fomes que assolaram Israel. O rei Jeú foi ungido por Eliseu, o qual o apoiou em sua determinação de acabar com o culto pagão ao deus Baal.

Profeta Querido e Amado do Povo

Ao longo dos tempos, foram surgindo muitas histórias, lendas e fatos admiráveis em torno da figura de Eliseu, as quais demonstram o quanto ele foi um profeta querido entre o povo. Demonstram o quão grande era sua determinação em servir a Deus e levar o povo a também servir ao Senhor.

Desde quando começou a acompanhar Elias, foi um homem cheio de fé e confiança em Javé, a quem dedicou todo o amor com total e absoluta entrega. Na época em que Joás era o rei de Israel, Eliseu adoeceu e morreu já em idade avançada. Antes de sua morte, Joás foi visitá-lo e lamentou que grande perda seria para Israel a morte do profeta.

Santo Eliseu, rogai por nós!

Eliseu — Significa “meu Deus é salvação” em hebraico. O nome reflete a profunda fé e confiança no Senhor que caracterizou toda a vida do santo profeta.

“Oração – Ó Deus onipotente e Glorioso, que pelas vidas e exemplos de Santo Elias e de Santo Eliseu, nos mostrastes o poder da verdadeira fé e da oração, dai-nos também a nós sermos sempre firmes na fé em Cristo Jesus. Amém.”

Santo Eliseu, rogai por nós!

Beata Francisca de Paula de Jesus (“Nhá Chica”) — Filha de escravos, órfã aos dez anos, dedicou toda a sua humilde vida à oração e ao serviço dos mais necessitados.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 14 de junho:

1
Santo Eliseu Profeta. Em Samaria ou Sebaste, na Palestina, hoje Sivas, na Turquia. Discípulo de Elias, que foi profeta em Israel no tempo do rei Jorão até aos dias de Joás. Pelos milagres que fez em favor dos estrangeiros anunciou a salvação que havia de vir para todos os homens.
† s. 800 a.C.
2
São Proto Mártir. Em Aquileia, na Venécia, hoje no Friúli, região da Itália.
† data inc.
3
Santos Valério e Rufino Mártires. Em Soissons, na Gália Bélgica, atualmente na França.
† s. IV
4
São Fortunato Bispo. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália.
† s. IV
5
Santo Etério Bispo. Em Vienne, na Borgonha, hoje na França.
† s. VII
6
São Metódio Bispo. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Sendo monge, dirigiu-se a Roma para defender o culto das sagradas imagens junto do papa Pascoal I e, ordenado bispo, celebrou solenemente o triunfo da verdadeira fé.
† 847
7
Santos Anastásio, Félix e Digna Mártires. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha. Anastásio, presbítero, foi passado à espada por professar a fé cristã; Félix, monge da Getúlia, foi morto por seguir a fé católica e a vida monástica nas Astúrias; Digna, virgem muito jovem, foi degolada por repreender o juiz pela morte dos dois mártires.
† 853
8
Beata Francisca de Paula de Jesus (“Nhá Chica”) Virgem. Em Beapendi, cidade do estado de Minas Gerais, no Brasil. Filha e neta de escravos, tendo ficado órfã aos dez anos, dedicou toda a sua humilde vida à oração e ao serviço dos mais necessitados.
† 1895

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Discípulo perfeito de Elias

Era o discípulo perfeito do Profeta Elias, do qual possuiu, conforme narra a Escritura, o duplo espírito. Ambos, mestre e discípulo, considerados fundadores da Ordem do Carmo. Antes do desaparecimento de Elias, num turbilhão de fogo, Eliseu pediu-lhe: “Dá-me uma porção dobrada do teu espírito”. E o pedido foi ouvido. Eliseu foi sepultado perto de Samaria. Viveu no meio dos filhos dos profetas e, em nome do Senhor, interveio muitas vezes nos  acontecimentos. Profetizou para 4 reis de Israel Sua atividade profética foi exercida em Israel durante os reinados de Ocozias, Jorão, Jeú e Joacaz. Ele era filho de Safat e vivia em Abel-Meolá, onde Elias o encontrou e o ungiu conforme o Senhor ordenara. Então, ele passou a acompanhar Elias até quando este foi arrebatado ao céu. Eliseu exerceu sua atividade durante mais de sessenta anos. Assim, ele acompanhou de perto a sucessão de vários reis e presenciou muitas guerras, invasões e fomes que assolaram Israel. O rei Jeú foi ungido por Eliseu, o qual o apoiou em sua determinação de acabar com o culto pagão ao deus Baal.

Profeta querido e amado do povo

Ao longo dos tempos, foram surgindo muitas histórias, lendas e fatos admiráveis em torno da figura de Eliseu, as quais demonstram o quanto ele foi um profeta querido entre o povo. Mais ainda, demonstram o quão grande era sua determinação em servir a Deus e levar o povo a também servir ao Senhor. Ele, desde quando começou a acompanhar Elias, foi um homem cheio de fé e confiança em Javé, a quem dedicou todo o amor com total e absoluta entrega. Na época em que Joás era o rei de Israel, Eliseu adoeceu e morreu já em idade avançada. Antes de sua morte, Joás foi visitá-lo e lamentou que grande perda seria para Israel a morte do profeta.

Santo Eliseu, rogai por nós!

Oração –  Ó Deus onipotente e Glorioso, que pelas vidas e exemplos de Santo Elias e de Santo Eliseu, nos mostrastes o poder da verdadeira fé e da oração, dai-nos também a nós sermos sempre firmes na fé em Cristo Jesus. Amém

Eliseu significa “meu Deus é salvação” em hebraico.
Com Beata Francisca de Paula de Jesus (“Nhá Chica”), filha de escravos, órfã aos dez anos. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 14 1. Em Samaria ou Sebaste, na Palestina, hoje Sivas, na Turquia, a comemoração de Santo Eliseu, discípulo de Elias, que foi profeta em Israel no tempo do rei Jorão até aos dias de Joás. Embora não tenha deixado oráculos escritos, pelos milagres que fez em favor dos estrangeiros anunciou a salvação que havia de vir para todos os homens. 2. Em Aquileia, na Venécia, hoje no Friúli, região da Itália, São Proto, mártir.(† data inc.) 3. Em Soissons, na Gália Bélgica, atualmente na França, os santos Valério e Rufino, mártires.(† s. IV) 4. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, São Fortunato, bispo.(† s. IV) 5. Em Vienne, na Borgonha, hoje na França, Santo Etério, bispo.(† s. VII) 6. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São Metódio, bispo, que, sendo monge, se dirigiu a Roma para defender o culto das sagradas imagens junto do papa Pascoal I e, ordenado bispo, celebrou solenemente o triunfo da verdadeira fé.(† 847) 7. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, os santos mártires Anastásio, presbítero, Félix, monge, e Digna, virgem, que morreram no mesmo dia e do mesmo modo: Anastásio, porque professou a fé cristã, perante os cônsules mouros, foi imediatamente passado à espada; com ele, pereceu também Félix, originário da Getúlia, na África Setentrional, que seguia a fé católica e a vida monástica nas Astúrias; Digna, ainda muito jovem, que repreendeu veementemente o juiz pela morte dos dois mártires, imediatamente foi degolada.(† 853) 8. Em Beapendi, cidade do estado de Minas Gerais, no Brasil, a Beata Francisca de Paula de Jesus (“Nhá Chica”), filha e neta de escravos, que, tendo ficado órfã aos dez anos, dedicou toda a sua humilde vida à oração e ao serviço dos mais necessitados.(† 1895)

Santo Antônio de Pádua, Presbítero, Doutor da Igreja – 13 de Junho

Santo Antônio de Pádua, Presbítero, Doutor da Igreja

Santo do Dia – 13 de Junho

Santo Antônio de Pádua,

Presbítero, Doutor da Igreja · † 1231

Fernando era seu nome

Nasceu em Lisboa, provavelmente a 15 de Agosto de 1195, numa casa junto das portas da antiga cidade (Porta do Mar), que se pensa ter sido o local onde, mais tarde, se ergueu a Igreja em sua honra. Santo Antônio de Pádua

Tendo então o nome de Fernando, fez na vizinha Sé os seus primeiros estudos, tomando mais tarde, em 1210 ou 1211, o hábito de Cônego Regrante de Santo Agostinho, em São Vicente de Fora, pela mão do Prior D. Estêvão. Ali permaneceu até 1213 ou 1214, data em que se deslocou para o austero Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde realizou os seus estudos superiores em Direito Canônico, Ciências, Filosofia e Teologia.

Memória fora do comum

Segundo a tradição, talvez um pouco lendária, o Santo tinha uma memória fora do comum, sabendo de cor não só as Escrituras Sagradas, como também a vida dos Santos Padres. As relíquias dos Santos Mártires de Marrocos que chegaram a Coimbra em 1220, fizeram-no trocar de Ordem Religiosa, envergando o burel de Frade Franciscano e recolher-se como Eremita nos Olivais (em Coimbra). Foi nessa altura que mudou o seu nome para António e decidiu deslocar-se a Marrocos, onde uma grave doença o reteve todo o inverno na cama. Decidiram os superiores repatriá-lo como medida de convalescença.

Uma tempestade revela sua vocação

Quando de barco regressava a Portugal, desencadeou-se uma enorme tempestade que o arrastou para as costas da Sicília, sendo precisamente na Itália que iria revelar-se como teólogo e grande pregador. Em 19 de Março de 1222, em Forli, falou perante religiosos Franciscanos e Dominicanos recém ordenados sacerdotes e tão fluentemente o fez que o Provincial pensou dedicá-lo imediatamente ao apostolado.

Pregador contra as heresias

Fixou-se em Bolonha onde se dedicou ao ensino de Teologia, bem como à sua leitura. Exercendo as funções de pregador, mostrou-se contra as heresias dos Cátaros, Patarinos e Valdenses. Seguiu depois para França com o objetivo de lutar contra os Albinjenses e em 1225 prega em Tolosa. Na mesma época, foi-lhe confiada a guarda do Convento de Puy-en-Velay e seria custódio da Província de Limoges. Dois anos mais tarde instalou-se em Marselha, mas brevemente seria escolhido para Provincial da Romanha.

Doutor e taumaturgo

Assistiu à canonização de São Francisco em 1228 e deslocou-se a Ferrara, Bolonha e Florença. Durante 1229 as suas pregações dividiram-se entre Vareza, Bréscia, Milão, Verona e Mântua. Em 1231, e após contatos com Gregório IX, regressou a Pádua. Considerado Doutor da Igreja e alvo de diversas biografias, todos os autores são unânimes em considerá-lo como um homem superior. Canonizado um ano após a sua morte pelo Papa Gregório IX, que lhe chamou “Arca do Testamento”, transformou-se num taumaturgo de importância especial, recebendo diversos atributos: “Martelo dos hereges, defensor da fé, arca dos dois Testamentos, oficina de milagres, maravilha da Itália, honra da Espanha, glória de Portugal”.

Instalou-se em casa do Conde de Tiso, seu amigo pessoal, onde morreu em 1231 no Oratório de Arcela.

Santo Antônio de Pádua, rogai por nós!

“Oração – Eu vos suplico tomar sob vossa proteção valiosa minhas ocupações, empreendimentos e toda a minha vida. Amém.”

Santo Antônio de Pádua, rogai por nós!

Santo Eulógio — Bispo, célebre pela sua doutrina, a quem o Papa São Gregório Magno escreveu várias cartas, escrevendo sobre ele: “Não está longe de mim quem está unido a mim”.

