
III – DOENCA E MORTE DE JACINTA
3. No hospital de Ourém
Chegou também o dia de ir para o hospital (22), onde, na verdade, teve muito que sofrer. Quando a Mãe a foi visitar, perguntou-lhe se queria alguma coisa. Disse-lhe que queria ver-me. Minha Tia, ainda que com inúmeros sacrifícios, lá me levou, logo que pôde voltar. Logo que me viu, abraçou-me com alegria e pediu à Mãe que me deixasse ficar e fosse a fazer compras. Perguntei-lhe, então, se sofria muito.
- Sofro, sim; mas ofereço tudo pelos pecadores e para reparar o Imaculado Coração de Maria.
Depois falou com entusiasmo de Nosso Senhor e de Nossa Senhora e dizia:
- Gosto tanto de sofrer por seu amor! Para dar-Lhes gosto! Eles gostam muito de quem sofre para converter os pecadores.
Esse tempo destinado para a visita passou rápido; e minha tia lá estava para me levar. Perguntou à sua filhinha se queria alguma coisa. Pediu para me trazer outra vez, quando voltasse a vê-la. E minha boa Tia, que queria dar gosto à sua filhinha, lá me levou uma segunda vez. Encontrei-a com a mesma alegria por sofrer por amor de nosso bom Deus, do Imaculado Coração de Maria, pelos pecadores e pelo Santo Padre; era o seu ideal, era no que falava.