Santo Egídio, eremita

Filho de nobres atenienses. Após a morte de seus pais, mudou-se para uma floresta a fim de viver como eremita e se dedicar ao estudo de Deus. Seu único companheiro era um cervo.

Uma flecha atingiu sua mão enquanto tentava proteger o cervo dos caçadores do rei visigodo, que não o viam. Esse fato fez surgir uma amizade entre os dois e o rei disponibilizou médicos para cuidarem dos ferimentos da mão e mandou construiu um mosteiro para Egídio o qual, mais tarde, aderiu à Ordem Beneditina.

Junto com seus monges desenvolveu uma grande obra de evangelização e civilização da região, atual Languedoc. Lavrou a terra, fertilizou os campos, até então incultos, abriu caminhos comerciais e, sobretudo, pregou o Evangelho, convertendo os pecadores, levando-os a fazer penitência.

Sua sepultura tornou-se local de peregrinação e faz parte dos Caminhos de Santiago, que da França levam até Compostela.

Seu culto estendeu-se, segundo numerosos testemunhos, até à Bélgica, Holanda e Itália.

Em Tolfa (no Lácio) e Latronico (na Basilicata), há quase três séculos, se renova o “milagre do maná”, atribuído ao Santo eremita. Desde 1716, acontece em uma ou mais sextas-feiras de março, que, da pintura que representa Santo Egídio se penitenciando, “verte” um líquido incolor. O acontecimento, sobre o qual já falavam as crônicas, desde 1709, ocorreu de modo evidente, em 1716.

Santo Egídio, rogai por nós!

 

 

Com São Josué, filho de Nun, servo do Senhor, que, pela imposição das mãos de Moisés sobre ele, ficou cheio do espírito de sabedoria.