II – DEPOIS DAS APARIÇÕES

2. O incomodo dos interrogatórios

Minha Mãe, cansada de ver minha Irmã perder tempo para ir continuamente chamar-me e ficar no meu lugar com o rebanho, resolveu vendê-lo; e, de acordo com minha Tia, mandarem-nos à escola. A Jacinta gostava de, durante o recreio, ir visitar o Santíssimo; mas, dizia ela:

- Parece que adivinham. Logo que a gente entra na Igreja, é tanta gente a fazer-nos perguntas! Eu gostava de estar muito tempo sozinha, a falar com Jesus escondido; mas nunca nos deixam!

Na verdade, aquela gentinha simples das aldeias não nos deixava. Contavam, com toda a simplicidade, todas as suas necessidades e aflições. A Jacinta mostrava pena, em especial quando se tratava de algum pecador. E, então, dizia:

- Temos que rezar e oferecer sacrifícios a Nosso Senhor, para que o converta e não vá para o inferno, coitadinho!

Vem agora aqui a propósito contar uma passagem que mostra quanto a Jacinta procurava fugir às pessoas que a procuravam. Íamos um dia a caminho de Fátima, quando, já perto da estrada, vemos que descem dum automóvel um grupo de senhoras e alguns cavalheiros. Não duvidamos um momento que nos procuravam. Fugir, já não podíamos, sem ser notadas. Vamos para diante, na esperança de passar sem ser conhecidas. Ao chegarem junto de nós, as senhoras perguntam se conhecemos os pastorinhos a quem apareceu Nossa Senhora. Respondemos que sim. Se sabíamos onde moravam. Demos-lhes todas as indicações precisas para ir lá ter e corremos a ocultar-nos nuns campos em um silvado. A Jacinta, contente com o bom resultado da experiência, dizia: _Havemos de fazer assim sempre que não nos conheçam.



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