
II – DEPOIS DAS APARIÇÕES
5. Novos sacrifícios
Disseram um dia que vinha a interrogar-nos um Sacerdote que era santo e que adivinhava o que se passava no íntimo de cada um e que, por isso, ia a descobrir se sim ou não dizíamos a verdade. A Jacinta dizia, então, cheia de alegria:
- Quando virá esse Senhor Padre que adivinha? Se adivinhar, saberá muito bem que falamos a verdade.
Brincávamos, um dia, sobre o poço já mencionado. A Mãe da Jacinta tinha ali uma vinha pegada. Cortou alguns cachos e trouxe-os, para que os comêssemos. Mas a Jacinta não esquecia nunca os seus pecadores.
- Não os comemos - diz ela - e oferecemos este sacrifício pelos pecadores.
Depois, correu a levar as uvas às outras crianças que brincavam na rua. À volta, vinha radiante de alegria; tinha encontrado os nossos antigos pobrezinhos e a quem tinha dado a uvas.
Outra vez, minha Tia foi chamar-nos para comermos uns figos que tinha trazido para casa e que na realidade abriam o apetite a qualquer um. A Jacinta sentou-se conosco, satisfeita, ao lado da cesta e pega no primeiro para começar a comer; mas, de repente, lembra-se e diz:
- É verdade! Ainda hoje não fizemos nenhum sacrifício pelos pecadores! Temos que fazer este.
Põe o figo na cesta, faz o oferecimento e lá deixamos os figos, para converter os pecadores. A Jacinta repetia com freqüência estes sacrifícios, mas não me detenho a contar mais; se não, nunca acabo.