Antônio — Significa “valioso”, “de valor inestimável”, “digno de apreço”. Tem origem no latim Antonius, que se origina do grego Antónios.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 13 de junho:

1
Santo Antônio de Pádua Presbítero, Doutor da Igreja. Em Pádua, na Itália. Nascido em Lisboa, Portugal, em 1195. Filho do rei de Portugal e Portugal, abraçou a vida franciscana, pregando contra as heresias e realizando milagres, transformando-se em santo célebre da Igreja.
† 1231
2
Santa Felícula Mártir. Na Via Ardeatina, a sete milhas de Roma. Sofreu martírio pela fé cristã nos primeiros séculos da Igreja.
† c. s. IV
3
Beato Aquileu Bispo. Em Alexandria, no Egito. Insigne na erudição, na fé, na vida e virtudes, serviço exemplar à Igreja primitiva.
† 312
4
São Trifílio Bispo. Em Nicósia, na ilha de Chipre. Defendeu vigorosamente a verdadeira fé nicena e foi o orador mais eloquente do seu tempo e admirável comentador do “Cântico dos Cânticos”.
† 370
5
São Ceteu ou Peregrino Bispo de Amiterno. Nos Abruzos, região da Itália. No tempo em que os Lombardos invadiram a região, acusado falsamente de sublevar a cidade, foi por eles condenado à morte e afogado no rio.
† c. 600
6
Santo Eulógio Bispo. Em Alexandria, no Egito. Célebre pela sua doutrina, a quem o Papa São Gregório Magno escreveu várias cartas, escrevendo sobre ele: “Não está longe de mim quem está unido a mim”.
† c. 607
7
São Salmódio Eremita. Em Limoges, na Aquitânia, atualmente na França. Dedicou-se à vida contemplativa no deserto.
† s. VII
8
São Ramberto Mártir. No território de Lião, na Gália, atual França. Sendo de ilustre família e dotado de nobres virtudes, foi tão odiado por Ebroíno, chefe do palácio real, que este o enviou para o desterro e finalmente o mandou matar com um golpe de lança.
† 680
9
Santo Aventino Eremita e mártir. No vale de Larboust, nos montes Pireneus, França. Segundo a tradição, foi morto pelos Mouros.
† s. VIII
10
São Fândila Presbítero e monge. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha. Durante a perseguição dos Mouros, no tempo do rei Moamed I, foi decapitado em ódio à fé cristã.
† 853
11
Beato Gerardo Monge. No mosteiro de Claraval, na Borgonha, região da França. Irmão de São Bernardo, que apesar da escassa cultura, tinha uma grande inteligência e discernimento espiritual.
† 1138
12
Santos Agostinho Phan Viet Huy e Nicolau Bui Viet Thê Mártires. Em Hué, no Anam, hoje no Vietnam. Após terem pisado a cruz, constrangidos pelo terror, quando recuperaram a consciência, pediram imediatamente ao imperador que fossem novamente julgados como cristãos e foram esquartejados vivos num barco.
† 1839
13
Beata Maria Ana Biernacka Mãe de família e mártir. Em Naumowicze, cidade próxima de Grodno, na Polônia. No regime de ocupação militar da sua pátria durante a guerra, se ofereceu aos soldados para substituir sua nora que estava grávida e foi imediatamente fuzilada.
† 1943

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Fernando era seu nome

Nasceu em Lisboa, provavelmente a 15 de Agosto de 1195, numa casa junto das portas da antiga cidade (Porta do Mar), que se pensa ter sido o local onde, mais tarde, se ergueu a Igreja em sua honra. Tendo então o nome de Fernando, fez na vizinha Sé os seus primeiros estudos, tomando mais tarde, em 1210 ou 1211, o hábito de Cônego Regrante de Santo Agostinho, em São Vicente de Fora, pela mão do Prior D. Estêvão. Ali permaneceu até 1213 ou 1214, data em que se deslocou para o austero Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde realizou os seus estudos superiores em Direito Canônico, Ciências, Filosofia e Teologia. Com uma memória fora do comum Segundo a tradição, talvez um pouco lendária, o Santo tinha uma memória fora do comum, sabendo de cor não só as Escrituras Sagradas, como também a vida dos Santos Padres. As relíquias dos Santos Mártires de Marrocos que chegaram a Coimbra em 1220, fizeram-no trocar de Ordem Religiosa, envergando o burel de Frade Franciscano e recolher-se como Eremita nos Olivais (em Coimbra). Foi nessa altura que mudou o seu nome para António e decidiu deslocar-se a Marrocos, onde uma grave doença o reteve todo o inverno na cama. Decidiram os superiores repatriá-lo como medida de convalescença.

Uma tempestade revela sua vocação

Quando de barco regressava a Portugal, desencadeou-se uma enorme tempestade que o arrastou para as costas da Sicília, sendo precisamente na Itália que iria revelar-se como teólogo e grande pregador. Em 19 de Março de 1222, em Forli, falou perante religiosos Franciscanos e Dominicanos recém ordenados sacerdotes e tão fluentemente o fez que o Provincial pensou dedicá-lo imediatamente ao apostolado.

Pregador na Itália e na França contra heresias

Fixou-se em Bolonha onde se dedicou ao ensino de Teologia, bem como à sua leitura. Exercendo as funções de pregador, mostrou-se contra as heresias dos Cátaros, Patarinos e Valdenses. Seguiu depois para França com o objetivo de lutar contra os Albinjenses e em 1225 prega em Tolosa. Na mesma época, foi-lhe confiada a guarda do Convento de Puy-en-Velay e seria custódio da Província de Limoges, um cargo para que foi eleito pelos Frades da região. Dois anos mais tarde instalou-se em Marselha, mas brevemente seria escolhido para Provincial da Romanha.

Presente na canonização de São Francisco

Assistiu à canonização de São Francisco em 1228 e deslocou-se a Ferrara, Bolonha e Florença. Durante 1229 as suas pregações dividiram-se entre Vareza, Bréscia, Milão, Verona e Mântua. Esta atividade absorvia-o de tal maneira que a ela passou a dedicar-se exclusivamente. Em 1231, e após contatos com Gregório IX, regressou a Pádua, sendo a Quaresma do ano seguinte marcada por uma série de sermões da sua autoria. Instalou-se depois em casa do Conde de Tiso, seu amigo pessoal, onde morreu em 1231 no Oratório de Arcela.

Canonizado um ano após a morte

O facto de ter sido canonizado um ano após a sua morte, mostra-nos bem qual a importância que teve como Homem, para lhe ter sido atribuída tal honra. Este ato foi realizado pelo Papa Gregório IX, que lhe chamou “Arca do Testamento”. Considerado Doutor da Igreja e alvo de algumas biografias, todos os autores destas obras são unânimes em considerá-lo como um homem superior. Daí os diversos atributos que lhe foram conferidos: “Martelo dos hereges, defensor da fé, arca dos dois Testamentos, oficina de milagres, maravilha da Itália, honra da Espanha, glória de Portugal, querubim eminentíssimo da religião seráfica, etc.”.

Uma vida mítica, lendária e santa

Com a sua vida, quase mítica, quase lendária, mas que foi passando de geração em geração, e com os milagres que lhe foram atribuídos em bom número, transformou-se num taumaturgo de importância especial.

Santo Antonio de Pádua, rogai por nós!

Oração – Eu vos suplico tomar sob vossa proteção valiosa minhas ocupações, empreendimentos e toda a minha vida. Amém.

Antônio: Significa ‘valioso’, ‘de valor inestimável’, ‘digno de apreço’. Nome do latim Antonius, origina-se do grego Antónios
Com Santo Eulógio, Bispo, célebre pela sua doutrina, a quem o Papa São Gregório Magno escreveu várias cartas, escrevendo sobre ele: «Não está longe de mim quem está unido a mim». Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 13 2. Na Via Ardeatina, a sete milhas de Roma, Santa Felícula, martir.(† c. s. IV) 3. Em Alexandria, no Egito, o Beato Aquileu, bispo, insigne na erudição, na fé, na vida e virtudes.(† 312) 4. Em Nicósia, na ilha de Chipre, São Trifílio, bispo, que defendeu vigorosamente a verdadeira fé nicena e, como escreve São Jerônimo, foi o orador mais eloquente do seu tempo e admirável comentador do “Cântico dos Cânticos”.(† 370) 5. Nos Abruzos, região da Itália, São Ceteu ou Peregrino, bispo de Amiterno, que, no tempo em que os Lombardos invadiram a região, acusado falsamente de sublevar a cidade, foi por eles condenado à morte e afogado no rio.(† c. 600) 6. Em Alexandria, no Egito, Santo Eulógio, bispo, célebre pela sua doutrina, a quem o papa São Gregório Magno escreveu várias cartas, escrevendo sobre ele: «Não está longe de mim quem está unido a mim».(† c. 607) 7. Em Limoges, na Aquitânia, atualmente na França, São Salmódio, eremita.(† s. VII) 8. No território de Lião, na Gália, também na atual França, São Ramberto, mártir, que, sendo de ilustre família e dotado de nobres virtudes, foi tão odiado por Ebroíno, chefe do palácio real, que este o enviou para o desterro e finalmente o mandou matar com um golpe de lança.(† 680) 9. No vale de Larboust, nos montes Pireneus, França, Santo Aventino, eremita e mártir, que, segundo a tradição, foi morto pelos Mouros.(† s. VIII) 10. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, São Fândila, presbítero e monge, que, durante a perseguição dos Mouros, no tempo do rei Moamed I, foi decapitado em ódio à fé cristã.(† 853) 11. No mosteiro de Claraval, na Borgonha, região da França, o Beato Gerardo, monge, irmão de São Bernardo, que, apesar da escassa cultura, tinha uma grande inteligência e discernimento espiritual.(† 1138) 12. Em Hué, no Anam, hoje no Vietnam, os santos Agostinho Phan Viet Huy e Nicolau Bui Viet Thê, mártires, que, depois de terem pisado a cruz, constrangidos pelo terror, quando recuperaram a consciência, desejosos de expiar a sua culpa, pediram imediatamente ao imperador Minh Mang que fossem novamente julgados como cristãos e, por isso, esquartejados vivos num barco, alcançaram as alegrias celestes.(† 1839) 13. Em Naumowicze, cidade próxima de Grodno, na Polônia, a Beata Maria Ana Biernacka, mãe de família e mártir, que, no regime de ocupação militar da sua pátria, durante a guerra, se ofereceu aos soldados para substituir sua nora que estava grávida e, imediatamente fuzilada, recebeu a palma gloriosa do martírio.(† 1943)

Santo Onofre, Ermitão – 12 de Junho

Santo Onofre, Ermitão

Santo do Dia – 12 de Junho

Santo Onofre,

Eremita do Deserto · † 400

O Eremita

Santo Onofre Era um santo que viveu na Tebaida, região deserta do Egito, no final do século IV e início do século V. Homem de fé profunda e dedicação absoluta a Deus, abandonou o conforto monástico para abraçar uma vida de total isolamento e penitência no deserto.

Onofre passou sessenta anos em profunda solidão nas areias do Egito, longe de qualquer convívio humano. Seu corpo, consumido pelas mortificações e intempéries do deserto, apresentava-se coberto de pelos, seus cabelos e barba crescidos desciam até o chão. Vestia apenas uma tanga de folhas, pois qualquer roupa se deteriorava com o tempo e dificilmente conseguia repor. Os eremitas do deserto eram vistos apenas pelos anjos, que lhes traziam consolo e alimento quando necessário. Onofre vivia como São João Batista e o profeta Elias, subsistindo apenas de ervas e dos frutos escassos que o deserto oferecia.

Chamado à Vocação

Onofre foi originalmente um monge em um mosteiro, vivendo uma vida de oração e comunidade. Porém, sentiu no coração um chamado especial de Deus para uma existência ainda mais radical de entrega e solidão. Abandonou tudo e seguiu para as profundezas do deserto, determinado a viver unicamente para Deus, tal qual São João Batista e o profeta Elias. Durante os sessenta anos de sua vida eremítica, enfrentou terríveis tentações, sede e fome, mas recebeu consolação constante de Deus. Alimentava-se com os frutos de uma tamareira que crescia próxima à gruta que era sua moradia.

O Repouso Celestial

Um abade chamado Pafúncio, que visitava os eremitas da Tebaida, após vagar no deserto por vinte e um dias, encontrou-se com Santo Onofre. Pafúncio assistiu a seus últimos momentos. Naquela noite, enquanto conversavam sobre as coisas celestes, apareceu milagrosamente um pouco de pão e água que os revigorou. Onofre confidenciou a Pafúncio que Deus o havia enviado para estar ao seu lado no instante da morte. Assim, no dia 12 de junho, um anjo desceu e deu-lhe a sagrada Eucaristia antes de sua morte, recompensando uma vida inteira de abnegação e amor a Deus. Pafúncio retornou à cidade e divulgou a vida de Santo Onofre por toda a Ásia. A devoção ao Santo cresceu no Oriente e chegou ao Ocidente no tempo das Cruzadas.

Santo Onofre, rogai por nós!

Onofre — Significa “força da paz”, “pacificador” ou “suporte da paz”. Tem origem no germânico Hunifrid, com influência do grego Onouphrios.

“Oração – Santo Onofre, que conseguistes ajudas materiais para muitas pessoas, ajudai-me a ser forte nas tentações e resignado nas dificuldades. Amém.”

