Santa Gertrudes a Grande, Virgem, Abadessa

Foi  monja e escritora mística, também conhecida como Gertrudes a Grande ou a Magna.

Aos cinco anos, foi enviada para estudar no mosteiro beneditino de Helfta, onde sua irmã Santa Matilde foi abadessa e sua professora. Eram condessas de Hackborn, parentes próximas do Imperador Frederico II. Santa Matilde tinha uma devoção especial ao Coração de Jesus.

Realizou o noviciado, professou e recebeu uma cuidada formação teológica, filosófica, literária e musical. Sua vida foi normal até os 25 anos, como uma monja a mais do mosteiro, dedicada à cópia de manuscritos, à costura e aos labores agrícolas da horta monástica.

Em 27 de janeiro de 1281 teve sua primeira experiência mística, que suporia uma profunda mudança em sua vida. Tratou-se de uma visão de Cristo adolescente, que lhe dizia: “Não temas, te salvarei, te livrarei… Volve-te a mim e eu te embriagarei com a torrente de meu divino regalo”.

A partir disto deixou os estudos profanos e de literatura pelos estudos teológicos; e sua existência passou de ser rotineira a viver uma profunda experiência mística. Viverá uma intensa vida mística em meio a vida comunitária. Muitas vezes sofreu enfermidades, porém isto não a incapacitou para dedicar-se a escrever diversas obras literárias entre as que se encontravam comentários à Sagrada Escritura.

São atribuídos à santa Gertrudes cinco livros que formam o “Arauto da amorosa bondade de Deus”, que são comumente chamados de “Revelações de Santa Gertrudes”. O primeiro foi escrito por amigos íntimos da santa, o segundo, ela mesma o fez, e os demais foram compostos com sua direção.

A aceitação e êxito de seus escritos foi enorme, e produziu-se toda uma corrente espiritual em torno dela, que se traduziu em reedições contínuas de seus escritos e numerosas biografias. Por tal êxito começou a ser chamada Gertrudes a Grande ou a Magna.
Gertrudes morreu em 17 de novembro de 1302, em Helfta, aos 45 anos de idade.

 

Santa Gertrudes, rogai por nós!

 

Oração ditada por Jesus a ela:  Eterno Pai, ofereço-Vos o Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as Missas que hoje são celebradas em todo o mundo; por todas as Santas almas do purgatório, pelos pecadores de todos os lugares, pelos pecadores de toda a Igreja, pelos de minha casa e de meus vizinhos. Amém.

Com Santa Margarida, Rainha da Escócia que, nascida na Hungria e casada com Malcom III, rei da Escócia, deu à luz oito filhos e foi sumamente solícita pelo reino e pela Igreja; aliava à oração e jejuns a generosidade para com os pobres, dando assim exemplo admirável de esposa, mãe e rainha.

 

 

Santa Inês, virgem, que, na flor da juventude, seguindo sua irmã Santa Clara, abraçou de todo o coração a pobreza sob a direção de São Francisco.