Santa Catarina da Suécia, Viúva, Abadessa

Domingo de Ramos

1ª Leitura – Is 50,4-7
Salmo – Sl 21,8-9.17-18a.19-20.23-24 (R.2a)
2ª Leitura – Fl 2,6-11
Evangelho – Procissão – Mc 11,1-10
Evangelho – Mc 14,1-15,47

Aparentada com a casa reinante e rica de muitas terras, filha de santa Brígida

Nasceu num lar de gente aparentada com a casa reinante e rica de muitas terras. Seu pai, Ulfo Gadmarsson, membro do Conselho Real e governador da região de Narke, era um fervoroso cristão, sua mãe, santa Brígida, patrona da Europa, ensinava-lhe como aos outros sete filhos as vias da espiritualidade, sobretudo através de leituras bíblicas e do exemplo dos santos cujas vidas estavam constantemente sob o seu olhar.

Casou-se aos 14 anos, mas se mantiveram virgens

Educada desde tenra idade, na abadia de Bisberg, aos catorze anos, foi, segundo as normas da gente fidalga naquela época, dada em casamento a Edgar, de nobre linhagem e fervoroso católico. Catarina aceitou este matrimônio, mas fez saber ao marido a sua intenção de permanecer virgem, promessa que ele respeitou durante os sete anos que viveu com ela.

Com a mãe se dedicou na reforma das Igreja

Estava esta bem-aventurada mulher em Roma, para ganhar o jubileu de 1350, quando recebe a notícia da morte do marido. Como aí se encontrava sua mãe, fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador, desejosa de cooperar na reforma da Igreja tão pouco empenhada no serviço de Deus, nessa época, quando os Papas viviam em Avinhão, permaneceu com ela, durante vinte e três anos, secundando as suas iniciativas e propósitos.

No mosteiro, a existência desenrola-se nas práticas de penitência, jejuns, orações quase contínuas e obras de caridade, dando um admirável exemplo a toda a comunidade.

Fez-se peregrina para sentir amor a Cristo

Em 1372, faz-se, com a mãe, peregrina dos lugares santos. Vive na Palestina, a Terra do Evangelho como costuma denominá-la, durante meio ano, haurindo um amor entranhado a Jesus Cristo, apoiada pela contemplação dos espaços, onde decorreram os acontecimentos da salvação.

Em Roma, morre-lhe a mãe, no dia 23 de Julho de 1373. Decide acompanhar os seus restos mortais até Vadstena, onde a sepulta, e tomar a direção da comunidade aí sediada.

Volta, de novo, a Roma a fim de apressar a canonização de sua mãe e obter do Papa a aprovação definitiva da Ordem monástica por ela fundada.

Com Santa Catarina de Siena lutou pelo Papa de Roma

Nesse ínterim, enquanto habitava a casa, onde vivera Santa Brígida, na Praça Farnese, contatou com gradas figuras da Igreja, entre as quais Santa Catarina de Sena e interveio na triste polêmica do cisma do Ocidente entre o Papa Urbano VI e o antipapa Clemente VII. Lutou a favor do Papa de Roma e juntamente com a sua homônima de Sena conseguiu pacificar as intrigas da cidade eterna.

Morre com um prestígio admirável

Em 1380, encontramo-la no mosteiro de Vadstena, no seu posto de abadessa. Aí morre a 24 de Março de 1381, por entre um prestígio admirável donde ressalta não apenas a sua santidade como ainda a prudência, na condução dos negócios da Igreja.

Seguindo o exemplo da mãe, deixou alguns tratados inéditos de conteúdo místico, onde trata vários assuntos práticos do caminho espiritual.

Venerada como santo pelos muitos milagres

Embora nunca se houvesse celebrado oficialmente a cerimônia de sua canonização, tão pedida pela nobreza sueca a Sixto IV, o povo sempre a venerou, por causa dos muitos milagres acontecidos junto da sua tumba. Clemente VIII autorizou a trasladação do seu corpo e daí o seu culto.

Santa Catarina da Suécia, rogai por nós!

Oração – Que possamos ser, a exemplo de Brígida e Catarina, modelos de santidade e fidelidade a vossa doutrina perante os nossos. Dai-nos a graça de, com alegria e paz, semearmos o vosso reino entre aqueles que nos recomendastes. Amém.

Catarina: Significa “pura”, “casta”. Tem origem no nome grego Aikaterhíne, que deriva da palavra katharós, que significa “pura, casta”.

 

Com Beato Diogo José de Cádis (Francisco José López-Caamaño), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, pregador insigne e intrépido defensor da liberdade da Igreja.

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

Março 24

1. Em Cesareia da Palestina, os santos mártires Timolau, Dionísio, Páusides, Rômulo, Alexandre e outro Alexandre, que, durante a perseguição do imperador Diocleciano, conduzidos de mãos atadas ao prefeito Urbano, confessaram ser cristãos e, poucos dias depois, foram decapitados com os companheiros Agápio e outro Dionísio, merecendo assim as coroas da vida eterna.(† 303)

2. Na Mauritânia, no território atualmente da Argélia, Santo Secúndulo, que sofreu o martírio pela fé em Cristo.(† data inc.)

3. Em Clogher, na Hibérnia, atual Irlanda, São Mac Cairthind, bispo, que é considerado discípulo de São Patrício.(† s. V)

4. Em Catânia, na Sicília, região da Itália, São Severo, bispo.(† 814)

5. Em Fabriano, no Piceno,  Marcas, região da Itália, o Beato João del Bastone, presbítero e monge, companheiro de São Silvestre, abade.(† 1290)

6. Em Valdstena, na Suécia, Santa Catarina, virgem, filha de Santa Brígida, que, dada em casamento contra a sua vontade, conservou a virgindade de comum acordo com seu esposo e, após a morte dele, se consagrou à vida de piedade. Peregrina de Roma e da Terra Santa, trasladou os restos mortais de sua mãe para a Suécia e depositou-os no mosteiro de Valdstena, onde ela mesma tomou o hábito monástico.(† 1381)

7. Em Ronda, na Andaluzia, região da Espanha, o Beato Diogo José de Cádis (Francisco José López-Caamaño), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, pregador insigne e intrépido defensor da liberdade da Igreja.(† 1801)

8. Em Faícchio, localidade de Benevento, na Itália, a Beata Maria Serafina do Sagrado Coração (Clotilde Michele), virgem, fundadora da Congregação das Irmãs dos Anjos, Adoradoras da Santíssima Trindade.(† 1911)

9. Em Pniewite, junto de Gdansk, na Polônia, a Beata Maria Karlowska, virgem, que, para reconduzir as jovens e mulheres indigentes e de vida dissoluta à dignidade de filhas de Deus, fundou a Congregação das Irmãs do Divino Pastor da Divina Providência.(† 1935)

10. Em San Salvador, cidade de El Salvador, o Beato Óscar Arnulfo Romero Galdámez, bispo e mártir, que, tendo dedicado a sua solicitude pastoral especialmente aos pobres e oprimidos, foi assassinado em ódio à fé cristã.(† 1980)