Santo Onofre, rogai por nós!

São Leão III, Papa — Que impôs a coroa do Império Romano a Carlos Magno, rei dos Francos, e defendeu com grande ardor a verdadeira fé sobre a dignidade divina do Filho de Deus.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 12 de junho:

1
São Basilides
Mártir. Em Lórium, antiga cidade da Etrúria, na Via Aurélia, a doze milhas de Roma.

† s.d.

2
Santo Onofre
Anacoreta. No Egito, que passou sessenta anos de vida religiosa na amplidão do deserto.

† 400

3
São Leão III
Papa. Em Roma, junto de São Pedro, que impôs a coroa do Império Romano a Carlos Magno, rei dos Francos, e defendeu com grande ardor a verdadeira fé sobre a dignidade divina do Filho de Deus.

† 816

4
Santo Odolfo
Presbítero. Em Utrecht, no território de Gueldres, na Lotaríngia, hoje na Holanda, que evangelizou os Frisões.

† c. 865

5
Santo Esquilo
Bispo e mártir. Na Suécia, natural da Inglaterra, que, ordenado bispo por São Sigfredo, seu mestre, se dedicou na província de Södermanland para converter os pagãos a Cristo, pelos quais morreu lapidado.

† c. 1080

6
Beato Guido
Presbítero. Em Cortona, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, discípulo de São Francisco, que passou a vida em jejuns, pobreza e humildade.

† c. 1245

7
Beato Plácido
Abade. Junto de Ocre, nos Abruzos, região da Itália, que, depois de ter vivido como eremita numa gruta, reuniu os seus discípulos no mosteiro do Espírito Santo.

† 1248

8
Beata Flórida
Virgem da Ordem das Clarissas. Em Città di Castello, na Úmbria, região da Itália, que, apesar das graves enfermidades corporais, sempre desempenhou os ofícios confiados com grande diligência e alegria.

† 1767

9
São Gaspar Bertóni
Presbítero. Em Verona, no Véneto, região da Itália, que fundou a Congregação das Santas Chagas de Cristo, cujos membros eram missionários ao serviço dos bispos.

† 1843

10
Beato Lourenço Maria de São Francisco
Presbítero da Congregação da Paixão. Em Capranica, no território de Viterbo, próximo de Roma, que difundiu a devoção ao Menino Jesus.

† 1856

11
Beata Mercedes Maria de Jesus
Virgem. Em Riobamba, no Equador, que instituiu uma comunidade religiosa para acolher jovens órfãs e pobres e libertar mulheres da prostituição.

† 1883

12
Beata Maria Cândida da Eucaristia
Virgem da Ordem das Carmelitas Descalças. Em Ragusa, na Sicília, Itália, que cumpriu com suprema fidelidade a vida consagrada e trabalhou para a edificação de novos mosteiros.

† 1949

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Eremita no Egito

Foi um eremita que viveu no Egito no final do século IV e início do século V. Foi encontrado por um abade chamado Pafúncio. Acostumado a fazer visitas a alguns eremitas na região de Tebaida, esse abade empreendeu sua peregrinação a fim de descobrir se também seria chamado a vivê-la. Idoso vestido com peles Pafúncio perambulou no deserto durante 21 dias, quando, totalmente exausto e sem forças, caiu ao chão. Nesse instante, viu aparecer uma figura que o fez estremecer: era um homem idoso, de cabelos e barbas que desciam até o chão, recoberto de pelos tal qual um animal, usando uma tanga de folhas.

Os eremitas eram vistos apenas pelos anjos

Era comum os eremitas serem encontrados com tal aspecto, pois viviam sozinhos no isolamento do deserto e eram vistos apenas pelos anjos. No final, ficavam despidos porque qualquer vestimenta era difícil de ser encontrada e reposta. No primeiro instante, Pafúncio pôs-se a correr, assustado, com aquela figura. Porém, minutos depois, essa figura o chamou dizendo que nada temesse, pois também era um ser humano e servo de Deus.

Vivendo como São João Batista

O abade retornou ao local e os dois passaram a conversar. Onofre disse a Pafúncio o seu nome e explicou-lhe a sua verdadeira história. Era monge em um mosteiro, mas sentira-se chamado à vida solitária. Resolveu seguir para o deserto e levar a vida de eremita, a exemplo de são João Batista e do profeta Elias, vivendo apenas de ervas e do pouco alimento que encontrasse. Falou sobre a fome e a sede que sentira e também sobre o conforto que Deus lhe dera alimentando-o com os frutos de uma tamareira que ficava próxima da gruta que era sua moradia. Em seguida, conduziu Pafúncio à tal gruta, onde conversaram sobre as coisas celestes até o pôr-do-sol, quando apareceu, repentinamente, diante dos dois, um pouco de pão e água que os revigorou. Recebeu a Eucaristia de um anjo Pafúncio falou a ele sobre seu desejo de tornar-se um eremita. Mas Onofre disse que não era essa a vontade de Deus, que o tinha enviado para assistir-lhe a morte. Depois, deveria retornar e contar a todos sua vida e o que presenciara. Pafúncio ficou, e assistiu quando um anjo deu a Eucaristia a Onofre antes da morte, no dia 12 de junho. Retornando à cidade, escreveu a história de Santo Onofre e a divulgou por toda a Ásia. A devoção a este Santo era muito grande no Oriente e passou para o Ocidente no tempo das cruzadas. O dia 12 de junho foi mantido pela Igreja, tendo em vista a época em que Pafúncio viveu e escreveu o livro da vida de Santo Onofre, que buscou de todas as maneiras os ensinamentos de Deus.

Santo Onofre, rogai por nós!

Oração – Santo Onofre, que conseguistes ajudas materiais para muitas pessoas, ajudai-me a ser forte nas tentações e resignado nas dificuldades. Amém

Onofre: Significa “força da paz”, “pacificador”, “suporte da paz”. Tem origem no germânico Hunifrid com influência do grego Onouphrios
Com São Leão III, Papa, que impôs a coroa do Império Romano a Carlos Magno, rei dos Francos, e defendeu com grande ardor a verdadeira fé sobre a dignidade divina do Filho de Deus. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 12 1. Em Lórium, antiga cidade da Etrúria, na Via Aurélia, a doze milhas de Roma, São Basilides, mártir.(† data inc.) 2. No Egito, Santo Onofre, anacoreta, que passou sessenta anos de vida religiosa na amplidão do deserto.(† 400) 3. Em Roma, junto de São Pedro, São Leão III, papa, que impôs a coroa do Império Romano a Carlos Magno, rei dos Francos, e defendeu com grande ardor a verdadeira fé sobre a dignidade divina do Filho de Deus.(† 816) 4. Em Utrecht, no território de Gueldres, na Lotaríngia, hoje na Holanda, Santo Odolfo, presbítero, que evangelizou os Frisões.(† c. 865) 5. Na Suécia, Santo Esquilo, bispo e mártir, natural da Inglaterra, que, ordenado bispo por São Sigfredo, seu mestre, se dedicou com intensa actividade na província de Södermanland para converter os pagãos a Cristo, pelos quais morreu lapidado.(† c. 1080) 6. Em Cortona, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Guido, presbítero, discípulo de São Francisco, que passou a vida em jejuns, pobreza e humildade.(† c. 1245) 7. Junto de Ocre, nos Abruzos, também região da Itália, o Beato Plácido, abade, que, depois de ter vivido como eremita numa gruta, reuniu os seus discípulos no mosteiro do Espírito Santo.(† 1248) 8. Em Città di Castello, na Úmbria, também região da Itália, a Beata Flórida (Lucrécia Helena Cévoli), virgem da Ordem das Clarissas, que, apesar das graves enfermidades corporais, sempre desempenhou os ofícios que lhe foram confiados com grande diligência e alegria.(† 1767) 9. Em Verona, no Véneto, também região da Itália, São Gaspar Bertóni, presbítero, que fundou a Congregação das Santas Chagas de Cristo, cujos membros eram missionários ao serviço dos bispos.(† 1843) 10. Em Capranica, no território de Viterbo, próximo de Roma, o Beato Lourenço Maria de São Francisco de Xavier (Lourenço Maria Sálvi), presbítero da Congregação da Paixão, que difundiu a devoção ao Menino Jesus.(† 1856) 11. Em Riobamba, no Equador, a Beata Mercedes Maria de Jesus (Mercedes Molina), virgem, que instituiu uma comunidade religiosa com a função de acolher e formar as jovens órfãs e pobres e libertar as mulheres da prostituição, fortalecendo-as na vida nova da graça.(† 1883) 12. Em Ragusa, na Sicília, Itália, a Beata Maria Cândida da Eucaristia (Maria Barba), virgem da Ordem das Carmelitas Descalças, que cumpriu com suprema fidelidade a observância da vida consagrada e suas regras e trabalhou intensamente para a edificação de novos mosteiros.(† 1949)

São Barnabé, Apóstolo, Mártir – 11 de Junho

São Barnabé, Apóstolo, Mártir

Santo do Dia – 11 de Junho

São Barnabé,

Apóstolo, Missionário e Mártir · † 61

O Apóstolo

São Bernabé À exceção dos Doze Apóstolos e de São Paulo, é tido como o mais estimado missionário da primeira geração cristã. Saindo da sua habitual reserva, São Lucas se refere a ele com estima e a sua fama e áurea de santidade advém do fato de ser um grande pregador, de ter um excelente coração e de não ter preconceitos relativamente aos judeus, para além de ter tido a percepção do valor que São Paulo teria para a Igreja Cristã.

Barnabé, levita natural de Chipre, um dos 72 discípulos do Senhor, é mencionado com frequência e elogiosamente nos Atos dos Apóstolos. Era da tribo de Levi e veio ao mundo na ilha de Chipre. Foi ali que estudou, na companhia de Paulo, com o célebre mestre Gamaliel, com quem aprendeu a firmeza de caráter, as ciências e as virtudes. Chamava-se José e, quando foi admitido entre os apóstolos, recebeu o nome de Barnabé, que significa “filho da consolação”, devido ao seu maravilhoso dom de acalmar e de consolar os aflitos. No quarto capítulo do Ato dos Apóstolos, Barnabé também é chamado de o “filho da exortação”.

Vendeu seus bens para seguir a Cristo

Uma tradição tardia relembrada por Clemente da Alexandria e Eusébio sugere que São Barnabé seria um dos setenta discípulos, mas os Atos sugerem que se teria convertido ao cristianismo pouco depois do Pentecostes (29 ou 30 d. C.), vendendo os seus bens e dedicando a sua vida a Cristo. Quando os apóstolos em Jerusalém ouviram falar de sua generosidade e devoção, reconheceram nele o espírito genuíno do evangelho.

Apresentador de Paulo aos Apóstolos

Foi quem apresentou Saulo, depois Paulo, aos Apóstolos e foi com ele encarregado de pregar em Antioquia, na Síria, para onde levaram Marcos, o futuro Evangelista. Depois de consolidada, a Igreja de Antioquia sentiu-se inspirada pelo Espírito Santo a enviar como missionários Barnabé e Paulo para evangelizar os não crentes.

Missionário com Paulo

Partiram, juntamente com Marcos, para Chipre, a terra natal de Barnabé, que foi a primeira terra a ser evangelizada, passando depois a toda a Ásia Menor, onde em alguns locais terão sido violentamente perseguidos pelos judeus. Um dos episódios mais marcantes desta jornada foi em Lystra, onde os Apóstolos, tendo curado um homem, foram tomados por Mercúrio e Júpiter e a custo impediram que um boi lhes fosse sacrificado.

Apesar das perseguições, Barnabé e Paulo converteram muitos gentios, fundando igrejas e ordenando sacerdotes, antes de voltarem para Antioquia, na Síria. Nesta cidade, o seu trabalho de evangelização foi ameaçado por pregadores vindos de Jerusalém que diziam que a circuncisão era necessária para a salvação divina. Dando-se conta de que esta doutrina seria prejudicial ao seu trabalho, Barnabé e Paulo dirigiram-se a Jerusalém para a combater. Reuniram-se então com os Apóstolos mais velhos no Concílio de Jerusalém (47-51 d. C.), a decisão foi-lhes favorável.

