São Martinho de Tours, Bispo

Nasceu no ano de 316, de pais gentios na Panônia, território da hodierna Hungria. Seu pai era oficial do Exército Romano.

Aos 12 anos, contrariando a vontade dos pais, tornou-se cristão. Entretanto, o pai contrapôs-se terminantemente a essa decisão do filho, alistando-o no Exército Romano.

Aconteceu, nessa época, o famoso episódio da manta de guarda imperial: ao ver um mendigo tiritando de frio, corta ao meio a sua manta e oferece-lhe uma parte. À noite sonhou e viu Jesus envolto naquele pedaço de manta, dizendo: “Martinho, ainda não batizado, deu-me este vestuário”.

Abandonou, então, o Exército e fez-se batizar por Santo Hilário de Poitiers. Entregou-se à vida eremítica, fundando um mosteiro em Ligugé, França, onde vivia sob a orientação de Santo Hilário.

Ordenado sacerdote, foi mais tarde aclamado Bispo de Tours (371). Tornou-se um grande evangelizador da França, verdadeiramente pastor, fundando mosteiros,  defendendo a causa dos oprimidos e deserdados deste mundo. Dedicando-se à formação e reconciliação do clero e à evangelização dos rurais.

Certa vez ao cair nas mãos dos ladrões:

– Quem és tu?

– Sou cristão, respondeu o jovem, sem demonstração alguma de receio.

– E não tens medo? Voltou o outro a perguntar.

– Não. Nunca me senti tão tranqüilo.

– E donde vem essa tranquilidade, essa calma?

– De Deus, porque sei que Deus não abandona os seus seguidores nas horas amargas. Sinto-me aflito, sim, aflito, e muito, mas por vós todos, ladrões que sois e, pois, indignos da misericórdia daquele que nos criou.

Em Candes, foi ao encontro do Senhor. Morreu no ano de 397.

São Martinho de Tours, rogai por nós!

Oração  – “Ó Senhor, se eu for ainda necessário ao vosso povo, não me recuso a trabalhar: seja feita a vossa vontade.”Amém!

 

 

 

Com Santa Marina de Omura, virgem e mártir, que, encarcerada e levada a uma casa pública para escárnio da sua castidade, foi finalmente queimada viva.

 

Martirológio Romano

Secretariado Nacional de Liturgia

Nov 11

Memória de São Martinho, bispo, dia do seu sepultamento. Nascido de pais gentios na Panónia, no território da hodierna Hungria, e chamado ao serviço militar na Gália, quando era ainda catecúmeno, cobriu com o seu manto a Cristo na pessoa de um pobre. Depois de receber o Batismo, renunciou à carreira militar, fundou um mosteiro em Ligugé, onde levou vida monástica sob a direção de Santo Hilário de Poitiers. Depois, ordenado sacerdote e, mais tarde, eleito bispo de Tours, teve sempre em vista o exemplo do bom pastor, fundando em várias localidades outros mosteiros e paróquias, dedicando-se à formação e reconciliação do clero e à evangelização dos rurais, até que, em Candes, foi ao encontro do Senhor. († 397)

2. Junto ao lago de Mariótides, no Egito, São Menas, mártir. († s. IV in.)

3. Em Vence, França, São Verão, bispo,filho de Santo Euquério, bispo, († s. V in.)

4. Na província de Sâmnio, Itália, a comemoração de São Menas, solitário, virtudes mencionadas pelo papa São Gregório Magno. († c. 580)

5. Em Amatonte, Chipre, o passamento de São João o Esmoler, bispo de Alexandria, († 620)

6. No mosteiro de Malone, Bélgica, São Bertuíno, bispo e abade. († 698)

7. Em Constantinopla, Turquia, São Teodoro Estudita, abade, fez do seu mosteiro escola de sábios, santos e mártires. Foi três vezes deportado, teve grande veneração pela tradição dos Padres da Igreja e, escreveu tratados famosos sobre a doutrina cristã. († 826)

8. No mosteiro de Grottaferrata, Roma, São Bartolomeu, abade, companheiro de São Nilo, († 1065)

9. Em Nagasáki, no Japão, Santa Marina de Omura, virgem e mártir, levada a uma casa pública, foi queimada viva. († 1634)

10. Em Verona, na Itália, a Beata Vicenta Maria (Luísa Polônia), virgem, fundadora, com o beato Carlos Steeb, († 1855)

11. Em Laski Piasnica, Polônia, a Beata Alice Kotowska (Maria Jadwiga Kotowska), virgem e mártir, fuzilada († 1939)

12. Em Sófia, na Bulgária, a paixão do Beato Vicente Eugénio Bossilkov, bispo e mártir, encarcerado e atrozmente torturado e finalmente, fuzilado. († 1952)