São Maurício e companheiros da Legião Tebana, Mártires

Era o comandante da célebre Legião Tebana, constituída por cristãos do Egito.

Tendo-a mandado vir do Oriente, Diocleciano recebeu-a em Roma e deu-lhe ordens para reunir-se a Maximiano, que marchava contra povos insurretos da Gália belga.

Por volta do ano 286, enquanto reinava Diocleciano, essa divisão estava servindo em território da atual Suíça, quando o comandante supremo, Maximiano, ordenou que todos os soldados oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos.

Encorajavam-nos, sobretudo, três oficiais-generais, Maurício, Exupério e Cândido, que lhes propunham o exemplo dos companheiros, aos quais o martírio já conduzira ao céu. Aconselhados por eles, os tebanos enviaram uma representação ao Imperador, cuja substância era a seguinte: “Somos vossos soldados, é verdade; mas também, espontaneamente o confessamos, somos servidores de Deus. Devemos a vós serviço da guerra, e a Ele a inocência; recebemos de vós o salário, e Ele nos deu a vida. Não podemos seguir vossas ordens, se nos levarem a renegar Deus, nosso Criador e nosso Senhor, e também o vosso, queirais ou não.

Exasperado pela impotência diante de tanta firmeza, Maximiano ordenou que todos os tebanos fossem mortos, e deu ordens para que as tropas avançassem e os envolvessem, chacinando-os depois.

O solo ficou juncado de cadáveres; correram rios de sangue. Acredita-se que o número dos soldados tebanos se elevava a seis mil e seiscentos, pois de tanto se compunham geralmente as legiões.

 

São Maurício, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, Senhor dos Exércitos, transforma-me pela ação do Espírito Santo, pois somente tu teus a força e o poder de converter meu interior e romper as cadeias do egoísmo.

Maurício é um nome com origem no latim Mauriciu, que deriva de Mauru, palavra que deu origem ao nome Mauro, que quer dizer literalmente “mouro”

 

 

Com um veterano, chamado Vítor de Marselha, que não pertencia àquela legião e passava pelo local.

 

1. Em Roma, no cemitério de Comodila, junto à Via Ostiense, a comemoração de Santa Emérita, mártir, († data inc.)

2. Em Agaune, no território de Valais, na Helvécia, hoje Saint-Maurice, na Suíça, os santos mártires Maurício, Exupério e Cândido, soldados, os quais, como narra Santo Euquério de Lião, juntamente com os companheiros da Legião Tebana e o veterano Vítor, († c. 302)

3. Em Roma, junto à Via Salária Antiga, o sepultamento de Santa Basila, mártir, († 304)

4. Em Levroux, território de Bourges, na Aquitânia, França, São Silvano, eremita, († c. s. V)

5. No monte Glonna, junto ao rio Loire, Poitiers, na Gália, França, São Florêncio, presbítero, († c. s. VI)

6. No território de Coutances, França, São Lauto ou Laudo, bispo, († d. 549)

7. Em Laon, na Nêustria, também na atual França, Santa Salaberga, abadessa, curada da cegueira e conduzida ao serviço de Deus por São Columbano, († c. 664)

8. Em Ratisbona, cidade da Baviera, na Alemanha, Santo Emeramo, bispo, que sofreu o martírio pela fé em Cristo, († c. 690)

9. No mosteiro cisterciense de Morimond, França, o passamento do Beato Otão, bispo, († 1158)

10. Em Turim, no Piemonte, região da Itália, Santo Inácio de Santhiá (Lourenço Maurício Belvisótti), presbítero, († 1770)

11. Ao largo de Rochefort, na França, o Beato José Marchandon, presbítero e mártir, durante a Revolução Francesa, († 1794)

12. Em Seul, na Coreia, a paixão dos santos Paulo Chong Ha-sang e Agostinho Yu Chin-gil, mártires: o primeiro dirigiu durante vinte anos, em tempo de perseguição, a primeira comunidade cristã; o segundo escreveu cartas ao papa Gregório XVI pedindo-lhe presbíteros; ambos catequistas, depois de submetidos aos mais duros suplícios, foram degolados, († 1839)

13. Em Monserrat, na província de Valência, na Espanha, o Beato Carlos Navarro Miguel, presbítero e mártir, († 1936)

14. No mesmo lugar, o Beato Germano Gonçalvo Andréu, presbítero e mártir, († 1936)

15. Em Alcira, na província de Valência, os beatos mártires Vicente Pelufo Corts, presbítero, e Josefina Moscardó Montalvá, virgem, († 1936)

16. Em Bolbaite, também na província de Valência, o Beato Vicente Sicluna Hernández, presbítero e mártir, († 1936)

17. Em Corbera, localidade próxima de Valência, também na Espanha, a Beata Maria da Purificação Vidal Pastor, virgem e mártir, († 1936)

18. Em Madrid, também na Espanha, os beatos Estêvão Cobo Sanz e Frederico Cobo Sanz, religiosos e mártires na mesma perseguição contra a fé cristã, († 1936)

19. Em Azuaga, perto de Badajoz, também na Espanha, os beatos Félix Echevarría Gorostiaga, presbítero e companheiros mártires, († 1936)