O Martírio

Segundo uma antiga tradição, Barnabé pregava na sinagoga da Salamina quando foi interrompido por uma multidão de judeus fanáticos. O apóstolo foi sequestrado, levado para fora da cidade e apedrejado no ano de 61. Entretanto existe uma outra, tão antiga quanto esta, que narra Barnabé pregando em Alexandria e em Roma, e que diz, ainda, que teria sido consagrado o primeiro Bispo de Milão, cidade que o tem como seu padroeiro até hoje. Seja qual for o lugar exato de sua morte, o que é certo é que Barnabé derramou seu sangue pela fé cristã, comprovando com o martírio a profunda convicção que sempre manteve no Cristo. São Barnabé, Apóstolo, rogai por nós! Barnabé — Significa “filho da consolação”, “filho da exortação” ou “filho do profeta”. Tem origem em Bar Nabid, que surgiu do aramaico bar (filho) e nabi (profeta ou consolador). O nome foi-lhe dado pelos apóstolos em razão de seu dom maravilhoso de acalmar e consolar os aflitos, tornando-se verdadeiro instrumento da consolação divina.

“Oração – Ó Deus que nos destes em São Barnabé um apóstolo de excelente coração e de grande generosidade, concedei-nos que, seguindo o seu exemplo, saibamos sempre consolar aos aflitos e defender a verdade da vossa Igreja. Amém.”

São Barnabé, rogai por nós!

Santa Paula Frassinétti — Virgem, que, superando muitas dificuldades iniciais, fundou a Congregação das Irmãs de Santa Doroteia, destinada à formação das jovens cristãs.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 11 de junho:

1
São Barnabé Apóstolo e Mártir. Levita natural de Chipre, um dos 72 discípulos do Senhor, missionário juntamente com São Paulo, foi apedrejado em Salamina por pregar a fé cristã.
† 61
2
São Máximo Bispo em Nápoles, na Campânia, região da Itália. Foi mandado para o exílio pelo imperador Constâncio por causa da fé nicena, onde, consumido pelas tribulações, morreu como confessor da fé.
† s. IV
3
São Remberto Bispo de Hamburgo e de Bremen, em Bremen, na Saxônia, atual Alemanha. Fiel discípulo e sucessor de Santo Óscar, expandiu o seu ministério até as terras da Dinamarca e da Suécia.
† 888
4
São Bardão Bispo em Mogúncia, na Francônia, atual Alemanha. Depois de ser abade de Heresfeld, foi elevado à sede episcopal e trabalhou excelentemente pela sua Igreja com incansável solicitude pastoral.
† 1051
5
Santa Alaíde Virgem da Ordem Cisterciense. No mosteiro de La Cambre, próximo de Bruxellas, no Brabante, atual Bélgica. Atingida pela lepra aos vinte e dois anos, suportou com paciência a marginalização.
† 1250
6
São Páris Presbítero da Ordem Camaldulense. Em Treviso, no Véneto, região da Itália. Durante setenta e sete anos, ajudou as monjas com salutares conselhos de vida espiritual e morreu depois dos cento e oito anos de idade.
† 1267
7
Beata Iolanda Abadessa. Em Gniezno, na Polônia. Depois da morte do esposo, o duque Boleslau Pio, renunciando às riquezas terrenas, professou a vida monástica com sua filha na Ordem de Santa Clara.
† 1298
8
Beato Estêvão Bandélli Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Saluzzo, no Piemonte, região da Itália. Eminente na pregação e assíduo no ministério das confissões.
† 1450
9
São João de São Facundo González de Castrillo Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em Salamanca, na Espanha. Restaurou a concórdia entre os cidadãos, agitados em conflitos cruentos, com os seus conselhos particulares e a santidade da sua vida.
† 1479
10
Santa Rosa Francisca Maria das Dores Virgem (Maria Rosa Molas Vallvé). Em Tortosa, na Espanha. Transformou uma associação de piedosas mulheres na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Consolação, destinada ao serviço dos atribulados.
† 1876
11
Santa Paula Frassinétti Virgem. Em Roma. Superando muitas dificuldades iniciais, fundou a Congregação das Irmãs de Santa Doroteia, destinada à formação das jovens cristãs, dirigindo-a com grande fortaleza de alma.
† 1882
12
Beata Maria Schininá Virgem. Em Ragusa, na Sicília, região da Itália. Optou por viver com grande humildade e simplicidade para tratar os enfermos, os abandonados e os pobres, fundando o instituto das Irmãs do Sagrado Coração de Jesus.
† 1910
13
Beato Inácio Maloyan Bispo de Mardin dos Armenos e mártir. Em Kara-Kenpru, cidade próxima de Diyarbakir, na Turquia. Durante o genocídio dos cristãos, tendo recusado abraçar uma religião diversa, foi fuzilado alcançando a felicidade da paz eterna.
† 1915
14
Hildegarda Burjan Mãe de família. Em Viena, na Áustria. Convertida do judaísmo ao catolicismo, fundou a organização feminina Cáritas Socialis, destinada a várias obras de assistência social e caritativo.
† 1933

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

À exceção dos Doze Apóstolos e de São Paulo, é tido como o mais estimado missionário da primeira geração cristã. Saindo da sua habitual reserva, São Lucas se refere a ele com estima e a sua fama e áurea de santidade advém do fato de ser um grande pregador, de ter um excelente coração e de não ter preconceitos relativamente aos judeus, para além de ter tido a percepção do valor que São Paulo teria para a Igreja Cristã, quando defendeu e apoiou a veracidade da sua conversão. Barnabé, levita natural de Chipre, um dos 72 discípulos do Senhor, é mencionado com frequência e elogiosamente nos Atos dos Apóstolos. Teria vendi seus para seguir a Cristo Uma tradição tardia relembrada por Clemente da Alexandria e Eusébio sugere que São Barnabé seria um dos setenta discípulos, mas os Atos sugerem que se teria convertido ao cristianismo pouco depois do Pentecostes (29 ou 30 d. C.), vendendo os seus bens e dedicando a sua vida a Cristo.

Filho da Consolação

Era da tribo de Levi e veio ao mundo na ilha de Chipre. Foi ali que estudou, na companhia de Paulo, com o célebre mestre Gamaliel, com quem aprendeu a firmeza de caráter, as ciências e as virtudes. Chamava-se José e, quando foi admitido entre os apóstolos, recebeu o nome de Barnabé, que significa “filho da consolação”, devido ao seu maravilhoso dom de acalmar e de consolar os aflitos. No quarto capítulo do Ato dos Apóstolos, Barnabé também é chamado de o “filho da exortação”.

Foi quem apresentou Paulo aos Apóstolos

Foi quem apresentou Saulo, depois Paulo, aos Apóstolos (Act IX, 27) e foi com ele encarregado de pregar em Antioquia, na Síria, para onde levaram Marcos, o futuro Evangelista. Depois de consolidada, a Igreja de Antioquia sentiu-se inspirada pelo Espírito Santo a enviar como missionários Barnabé e Paulo para evangelizar os não crentes. Missionário com Paulo Partiram, juntamente com Marcos, para Chipre, a terra natal de Barnabé, que foi a primeira terra a ser evangelizada, passando depois a toda a Ásia Menor, onde em alguns locais terão sido violentamente perseguidos pelos judeus. Um dos episódios mais marcantes desta jornada foi em Lystra, onde os Apóstolos, tendo curado um homem, foram tomados por Mercúrio e Júpiter e a custo impediram que um boi lhes fosse sacrificado. A multidão, instigada pelos judeus, atacou-os posteriormente, tendo Paulo sido gravemente ferido.

Participou do Concílio de Jerusalém

Apesar das perseguições, Barnabé e Paulo converteram muitos gentios, fundando igrejas e ordenando sacerdotes, antes de voltarem para Antioquia, na Síria. Nesta cidade, o seu trabalho de evangelização foi ameaçado por pregadores vindos de Jerusalém que diziam que a circuncisão era necessária para a salvação divina, mesmo para os gentios. Dando-se conta de que esta doutrina seria prejudicial ao seu trabalho, Barnabé e Paulo dirigiram-se a Jerusalém para a combater. Reuniram-se então com os Apóstolos mais velhos no Concílio de Jerusalém (47-51 d. C.), a decisão foi-lhes favorável, para além de terem recebido uma recomendação para o seu trabalho. Não se sabe dados de sua morte Segundo uma antiga tradição, Barnabé pregava na sinagoga da Salamina quando foi interrompido por uma multidão de judeus fanáticos. O apóstolo foi sequestrado, levado para fora da cidade e apedrejado no ano de 61. Entretanto existe uma outra, tão antiga quanto esta, que narra Barnabé pregando em Alexandria e em Roma, e que diz, ainda, que teria sido consagrado o primeiro Bispo de Milão, cidade que o tem como seu padroeiro até hoje.

São Barnabé, Apóstolo, rogai por nós!

Oração – Amigo de missionários e Apóstolos, me guie pelo caminho da fé.

Barnabé: Significa “filho do profeta”, “filho da consolação” ou “filho da exortação”. Tem origem em bar nabid, que significa “filho do profeta”, “filho da consolação” ou “filho da exortação”
Com Santa Paula Frassinétti, virgem, que, superando muitas dificuldades iniciais, fundou a Congregação das Irmãs de Santa Doroteia, destinada à formação das jovens cristãs. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 11 2. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, São Máximo, bispo, que foi mandado para o exílio pelo imperador Constâncio por causa da fé nicena, onde, consumido pelas tribulações, morreu como confessor da fé.(† s. IV) 3. Em Bremen, na Saxônia, na atual Alemanha, São Remberto, bispo de Hamburgo e de Bremen, fiel discípulo e sucessor de Santo Óscar (ou Anscário), que expandiu o seu ministério até as terras da Dinamarca e da Suécia e, no tempo da invasão dos Normandos, se dedicou à libertação dos cristãos cativos.(† 888) 4. Em Mogúncia, cidade da Francônia, também na atual Alemanha, São Bardão, bispo, que, depois de ser abade de Heresfeld, foi elevado à sede episcopal e trabalhou excelentemente pela sua Igreja com incansável solicitude pastoral.(† 1051) 5. No mosteiro de La Cambre, próximo de Bruxellas, no Brabante, na atual Bélgica, Santa Alaíde, virgem da Ordem Cisterciense, que, atingida pela lepra aos vinte e dois anos de idade, foi constrangida a uma vida marginada e, nos últimos anos da sua vida, perdeu a vista e nem um só membro do corpo ficou são, excepto a língua para cantar os louvores de Deus.(† 1250) 6. Em Treviso, no Véneto, região da Itália, São Páris, presbítero da Ordem Camaldulense, que, durante setenta e sete anos, ajudou as monjas com salutares conselhos de vida espiritual e morreu depois dos cento e oito anos de idade.(† 1267) 7. Em Gniezno, na Polônia, a Beata Iolanda, abadessa, que, depois da morte do esposo, o duque Boleslau Pio, renunciando às riquezas terrenas, professou a vida monástica com sua filha na Ordem de Santa Clara.(† 1298) 8. Em Saluzzo, no Piemonte, região da Itália, o Beato Estêvão Bandélli, presbítero da Ordem dos Pregadores, eminente na pregação e assíduo no ministério das confissões.(† 1450) 9. Em Salamanca, na Espanha, São João de São Facundo González de Castrillo, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, que restaurou a concórdia entre os cidadãos, agitados em conflitos cruentos, com os seus conselhos particulares e a santidade da sua vida.(† 1479) 10. Em Tortosa, na Espanha, Santa Rosa Francisca Maria das Dores (Maria Rosa Molas Vallvé), virgem, que transformou uma associação de piedosas mulheres na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Consolação, destinada ao serviço dos atribulados.(† 1876) 11. Em Roma, Santa Paula Frassinétti, virgem, que, superando muitas dificuldades iniciais, fundou a Congregação das Irmãs de Santa Doroteia, destinada à formação das jovens cristãs, dirigindo-a com grande fortaleza de alma, benevolente suavidade e enérgica atividade.(† 1882) 12. Em Ragusa, na Sicília, região da Itália, a Beata Maria Schininá, virgem, que optou por viver com grande humildade e simplicidade para tratar os enfermos, os abandonados e os pobres, e fundou o instituto das Irmãs do Sagrado Coração de Jesus, destinado a prestar auxílio a todo o género de miséria.(† 1910) 13. Em Kara-Kenpru, cidade próxima de Diyarbakir, na Turquia, o Beato Inácio Maloyan, bispo de Mardin dos Armenos e mártir durante o genocídio dos cristãos, perpetrado naquela região pelos perseguidores da fé. Tendo recusado abraçar uma religião diversa do cristianismo, depois de consagrado o pão para alimento espiritual do grupo dos companheiros de prisão, foi fuzilado juntamente com outros inúmeros cristãos, alcançando pelo derramamento do seu sangue a felicidade da paz eterna.(† 1915) 14. Em Viena, na Áustria, Hildegarda Burjan, mãe de família, que, convertida do judaísmo ao catolicismo, fundou a organização feminina Cáritas Socialis, destinada a várias obras de assistência social e caritativo.(† 1933)

Santo Anjo de Portugal – 10 de Junho

Santo Anjo da Guarda de Portugal, o Anjo da Paz

Santo do Dia – 10 de Junho

Santo Anjo da Guarda,

O Anjo da Paz de Portugal · Celebrado em 10 de Junho

O Guardião Celestial

A devoção ao Anjo da Guarda é muito antiga em Portugal, porém ganhou incremento especial com as aparições do Anjo em Fátima aos pastorinhos. Portugal é a única nação que possui um anjo da guarda como seu padroeiro, reconhecimento que data da antiguidade medieval. Este celeste protetor tem a missão especial de velar pela fé, pela paz e pela proteção espiritual de todo o povo português.

