II – DEPOIS DAS APARIÇÕES

1. Orações e sacrifícios no Cabeço

Minha Tia, cansada de ter que mandar continuamente buscar os seus filhinhos, para satisfazer o desejo de pessoas que pediam para lhes falar, mandou pastorear o seu rebanho o seu filhinho João. A Jacinta custou muito esta ordem, por dois motivos: por ter que falar a toda a gente que a procurava e, como ela dizia, por não poder andar todo o dia junto de mim. Teve, no entanto, que resignar-se. E para se ocultar das pessoas que a buscavam, ia esconder-se, com seu Irmãozinho, na caverna dum rochedo que fica na encosta dum monte que está em frente do nosso lugar e que tem no cimo um moinho de vento. O rochedo fica na encosta do lado do nascente; e é tão bem feita a loca, que os resguardava perfeitamente da chuva e dos ardores do sol. Além disso, fica encoberta por numerosas oliveiras e carvalhos. Quantas orações e sacrifícios ela aí ofereceu ao nosso bom Deus!

Na encosta desse monte havia muitas e variadas flores. Entre elas, havia inúmeros lírios, de que ela gostava muito. E sempre que à noite me ia esperar ao caminho, me trazia um lírio ou, na falta deste, uma outra flor qualquer. E era para ela uma festa chegar junto de mim, desfolhá-la e atirar-me com as pétalas.

Minha Mãe contentou-se, por então, a marcar-me as pastagens, para saber onde andava, quando fosse preciso mandar-me chamar. Quando estas eram perto, avisava os meus companheiros que logo lá iam ter. A Jacinta corria até chegar perto de mim. Depois, cansada, sentava-se e chamava por mim; e não se calava enquanto não lhe respondia e corria ao seu encontro.



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