São Marcelo, Centurião.

Centurião, pai dos santos mártires Cláudio, Lupércio e Vitório, que, no dia do aniversário do imperador, enquanto todos ofereciam os sacrifícios, tirou o cinturão militar, as armas e a própria patente e atirou-os para diante dos ídolos, afirmando que era cristão e não podia continuar a obedecer coerentemente ao juramento militar, mas só a Jesus Cristo; por isso sofreu o martírio, sendo imediatamente decapitado.

Manílio Fortunato, ao seu querido Agricolano, saudações. Quando celebramos o dia tão bem-aventurado e tão jubiloso para todo o universo do próprio nascimento de nossos Augustos e Césares, eu te informo, Senhor Aurélio Agricolano, que Marcelo, centurião ordinário, presa de não sei que loucura, despojou-se espontaneamente do seu boldrié e achou bom arrojar diante das tropas de nossos senhores a espada e a cepa que trazia. Vi-me, então, na necessidade de enviar o caso à tua jurisdição, e de te conduzir o inculpado.

Agricolano concluiu:

– O caso de Marcelo é o dos que sanciona a disciplina. Ouvimos que Marcelo, que servia na qualidade de centurião ordinário, publicamente repudiou, e em termos infamantes, o juramente militar, e que, ademais, como consta da ata do governador, valeu-se de palavras furiosas; fica, pois, decidido que será castigado pela espada.

Quando o levavam para o suplício, o mesmo Marcelo disse:

– Agricolano, Deus te abençoe!

Era bem assim que Marcelo, o mártir glorioso, devia deixar o mundo.

Cassiano, um oficial chamado para redigir a ata da rebeldia, recusou-se a fazê-lo e, como Marcelo, jogou fora a pena, e foi martirizado.

São Marcelo, Centurião, rogai por nós!

Oração – Pai Celeste, doador da vida e da santidade, dignai-me receber o dom da fé e viver a serviço do Vosso Evangelho. Faça com que eu seja um cristão honesto e combativo e aprenda de são Marcelo o valor da fidelidade a Vós. Por Cristo Nosso Senhor, Amém.

 

 

 

 

Com São Germano, Bispo, que é mencionado pelo Papa São Gregório Magno nos seus escritos.