Primeira aparição

Na primavera de 1916, enquanto as três crianças – Lúcia dos Santos, Francisco Marto e Jacinta Marto – pastoreavam junto à Loca do Cabeço em Fátima, apareceu-lhes um jovem de aproximadamente 14 ou 15 anos, mais branco que a neve. Com uma presença radiante e uma voz suave, apresentou-se: “Não temais, sou o Anjo da Paz. Orai comigo”. Este primeiro encontro marcaria profundamente o curso da história religiosa de Portugal e do mundo católico.

O anjo ensinou-lhes uma oração que acompanharia os pastorinhos para toda a vida: “Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam”. As crianças recitaram esta oração três vezes, prostradas com o rosto ao chão, enquanto o anjo as abençoava com suas palavras consoladoras: “Os corações de Jesus e de Maria estão atentos à voz de vossas súplicas”.

segunda aparição

A segunda aparição ocorreu num dia de verão, no quintal da casa de Lúcia, junto ao Poço do Arneiro. As crianças brincavam quando novamente o anjo se manifestou, dizendo-lhes: “Que fazeis? Orai, orai muito. Os corações santíssimos de Jesus e de Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia”. Foi neste momento que o anjo revelou sua identidade plena: “Eu sou o Anjo da vossa guarda, o Anjo de Portugal”.

terceira aparição

Na terceira aparição, no outono do mesmo ano de 1916, novamente na Loca do Cabeço, o Anjo da Eucaristia apresentou-se aos pastorinhos com uma hóstia e um cálice. Ensinou-lhes uma oração ainda mais profunda, que encerra a essência da mensagem de Fátima: “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente e ofereço-vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo presente em todos os sacrários da Terra. Em reparação aos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido, e pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores”.

Mensageiro da Paz e Protetor

O Anjo da Paz preparou os corações dos pastorinhos para receber Maria Santíssima em suas aparições posteriores. Sua missão de conduzir as crianças à oração e à penitência as fortaleceu espiritualmente para testemunhar os mistérios do Céu. Como protetor de Portugal, este anjo continua velando pela nação, intercedendo pela conversão dos pecadores e pela manutenção da fé católica no coração do povo português.

A festa litúrgica do Santo Anjo da Guarda de Portugal é celebrada a 10 de junho, data que coincide com o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Esta coincidência não é casual, mas sublinha a ligação profunda entre a identidade nacional portuguesa e a proteção espiritual oferecida pelo Santo Anjo. O Papa Pio XII aprovou oficialmente a comemoração do Anjo de Portugal no Calendário Litúrgico português.

Anjo da Guarda de Portugal — A palavra “Anjo” vem do latim “Angelus”, que significa “mensageiro”. Portugal, ao eleger um Anjo como seu padroeiro celeste, reconhece sua condição de nação mensageira da fé cristã. Este título distingue Portugal como povo sob proteção angelical especial, único entre as nações cristãs.

“Anjo da Paz, fostes tu que levastes a mensagem do amor ao sacrifício oferecido a Deus aos pastorinhos, e a partir disso, eles estiveram prontos para receber a presença de Maria e para cumprir a missão que o Senhor lhes iria designar. Assim, peço-te também: fortalece o meu coração a fim de que se sacrifique por amor e pela reparação do mundo inteiro, e concede-me ter todo o meu ser aberto às mensagens que o céu me quiser trazer. Amém!”

Santo Anjo da Guarda de Portugal, rogai por nós!

Nossa Senhora de Fátima — Mãe de Deus, que apareceu aos pastorinhos após as preparações do Anjo da Paz, confiando a eles mensagens de oração, penitência e reparação para salvação do mundo.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 10 de junho:

1

Santo Anjo da Guarda de Portugal
Protetor Celestial. Em Fátima, Portugal. Apareceu aos três pastorinhos em 1916, preparando-os para receber as mensagens de Maria Santíssima e ensinando-lhes orações de profunda reparação e sacrifício.

1916

2

São Censúrio
Bispo. Em Auxerre, atualmente na França. Prelado e confessor que trabalhou pela propagação da fé na Gália romana durante os primeiros séculos da Igreja.

s. II-III

3

Santo Ithamar
Bispo. Na Inglaterra. Segundo bispo de Rochester, notável pela santidade de vida e pela fidelidade ao ensinamento dos Apóstolos transmitido pela Igreja.

† 686

4

Santo Aicardo
Abade. No Mosteiro de Saint-Philibert, na Normandia, região da França. Notável reformador monástico que trabalhou pela observância regular e pela espiritualidade cenobítica.

† 875

5

Santo Laurance
Abade. Em Canterbury, na Inglaterra. Fundador e primeiro abade de um importante mosteiro, trabalhador infatigável pela instrução e pela santificação de muitos religiosos.

† 619

6

Beato Gonçalo Dias
Mártir. Em Goa, Índia. Dominicano português que derramou seu sangue na propagação da fé cristã nas terras indianas.

† 1583

7

Beato Nuno de Santa Maria
Presbítero. Em Portugal. Religioso carmelita cuja vida foi dedicada à oração, à contemplação e à guia espiritual de almas.

† 1622

8

Beata Margarida Maria Alacoque
Virgem. Em Paray-le-Monial, na Borgonha, França. Visionária do Sagrado Coração de Jesus, foi instrumento da devoção do Coração Divino tão cara à piedade católica.

† 1690

9

Santo Maurício da Saxônia
Príncipe. Na Alemanha. Nobre que renunciou ao poder temporal para dedicar-se ao serviço de Deus em vida monástica.

† 1082

10

Beato João de Salerno
Presbítero. Na Itália. Dominicano cuja vida foi consagrada ao apostolado, à pregação e à direção de almas no caminho da perfeição cristã.

† 1242

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Os anjos, que fazem parte do mundo invisível

Os anjos, que fazem parte do mundo invisível a que se estende também a ação criadora de Deus, vivem inteiramente dedicados ao louvor e ao serviço de Deus. A inteligência humana tem dificuldade em exprimir a natureza dessas criaturas espirituais. A sua missão, porém, é-nos conhecida através da Bíblia, que, em tantos passos, dá testemunho acerca da existência dos Anjos.

Em Portugal a devoção ao Anjo da Guarda é muito antiga

Em Portugal a devoção ao Anjo da Guarda é muito antiga. Tomou, porém, incremento especial com as aparições do Anjo, em Fátima, aos Pastorzinhos. Pio XII mandou inserir esta comemoração no Calendário Litúrgico português.

Santo Anjo de Portugal, velai por nossas vidas!

Oração – Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam”

Com São Landerico, Bispo, que, segundo consta, vendeu as alfaias sagradas para socorrer os pobres em tempo de fome e edificou um hospital junto da igreja catedral.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

10/6

2. Em Auxerre, na Gália Lionense, atualmente na França, São Censúrio, bispo.(† s. V)

3. Em Paris, na Nêustria, atualmente também na França, São Landerico, bispo, que, segundo consta, vendeu as alfaias sagradas para socorrer os pobres em tempo de fome e edificou um hospital junto da igreja catedral.(† c. 656)

4. Em Rochester, na Inglaterra, Santo Itamar, bispo, que foi o primeiro natural da região de Cantuária a ser chamado para a ordem episcopal e resplandeceu pela sua erudição e santidade de vida.(† c. 666)

5. Em Dobrow, Polônia, São Bogumilo, bispo de Gniezno, renunciando à sede episcopal, ali seguiu a vida eremítica em suprema austeridade.(† 1182)

6. Em Bolonha, na Emília-Romanha, região da Itália, a Beata Diana de Andaló, virgem, que, superando todas as oposições da família, na presença do próprio São Domingos fez o voto de vida claustral e ingressou no mosteiro de Santa Inês por ela fundado.(† 1236)

7. Em Treviso, cidade do Véneto, região da Itália, o Beato Henrique de Bolzano, que, sendo carpinteiro e inculto, dava tudo aos pobres e, apesar da sua deficiência física, partilhava com os outros mendigos a precária esmola que ele mendigava.(† 1315)

8. Em Budapest, Hungria, passamento do Beato João Domínici, bispo de Dubrovnik, depois da peste negra, restaurou a observância nos conventos da Ordem dos Pregadores na Itália e, enviado para a Boêmia e Hungria a fim de impugnar a pregação de João Hus, morreu nesta cidade.(† 1419)

9. Em Londres, na Inglaterra, os beatos mártires Tomás Green, presbítero, e Gualter Pierson, monge da Cartuxa desta cidade, que, por se oporem ao rei Henrique VIII na sua pretensão de assumir a suprema jurisdição sobre os direitos eclesiásticos, foram metidos num sórdido cárcere, onde, consumidos pela fome e a doença, encontraram a morte gloriosa.(† 1537)

10. Em Moerzeke-lez-Termonde, perto de Gand, na Bélgica, o Beato Eduardo Poppe, presbítero, que, apesar das adversidades do seu tempo, com os seus escritos e a sua pregação promoveu na Flandres a formação cristã e o culto da Eucaristia.(† 1924)

11. Em Ratisbona, na Alemanha, o Beato Eustáquio Kugler, religioso da Ordem Hospitaleira de São João de Deus.(† 1946)

São José de Anchieta – 09 de Junho

São José de Anchieta

Santo do Dia – 09 de Junho

São José de Anchieta

São José de Anchieta,

Apóstolo do Brasil · † 1597

O Jesuíta

São José De Anchieta Era natural das Ilhas Canárias, na Espanha, onde nasceu em 1534. Aos quatorze anos, movido pelo desejo de aprofundar seus conhecimentos, José mudou-se para Portugal, ingressando na prestigiosa Universidade de Coimbra para estudar Letras e Filosofia.

Foi em Coimbra que teve o primeiro encontro com a Companhia de Jesus e testemunhou a inspiração deixada pelo grande missionário São Francisco Xavier. Aos dezessete anos, diante de uma imagem de Nossa Senhora, José fez um voto solene de abandonar tudo para servir a Deus. Ingressou noviciado exigente aos 17 anos e, apesar de sua saúde frágil, fez seus votos de castidade, pobreza e obediência em 1553, consagrando-se totalmente à ordem jesuíta.

Chamado à Missão

Inspirado pelas cartas dos missionários jesuítas que vinham do Oriente, José de Anchieta sentiu o chamado para servir nos confins do mundo. Aos dezenove anos, em 1551, deixou Portugal e embarcou rumo à Terra de Santa Cruz, o Brasil, onde deveria dedicar sua vida inteira à evangelização dos povos nativos. Serei instrumento da Divina Providência! Assim afirmava com ardor o jovem missionário, pronto para enfrentar as dificuldades da missão. Chegando ao Brasil, Anchieta iniciou um trabalho devoto e frutuoso. Aprendeu com dedicação os idiomas nativos, entendendo que a verdadeira evangelização exigia comunicação autêntica com os povos. Utilizava particularidades locais, dramatizações e poesias para transmitir os preceitos cristãos, tornando-se amado pelos indígenas.

