Capítulo III – "Para Mim, O Viver É Cristo"

A distribuição no tempo

38. O Rosário pode ser recitado integralmente todos os dias, não faltando quem louvavelmente o faça. Acaba assim por encher de oração as jornadas de tantos contemplativos, ou servir de companhia a doentes e idosos que dispõem de tempo em abundância. Mas é óbvio - e isto vale com mais forte razão ao acrescentar-se o novo ciclo dos mysteria lucis - que muitos poderão recitar apenas uma parte, segundo uma determinada ordem semanal. Esta distribuição pela semana acaba por dar às sucessivas jornadas desta uma certa "cor" espiritual, de modo análogo ao que faz a Liturgia com as várias fases do ano litúrgico.

Segundo a prática corrente, a segunda e a quinta-feira são dedicadas aos "mistérios da alegria", a terça e a sexta-feira aos "mistérios da dor", a quarta-feira, o sábado e o domingo aos "mistérios da glória". Onde se podem inserir os "mistérios da luz"? Atendendo a que os mistérios gloriosos são propostos em dois dias seguidos - sábado e domingo - e que o sábado é tradicionalmente um dia de intenso carácter mariano, parece recomendável deslocar para ele a segunda meditação semanal dos mistérios gozosos, nos quais está mais acentuada a presença de Maria. E assim fica livre a quinta-feira precisamente para a meditação dos mistérios da luz.

Esta indicação, porém, não pretende limitar uma certa liberdade de opção na meditação pessoal e comunitária, segundo as exigências espirituais e pastorais e sobretudo as coincidências litúrgicas que possam sugerir oportunas adaptações. Verdadeiramente importante é que o Rosário seja cada vez mais visto e sentido como itinerário contemplativo. (…)

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