Apóstolo do Brasil

Em 1566, aos trinta e dois anos, José de Anchieta foi ordenado sacerdote. Seu compromisso com a missão intensificou-se ainda mais. Como um verdadeiro peregrino, viajou por diversos lugares, fundando escolas e cidades, ensinando e aprendendo com o povo. Juntamente com seus companheiros jesuítas, fez grande oposição aos abusos cometidos pelos colonizadores portugueses contra os nativos. Em 1577, foi nomeado Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, cargo que exerceu até 1585, consolidando a presença jesuíta em terras brasileiras. José de Anchieta era também um homem de letras. Chamado pelos companheiros de “canarinho” pelo seu gosto em declamar poesias, escreveu diversos autos e poemas sobre a vida de Cristo. Seu célebre “Poema à Virgem”, composto quando fez-se refém em defesa da paz, permanece como testemunho de sua devoção e talento literário. Muitos de seus escritos são de grande relevância para toda a história do Brasil. Milagres, curas e dons espirituais são abundantemente atribuídos a esse santo que viveu sua missão em intensa oração e comunhão com o Espírito Santo, na companhia constante da Virgem Maria.

Canonização

Após mais de três séculos de sua morte, reconhecendo seu legado extraordinário, José de Anchieta foi beatificado em 22 de junho de 1980, pelo Papa João Paulo II. Posteriormente, no dia 3 de abril de 2014, foi declarado santo por decreto assinado pelo Papa Francisco, tornando-se assim um dos poucos brasileiros a alcançar essa honra máxima na Igreja Católica. Considerado o “Apóstolo do Brasil”, sua canonização reconhece a magnitude de seu trabalho missionário e seu impacto duradouro na formação espiritual de um povo. São José de Anchieta, rogai por nós! José — Tem origem hebraica (Yosef) e significa “aquele que acrescenta” ou “Deus acrescenta”. O missionário recebeu esse nome porque nasceu no dia 19 de março, data em que a Igreja Católica celebra o Dia de São José. Representa a plenitude de Deus em nossas vidas.

“Oração – Ó Deus que iluminastes São José de Anchieta para evangelizar os povos do Brasil, concedei-nos seu espírito de dedicação e amor missionário. Que possamos ser, como ele, instrumentos de vossa providência. Amém.”

São José de Anchieta, rogai por nós!

Santo Efrém — Diácono e doutor da Igreja, mestre da pregação sagrada e fundador de uma escola teológica em Edessa. Chamado a cítara do Espírito Santo pelos hinos e ensinamentos que compôs.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 09 de Junho:

1
Santo Efrém Diácono e doutor da Igreja. Em Edessa, no Osroene, atual Turquia. Exerceu o ministério da pregação e ensino da doutrina sagrada, após refugiar-se quando os Persas invadiram sua pátria Nísibe, onde estabeleceu uma escola teológica de grande importância.
† 378
2
Santos Primo e Feliciano Mártires. Na Via Nomentana, a quinze milhas de Roma, no lugar chamado “Ad Arcas”. Deram suas vidas pelo testemunho de Cristo.
data inc.
3
São Diomedes Mártir. Em Niceia, na Bitínia, atual İznik, na Turquia. Confessou corajosamente a fé em Cristo até o derramamento de sangue.
data inc.
4
São Vicente Mártir. Em Vernemet, no território de Agen, na Aquitânia, atual França. Consumou seu martírio pelo nome de Cristo durante uma festa pagã dos gentios em honra do sol.
s. IV in.
5
São Maximiano Bispo. Em Siracusa, na Sicília, região da Itália. Mencionado frequentemente pelo Papa São Gregório Magno por suas virtudes e santidade.
† 594
6
São Colomba ou Colum Cille Presbítero e abade. Em Iona, ilha da Escócia. Natural da Irlanda, fundou vários mosteiros insignes pela observância religiosa e cultura literária, até que, ancião, esperou serenamente seu último dia diante do altar.
† 597
7
São Ricardo Bispo. Em Ândria, na Apúlia, região da Itália. Natural da Inglaterra, celebrado por sua virtude e piedade, acolheu condignamente as relíquias dos santos Erasmo e Ponciano.
s. XII f.
8
Beato Roberto Salt Mártir e monge da Cartuxa. Em Londres, na Inglaterra. Pela fidelidade à Igreja, foi detido no cárcere de Newport durante a perseguição de Henrique VIII, onde morreu de fome.
† 1537
9
São José de Anchieta Presbítero da Companhia de Jesus. Em Retiriba, no Brasil. Natural das Ilhas Canárias, consagrou-se intensa e frutuosamente durante quase todo o tempo de sua vida ao trabalho missionário no Brasil.
† 1597
10
Beato José Imbert Presbítero e mártir da Companhia de Jesus. Ao largo de Rochefort, na França. Nomeado vigário apostólico de Molins pelo Papa Pio VI, foi encerrado num barco-prisão durante a Revolução Francesa, onde morreu contagiado por infecção mortal.
† 1794
11
Beata Ana Maria Taigi Mãe de família. Em Roma. Maltratada pela violência do esposo, perseverou fielmente cuidando dele e ocupando-se da educação de sete filhos, sem omitir solicitude espiritual e material pelos pobres e doentes.
† 1837
12
Beato Luís Boccardo Presbítero da diocese de Turim. Em Turim, na Itália. Fundador do Instituto das Filhas de Jesus Rei, dedicou-se à formação espiritual e educação cristã.
† 1936
13
Beato Marcelo Callo Mártir jesuíta. Catequista polonês que se dedicou à evangelização durante períodos de perseguição religiosa. Recusou renunciar sua fé e foi levado ao martírio.
† 1940
14
Santo Norberto Fundador da Ordem dos Premonstrenses. Apóstolo da Renânia e reformador espiritual que pregava a pobreza evangélica e a comunhão fraternal entre os religiosos.
† 1134

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Espanhol de nascimento

São José de Anchieta nasceu em 19 de março de 1534, em São Cristóvão da Laguna, na Espanha.

Era um jovem inteligente, alegre, estimado e querido por todos. Exímio escritor, sempre se confessou influenciado pelos escritos de são Francisco Xavier. Amava a poesia e mais ainda, gostava de declamar. Por causa da voz doce e melodiosa, era chamado pelos companheiros de “canarinho”.

Consagrou-se aos  16 anos

Aos dezessete anos fez o voto de consagrar-se à Virgem Maria.

Em 1553, entrou para a Companhia de Jesus. Em 1554, chegou ao Brasil, na cidade de São Paulo, junto com o padre Manoel da Nóbrega. Além de evangelizar, escreveu uma gramática tupiguarani. Também dirigiu a Província da Companhia de Jesus.

O Apóstolo do Brasil

José de Anchieta morreu no dia 9 de junho de 1597, na pequena vila de Reritiba, atual cidade de Anchieta, no Espírito Santo, sendo reconhecido como o “Apóstolo do Brasil”.

Foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1980. E, canonizado, no dia 3 de abril de 2014. A festa litúrgica foi instituída no dia de sua morte.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

dia 9

1.  Santo Efrém, diácono e doutor da Igreja, que exerceu o ministério da pregação e do ensino da doutrina sagrada primeiramente em Nísibe, sua pátria; depois, refugiando-se com os seus discípulos em Edessa, no Osroene, hoje na Turquia, após a invasão de Nísibe pelos Persas, aí estabeleceu os fundamentos de uma escola teológica. Consagrou-se ao ministério com a palavra e com os escritos e tornou-se tão célebre pela sua austeridade de vida e doutrina espiritual, que mereceu, pelos excelentes hinos que compôs, ser chamado a cítara do Espírito Santo.(† 378)

2. Na Via Nomentana, a quinze milhas de Roma, no lugar chamado “Ad Arcas”, os santos Primo e Feliciano, mártires.(† data inc.)

3. Em Niceia, na Bitínia, hoje İznik, na Turquia, São Diomedes, mártir.(† data inc.)

4. Em Vernemet, no território de Agen, na Aquitânia, hoje na França, São Vicente, mártir, que, segundo a tradição, consumou o seu martírio pelo nome de Cristo durante uma festa pagã dos gentios em honra do sol.(† s. IV in.)

5. Em Siracusa, na Sicília, região da Itália, São Maximiano, bispo, que é mencionado frequentemente pelo papa São Gregório Magno.(† 594)

6. Em Iona, ilha da Escócia, São Colomba ou Colum Cille, presbítero e abade, natural da Irlanda e instruído nos preceitos monásticos, que fundou na sua pátria e depois em Iona vários mosteiros insignes pela observância religiosa e pela cultura literária, até que, já ancião, esperou serenamente o seu último dia e diante do altar descansou no Senhor.(† 597)

7. Em Ândria, na Apúlia, região da Itália, São Ricardo, bispo, natural da Inglaterra e célebre pela sua virtude, que acolheu condignamente as relíquias dos santos Erasmo e Ponciano.(† s. XII f.)

8. Em Londres, na Inglaterra, o Beato Roberto Salt, mártir, monge da Cartuxa desta cidade, que, pela fidelidade à Igreja firmemente conservada contra o rei Henrique VIII, foi detido no cárcere de Newport, onde morreu de fome.(† 1537)

9. Em Retiriba, no Brasil, São José de Anchieta, presbítero da Companhia de Jesus, natural das Ilhas Canárias, que se consagrou intensa e frutuosamente durante quase todo o tempo da sua vida ao trabalho missionário no Brasil.(† 1597)

10. Ao largo de Rochefort, na França, o Beato José Imbert, presbítero e mártir, da Companhia de Jesus, que, durante a Revolução Francesa, foi nomeado pelo papa Pio VI vigário apostólico de Molins e, encerrado num barco-prisão em ódio à Igreja, aí morreu contagiado por uma infecção mortal.(† 1794)

11. Em Roma, a Beata Ana Maria Taigi, mãe de família, que, maltratada pela violência do esposo, perseverou fielmente a cuidar dele e a ocupar-se da educação dos sete filhos, sem omitir nunca a solicitude espiritual e material pelos pobres e doentes.(† 1837)

12. Em Turim, na Itália, o Beato Luís Boccardo, presbítero da diocese de Turim, fundador do Instituto das Filhas de Jesus Rei.(† 1936)

Beato Estêvão Sandór – 08 de Junho

Beato Estêvão Sandór

Santo do Dia – 08 de JUNHO

Estêvão Sandór,

Beato Religioso · † 1953

Origem religiosa

Beato Estêvão Sandór

Beato Estêvão Sandór, filho de Estêvão, ferroviário, e de Maria Fekete, dona de casa, nasceu em Szolnok, Hungria, no dia 26 de novembro de 1914, foi o primeiro de três irmãos. Desde pequeno, recebeu uma religiosidade profunda de seus pais, cujos ensinamentos fez com que ele fosse um auxílio e um exemplo de estudos e orações para os seus irmãos; e era considerado pelos amigos como um menino bom, cortês e alegre.

Carisma Salesiano

Como São João Bosco entre os jovens, o beato Estêvão também era uma referência para os seus amigos. E, ao ler um Boletim Salesiano, conheceu Dom Bosco e teve em si o profundo desejo de ser parte da congregação. Falou com seu diretor espiritual e com os seus pais, que, depois de muita insistência do filho, aceitaram o seu ingresso.

A gráfica e as armas

Em 1936, entrou na casa salesiana de Budapeste e ali fez os primeiros dois anos de aspirantado, frequentando o curso de técnico-impressor na Escola de Artes Gráficas de Dom Bosco, até ser convocado para as forças armadas por causa da guerra.

Primeira profissão

Em 1939, foi oficialmente liberado das funções militares e, após um ano de noviciado, realizou, como leigo irmão, os seus primeiros votos. Isso se deu no dia 08 de setembro de 1940.

A exemplo de Dom Bosco

Com uma comovente alegria, o beato passou a ensinar nos cursos profissionais, a ajudar nos oratórios e a cuidar e promover a Juventude Operária Católica. Foi considerado um exemplo de educador, como seu pai na fé São João Bosco.

Fim da Segunda Guerra Mundial

Em 1942, o salesiano recebeu uma Medalha de Prata de valor militar pelo que fizera das trincheiras: um oratório festivo em meio aos desalentos da guerra. Ao fim, ajudou a erguer e a reconstruir a sociedade material e moralmente, além disso, dedicou-se, em especial, aos jovens mais pobres e necessitados.

A exemplo de Dom Bosco

Com uma comovente alegria, o beato passou a ensinar nos cursos profissionais, a ajudar nos oratórios e a cuidar e promover a Juventude Operária Católica. Foi considerado um exemplo de educador, como seu pai na fé São João Bosco.

A Morte

Em julho de 1952, foi preso e nunca mais foi visto. Um documento oficial certifica o processo e a condenação à morte, tendo sido executado por enforcamento no dia 8 de junho de 1953. A beatificação aconteceu em 19 de outubro de 2013. Beato Estêvão Sandór, rogai por nós! Estêvão  — Nome de origem deriva do grego Stéphanos (Στέφανος), que transitou para o latim como Stephanus. Que Significa “coroa”, “o coroado” ou “vitorioso”.

“Meu amado Jesus, diante do testemunho do Beato Estêvão, eu quero pedir-Te a graça de dedicar-me inteira e alegremente ao Teu serviço, exercendo as funções necessárias sempre com o Teu nome nos lábios e o Teu amor nos atos. Não me deixes afastar do apostolado que o Senhor mesmo me confiou, que ele me seja instrumento de santificação e canal de salvação para os meus irmãos. Amém!”

Beato Estêvão Sandór, rogai por nós!

São Tíquico — Discípulo do apóstolo São Paulo, a quem o Apóstolo nas epístolas chama irmão caríssimo, ministro fiel e seu companheiro no serviço do Senhor.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 29 de abril:

1
São Maximino Em Aix-La-Provence, na Provença, região da Gália, na atual França, a quem se atribuem os inícios da fé cristã nesta cidade.
† data inc.
2
São Gildardo Um bispo de Ruão (na atual França) que viveu entre os séculos V e VI. Ele é lembrado por sua profunda ligação com seu irmão gêmeo, São Medardo, com quem partilhou não apenas o mesmo dia de nascimento e ordenação episcopal, mas também a data de falecimento.
† d. 511
3
São Medardo Em Soissons, também na Gália, hoje na França, bispo de Saint-Quentin, que, depois de ter sido arrasada a sua cidade, transferiu a sede episcopal para Noyon, onde trabalhou com todo o empenho para converter o povo das superstições pagãs à doutrina de Cristo.
† 561
4
São Fortunato Bispo. Em Fano, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, que se dedicou diligentemente à redenção dos cativos.
† s. VI f
5
São Clodolfo Bispo. Metz, na Austrásia, atualmente na França, filho de Santo Arnolfo e conselheiro do rei.
† c. 660
6
São Guilherme Fitzherbert Bispo. Em York, na Inglaterra, homem afável e pacífico, que, injustamente deposto da sua sede episcopal, se recolheu entre os monges de Winchester e, restituído à sua sede, perdoou aos inimigos e restabeleceu a paz entre os cidadãos.
† 1154
7
São João Davy Beato. Em Londres, diácono da Cartuxa desta cidade e mártir, que, no reinado de Henrique VIII, por causa da sua fidelidade à Igreja e ao Pontífice Romano, foi duramente torturado no cárcere e aí morreu de fome.
† 1537
8
São Tiago Berthieu Em Ambiatibes, na ilha de Madagáscar, o presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que, tanto na paz como na guerra, trabalhou incansavelmente pelo Evangelho e, apesar de ter sido expulso três vezes das missões, preso por homens armados e repetidamente instado sem êxito à apostasia, foi finalmente assassinado em ódio à fé cristã.
† 1896
9
Maria do Divino Coração de Jesus No Porto, cidade de Portugal, a Beata e virgem, da Congregação das Irmãs da Caridade do Bom Pastor, que promoveu admiravelmente a devoção ao Sagrado Coração de Jesus.
† 1899
10
Maria Teresa Chiramel Mankidiyan Em Kuzhikkattussery, no Kérala, estado da Índia, a Beata, virgem, eminente pela sua vida eremítica e austera penitência, que procurou a Cristo nos mais pobres e nos mais abandonados e fundou a Congregação das Irmãs da Sagrada Família.
† 1926
11
Nicolau de Gestúri Em Cágliari, na Sardenha, o Beato, religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que, sempre pronto para ajudar os indigentes, com o exemplo da sua virtude e da sua bondade estimulou muitos outros à prática da caridade para com os pobres.
† 1958

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santo Antônio Maria Gianelli – 07 de Junho

Santo Antônio Maria Gianelli

Santo do Dia – 7 de Junho

Santo Antônio Maria Gianelli,

Bispo de Bobbio · † 1846

Nascimento e Vocação

Santo Antônio Maria Gianelli Antônio Maria Gianelli nasceu em Cereta, perto de Chiavari, na província de Gênova, no norte da Itália, em 12 de abril de 1789. Entrou no seminário aos dezenove anos e foi ordenado sacerdote quatro anos depois. Como professor de letras e retórica no seminário, impressionou o novo bispo, Lambruschini, ao organizar uma peça teatral intitulada “A reforma do seminário” que teve grande repercussão.

Homem inteligente, culto e clarividente, sensível às correntes ideológicas de sua época, Gianelli compreendeu profundamente que a meditação pessoal das verdades reveladas por Jesus Cristo cria convicções firmes capazes de formar consciências retas e iluminar as mentes. Dedicou sua vida ao serviço pastoral, com especial empenho na educação, na assistência aos pobres e na santidade do clero, buscando sempre elevar o tom espiritual da comunidade à sua volta.

De 1826 a 1838, exerceu seu ministério como pároco em Chiavari, período marcado por notáveis inovações pastorais e pela fundação de diversas instituições dedicadas ao bem comum, inclusive um seminário diocesano que seria modelo para a região.

Fundador de Congregações

A “Sociedade Econômica” foi criada sob este inusitado nome — uma instituição cultural e assistencial confiada às cuidados das Damas da Caridade para a educação gratuita das meninas pobres. Este foi o primeiro passo para o que se tornaria sua obra mais durável: a Congregação das Filhas de Maria Santíssima do Horto, dedicada ao cuidado das necessidades materiais e espirituais dos mais pobres e ao serviço educacional.

Sua dedicação era completa e exemplar. Conhecendo o poder transformador da meditação pessoal e da oração, incentivava seus filhos e filhas espirituais a manterem vivo o contato com o Senhor, a fortalecerem a vontade, a corrigirem os defeitos e a respirarem uma atmosfera mais elevada e serena. Este era o cerne de sua espiritualidade pastoral.

Episcopado e Herança Espiritual

Em 1838, foi elevado ao episcopado como bispo de Bobbio. Nesta posição de maior responsabilidade, reconstruiu e expandiu sua congregação com a ajuda de vários colaboradores, renomeando-a como Oblatos de Santo Afonso, dedicando-se ainda mais fervorosamente à formação do clero e à pregação ao povo.

Dois anos antes de sua morte em 7 de junho de 1846, havia criado uma pequena congregação missionária específica para a pregação itinerante e a organização pastoral do clero. Sua vida foi inteiramente consagrada à Igreja e à santidade de seus ministros.

Santo Antônio Maria Gianelli, rogai por nós!

Antônio Maria — Antônio vem do latim Antonius, cujas raízes se perdem na história. Maria, nome sacratíssimo, vem do hebraico Miriam e significa “aquela que eleva”. Gianelli é um sobrenome italiano de origem regional, ligado à Ligúria.

“Oração — Deus eterno, que por Santo Antônio Maria Gianelli ensinalos o caminho da meditação e da caridade pastoral, concedei-nos a graça de sermos usados pelo Senhor no serviço ao próximo. Que seu exemplo brilhe sempre como luz de esperança em nossas vidas. Amém.”

Santo Antônio Maria Gianelli, rogai por nós!

Santa Margarida, Rainha da Escócia — Mulher de santidade exemplar, atuou com grande caridade na corte, fundou mosteiros e cuidou da educação e bem-estar do povo escocês.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 7 de junho:

1

São Colmano
Bispo e abade na Hibernia, atual Irlanda. Fundou o mosteiro de Dromore e trabalhou com admirável dedicação pela propagação da fé no território de Down.

† s. VI

2

Santos Pedro, Valabonso, Sabiniano, Vistremundo, Habêncio e Jeremias
Mártires em Córdova, na Andaluzia. Pedro era presbítero, Valabonso diácono, e os demais eram monges. Foram degolados durante a perseguição dos Mouros.

† 851

3

São Roberto
Abade Cisterciense em Newminster, na Nortumbria, região da Inglaterra. Fundou este cenóbio com doze companheiros, aspirando intensamente à vida de oração e pobreza, donde irradiaram outras três famílias monásticas.

† 1159

4

Beata Ana de São Bartolomeu
Virgem Carmelita Descalça em Antuérpia, no Brabante, atualmente na Bélgica. Discípula e secretária de Santa Teresa de Jesus, divulgou e renovou com fervor a Ordem na França.

† 1626

5

Santo Antônio Maria Gianelli
Bispo de Bobbio em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália. Fundou a Congregação das Filhas de Maria Santíssima do Horto. Resplandeceu pelo empenho e luminoso exemplo na dedicação aos pobres, à salvação das almas e à promoção da santidade do clero.

† 1846

6

Beata Maria Teresa de Soubiran La Louvière
Virgem em Paris, França. Fundou a Sociedade de Maria Auxiliadora para maior glória de Deus. Após ser expulsa de sua própria fundação, passou o resto da vida em profunda humildade.

† 1889

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santo Antônio Maria Gianelli nasceu no dia 12 de abril de 1789, em Cereta, na Itália.

Inicialmente, fundou uma congregação missionária para sacerdotes,  destinada a aprimorar o apostolado da pregação ao povo e a organização do clero, em 1827.

Mais tarde fundou uma congregação feminina, destinada à educação. Era o começo da congregação das Filhas de Maria Santíssima do Horto.

Nomeado Bispo em 1838, reorganizando sua Diocese.

Morreu aos 57 anos, no dia 7 de junho de 1846. Defendia a moralidade do clero na vida simples e reta de trabalho no seguimento de Cristo.

Beatificado em 1925 e canonizado em 21 de outubro de 1951, por Pio XII.

– No mesmo dia celebramos: São Pedro de Córdova

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

dia 7

1. Na Hibernia, atual Irlanda, São Colmano, bispo e abade do mosteiro de Dromore por ele fundado, que trabalhou admiravelmente pela fé no território de Down.(† s. VI)

2. Em Córdova, na Andaluzia, região da Hispânia, os santos mártires Pedro, presbítero, Valabonso, diácono, Sabiniano, Vistremundo, Habêncio e Jeremias, monges, que por Cristo foram degolados na perseguição dos Mouros.(† 851)

3. Em Newminster, na Nortumbria, região da Inglaterra, São Roberto, abade, da Ordem Cisterciense, que, aspirando intensamente à vida de oração e pobreza, fundou com doze companheiros este cenóbio, do qual irradiou em breve tempo a fundação de três famílias de monges.(† 1159)

4. Em Antuérpia, no Brabante, atualmente na Bélgica, a Beata Ana de São Bartolomeu, virgem da Ordem da Carmelitas Descalças, discípula e secretária de Santa Teresa de Jesus e dotada de dons místicos, que divulgou e renovou com fervorosa assistência a Ordem na França.(† 1626)

5. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália, o passamento de Santo Antônio Maria Gianélli, bispo de Bóbbio, que fundou a Congregação das Filhas de Maria Santíssima do Horto e resplandeceu pelo empenho e luminoso exemplo de dedicação às necessidade dos pobres, à salvação das almas e à promoção da santidade do clero.(† 1846)

6. Em Paris, na França, a Beata Maria Teresa de Soubiran La Louvière, virgem, que, para maior glória de Deus, fundou a Sociedade de Maria Auxiliadora, da qual foi expulsa, passando o resto da sua vida em profunda humildade.(† 1889)

São Norberto, Bispo – 06 de Junho

São Norberto, Bispo

Santo do Dia – 6 de Junho

São Norberto,

Bispo e Fundador · † 1134

Família nobre e vida mundana

São Norberto Norberto nasceu numa família de nobres por cerca do ano 1080, em Gennep ou Xanten, no norte da Renânia (atual Alemanha). Ainda criança, foi apresentado ao Capítulo da Catedral de São Vítor em Xanten, onde, mais tarde, foi ordenado subdiácono.

O Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Henrique V, notou o carisma e os dons de Norberto, nomeando-o como seu conselheiro pessoal na corte imperial. Ali, Norberto viveu uma vida mundana, completamente afastado dos caminhos do Senhor. No entanto, a Providência Divina já havia traçado outro destino para aquele jovem nobre que, em breve, se tornaria um dos grandes reformadores da Igreja Medieval.

Mudança de Vida

No ano de 1115, após cair do seu cavalo e quase morrer numa tempestade, Norberto se arrependeu e assumiu uma vida de penitência. Ordenado diácono e sacerdote no mesmo dia, ele peregrinou pelo país, pregando a Palavra de Deus, denunciando os abusos dos clérigos e reconciliando inimigos. Uma das mais antigas pinturas de Norberto o retratam com o livro dos Evangelhos e um ramo de oliveira representando a paz. Criticado e perseguido pelos membros da hierarquia, Norberto solicitou e obteve a aprovação do Papa Gelásio II como pregador itinerante. Sua determinação em renovar a vida cristã não conhecia limites, e sua pregação tocava profundamente os corações daqueles que o ouviam.

Fundador

Mais tarde, o Papa Calixto II o encorajou a fundar uma comunidade religiosa na diocese de Laon, no norte da França. Ali, no vale desolado e de difícil acesso de Prémontré, na noite de Natal do ano de 1121, Norberto fundou sua ordem religiosa, a Ordem dos Cônegos Regulares Premonstratenses. Ele escolheu a Regra de Santo Agostinho, tornando-se um dos mais ávidos reformadores do seu tempo. A comunidade era marcada pela vida austera, pela pobreza e pela intensa vida litúrgica e de oração, mas, acima de tudo, pela completa fidelidade ao ideal de vida comunitária retratado na Regra de Agostinho. A Ordem Premonstratense se expandiu rapidamente pela Europa Medieval, florescendo como instrumento de renovação espiritual.

Episcopado

Embora relutante, em 25 de julho de 1126, Norberto foi ordenado arcebispo de Magdeburgo e deixou a liderança de sua Ordem aos cuidados de Hugo de Fosses. Durante seus anos como arcebispo, Norberto lutou energicamente pela liberdade da Igreja em relação aos príncipes e provou-se como ardente defensor do Romano Pontífice. Ele foi indispensável na deposição do antipapa Anacleto II e no retorno do Papa Inocêncio II à Sé Petrina. Enfraquecido pelos vários trabalhos e viagens, Norberto retornou à Magdeburgo, onde morreu em 6 de junho de 1134, deixando um legado duradouro de santidade e reforma eclesial.

Apóstolo da Eucaristia

Como “Apóstolo da Eucaristia”, a reverente contemplação de Norberto fixa-se no ostensório em sua mão direita. Muitos dos milagres atribuídos a São Norberto ocorreram no contexto do Santo Sacrifício da Missa: milagres de cura, de exorcismo e de reconciliação. De fato, São Norberto insistia em celebrar a missa antes de assumir qualquer trabalho, pois tão grande era a sua fé no poder da Eucaristia. No início de sua conversão, quando ele abriu mão de literalmente tudo que possuía, ele reteve consigo apenas os artigos necessários para a celebração da Missa enquanto viajava a pé pela Europa. Era de tal forma, que ele podia celebrar a Eucaristia diariamente — embora não fosse uma prática comum na época. São Norberto, rogai por nós! Norberto — Significa “brilho do norte” ou “aquele que brilha vindo do norte”. Tem origem no germânico Nordberht, formado pela junção de “nord” (norte) e “berht” (brilho, esplendor). Um nome que reflete a origem do santo nas terras nórdicas da Renânia.

“Grande bispo e pastor das almas, ajudai-nos a viver com sinceridade e verdade os sacramentos, tendo como centro da nossa vida a Eucaristia. Que Jesus seja cada dia mais amado e adorado, e nós sejamos seus fiéis seguidores. Amém.”

São Norberto, rogai por nós!

Santo Inocêncio II — Papa, amigo de São Norberto, que o apoiou na fundação da Ordem Premonstratense e recebeu sua defesa contra o antipapa Anacleto II.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 6 de junho:

1
São Norberto Bispo de Magdeburgo e Fundador da Ordem Premonstratense. Nascido em Xanten, na Renânia, converteu-se após quase morrer numa tempestade, fundando em Prémontré a sua ordem religiosa de cônegos regulares.
† 1134
2
Santos Artémio e Paulina Mártires. Na Via Aurélia, a duas milhas de Roma. Padeceram pela fé cristã durante a perseguição aos seguidores de Cristo.
† c. s. IV
3
São Bessarião Anacoreta. Em Cete, no Egito. Viveu como mendigo e peregrino por amor de Deus, praticando a pobreza evangélica de forma radical.
† s. IV
4
São Cerázio Bispo em Grenoble, na Borgonha, atual França. Agradeceu ao papa São Leão Magno as cartas escritas a Flaviano e preservou o seu rebanho do contágio da heresia.
† c. 452
5
Santo Eustórgio II Bispo em Milão, na Ligúria, hoje Lombardia, Itália. Insigne pela sua piedade, justiça e virtudes pastorais, edificou um célebre baptistério.
† 518
6
São Jarlat Bispo na Irlanda. Exerceu seu ministério apostólico entre o povo irlandês durante os primeiros séculos da evangelização.
† c. 550
7
São Cláudio Bispo e abade do mosteiro de Condat, no maciço do Jura, na Borgonha, França. Fundou sua comunidade num local de difícil acesso para uma vida de intensa espiritualidade.
† c. 703
8
Santo Alexandre Bispo de Fiésole, no território de Bolonha, Emília-Romanha, Itália. Ao regressar de Pavia, aonde tinha ido reclamar os bens da sua Igreja usurpados, foi lançado ao rio e afogado.
† 823
9
Santo Hilarião Presbítero e hegúmeno do mosteiro de Dalmácio em Constantinopla, hoje Istambul, Turquia. Por defender o culto das sagradas imagens, suportou invencivelmente o cárcere, as flagelações e o exílio.
† 845
10
São Colmano Bispo nas ilhas Órcades, ao largo da Escócia. Evangelizou as populações nórdicas com ardor apostólico.
† c. 1010
11
Beato Falcão Abade do mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, Itália. Trabalhou pela santificação de sua comunidade monástica.
† 1146
12
São Gilberto Abade da Ordem Premonstratense em Clermont-Ferrand, Aquitânia, França. Depois de viver como eremita, construiu o mosteiro e o hospital de Neufontaines.
† 1152
13
Beato Beltrão Bispo de Aquileia e mártir em Údine, Friúli-Venézia Giúlia, Itália. Promoveu a formação do clero, sustentou os pobres no tempo da fome e defendeu vigorosamente os direitos da sua Igreja.
† 1350
14
Beato Lourenço de Másculis de Villamagna Presbítero da Ordem dos Frades Menores em Ortona, Abruzos, Itália. Insigne na pregação da palavra de Deus.
† 1535
15
Beato Guilherme Greenwood Mártir da Cartuxa em Londres, Inglaterra. Pela sua tenaz fidelidade à Igreja, no reinado de Henrique VIII, sofreu o martírio.
† 1537
16
São Marcelino Champagnat Presbítero da Sociedade de Maria em Saint-Chamond, Lião, França. Fundou o Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria para a formação cristã das crianças.
† 1840
17
Santos Pedro Dung, Pedro Thuan e Vicente Duong Mártires em Luong My, Tonquim, hoje Vietnam. Pescadores e agricultor, recusaram-se firmemente a pisar a cruz, sendo condenados à fogueira no tempo do imperador Tu Duc.
† 1862
18
São Rafael Guizar Valência Bispo de Vera Cruz no México. Na Cidade do México, no tempo da perseguição, apesar de sua situação de exilado e clandestino, exerceu valorosamente o ministério episcopal.
† 1938
19
Beato Inocêncio Guz Presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártir em Sachsenhausen, Alemanha. Durante a ocupação militar da sua pátria, pela sua fé em Cristo foi cruelmente morto pelos guardas do campo de concentração.
† 1940

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Abandonou a vida mundana

Nasceu na Renânia, por volta do ano 1080. Foi Cônego da Igreja de Xanten e, tendo abandonado a vida mundana, abraçou o ideal monástico sendo ordenado sacerdote no ano 1115.

Pregou na França e na Alemanha

Sua vida apostólica foi dedicada ao ministério da pregação, sobretudo na França e na Alemanha. Com outros companheiros, fundou a Ordem Premonstratense e organizou os seus primeiros mosteiros. No ano 1126, foi eleito Bispo de Magdeburgo, onde se empenhou com entusiasmo na reforma da vida cristã e na expansão do Evangelho entre os povos vizinhos. Morreu no ano 1134. São Norberto, rogai por nós!

Oração – Senhor nosso Deus, que fizestes do bispo são Norberto um pastor admirável da vossa Igreja, pelo seu espírito de oração e zelo apostólico, por sua intercessão, assegurai ao vosso povo os pastores segundo a vossa vontade e o alimento da eterna salvação. Amém. Tem origem no germânico Nordberctus, composto pela união dos elementos nort que significa “norte” e berth que quer dizer “famoso, ilustre, brilhante” Com São Marcelino Champagnat, presbítero da Sociedade de Maria, fundou o Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria para a formação cristã das crianças. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 6/6 2. Na Via Aurélia, a duas milhas de Roma, os santos Artémio e Paulina, mártires.(† c. s. IV) 3. Em Cete, no Egito, São Bessarião, anacoreta, que viveu como mendigo e peregrino por amor de Deus.(† s. IV) 4. Em Grenoble, na Borgonha, atualmente na França, São Cerázio, bispo, que agradeceu ao papa São Leão Magno as cartas escritas a Flaviano e preservou o seu rebanho do contágio da heresia.(† c. 452) 5. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Eustórgio II, bispo, que foi insigne pela sua piedade, justiça e virtudes pastorais e edificou um célebre baptistério.(† 518) 6. Na Irlanda, São Jarlat, bispo.(† c. 550) 7. No maciço do Jura, na Borgonha, região da França, São Cláudio, que é venerado como bispo e abade do mosteiro de Condat.(† c. 703) 8. No território de Bolonha, na Emília-Romanha, região da Itália, o passamento de Santo Alexandre, bispo de Fiésole, que, ao regressar da cidade de Pavia, aonde tinha ido reclamar ao rei dos Lombardos os bens da sua Igreja usurpados, foi lançado ao rio e afogado.(† 823) 9. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santo Hilarião, presbítero e hegúmeno do mosteiro de Dalmácio, que, por defender o culto das sagradas imagens, suportou invencivelmente o cárcere, as flagelações e o exílio.(† 845) 10. Nas ilhas Órcades, ao largo da Escócia, São Colmano, bispo.(† c. 1010) 11. No mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, região da Itália, o Beato Falcão, abade.(† 1146) 12. Em Clermont-Ferrand, na Aquitânia, região da França, São Gilberto, abade da Ordem Premonstratense, que, depois de ter vivido como eremita, construiu o mosteiro e o hospital de Neufontaines.(† 1152) 13. Em Údine, no Friúli-Venézia Giúlia, região da Itália, o Beato Beltrão, bispo de Aquileia e mártir, que promoveu com ardor a formação do clero, sustentou com os seus bens os pobres no tempo da fome, defendeu vigorosamente os direitos da sua Igreja e morreu nonagenário, ferido pelos golpes de alguns sicários.(† 1350) 14. Em Ortona, nos Abruzos, também região da Itália, o Beato Lourenço de Másculis de Villamagna, presbítero da Ordem dos Frades Menores, insigne na pregação da palavra de Deus.(† 1535) 15. Em Londres, na Inglaterra, o Beato Guilherme Greenwood, mártir, da Cartuxa desta cidade, que, pela sua tenaz fidelidade à Igreja, no reinado de Henrique VIII, sofreu o martírio, consumido pela sordidez do cárcere, pela fome e pelas enfermidades.(† 1537) 16. Em Saint-Chamond, cidade do território de Lião, na França, São Marcelino Champagnat, presbítero da Sociedade de Maria, que fundou o Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria para a formação cristã das crianças.(† 1840) 17. Em Luong My, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, os santos mártires Pedro Dung e Pedro Thuan, pescadores, e Vicente Duong, agricultor, que, por se recusarem firmemente a pisar a cruz, foram condenados à fogueira no tempo do imperador Tu Duc.(† 1862) 18. Na Cidade do México, o passamento de São Rafael Guizar Valência, bispo de Vera Cruz, no México, que, no tempo da perseguição, apesar da sua situação de exilado e clandestino, exerceu valorosamente o ministério episcopal.(† 1938) 19. Em Sachsenhausen, na Alemanha, o Beato Inocêncio Guz, presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártir, natural da Polônia, que, durante a ocupação militar da sua pátria por sectários de uma doutrina hostil à dignidade humana e à religião, pela sua fé em Cristo foi cruelmente morto pelos guardas do campo de concentração.(† 1940)