II – DEPOIS DAS APARIÇÕES

4. Graças alcançadas pela Jacinta

Havia no nosso lugar uma mulher que nos insultava sempre que nos encontrava. Encontramo-la, um dia, quando saía duma taberna, e a pobre, como não estava em si, não se contentou, dessa vez, só com insultar-nos. Quando terminou o seu trabalho, a Jacinta diz-me:

- Temos que pedir a Nossa Senhora e oferecer-Lhe sacrifícios pela conversão desta mulher. Diz tantos pecados que, se não se confessa, vai para o inferno.

Passados alguns dias, corríamos em frente da porta da casa desta mulher. De repente, a Jacinta pára no meio da sua carreira e voltando-se para trás pergunta:

- Olha: é amanhã que vamos ver aquela Senhora?

- É sim.

- Então não brinquemos mais. Fazemos este sacrifício pela conversão dos pecadores.

E sem pensar que alguém a podia ver, levanta as mãozinhas e os olhos ao Céu e faz o oferecimento. A mulherzinha espreitava por um postigo da casa e depois, dizia ela a minha Mãe, que a tinha impressionado tanto aquela ação da Jacinta, que não necessitava de outra prova para crer na realidade dos fatos. E daí para o futuro, não só nos não insultava, mas pedia-nos continuamente para pedirmos por ela a Nossa Senhora, que lhe perdoasse os seus pecados.

Encontrou-nos um dia uma pobre mulher e, chorando, ajoelhou-se diante da Jacinta a pedir-lhe que lhe obtivesse de Nossa Senhora a cura duma terrível doença. A Jacinta, ao ver de joelhos, diante de si, uma mulher, afligiu-se e pegou-lhe nas mãos trêmulas para a levantar. Mas vendo que não era capaz, ajoelhou também e rezou com a mulher três Ave-Marias; depois, pediu-lhe que se levantasse, que Nossa Senhora havia de curá-la. E não deixou mais de rezar todos os dias por ela, até que, passado algum tempo, tornou a aparecer para agradecer a Nossa Senhora a sua cura.

Outra vez, era um soldado que chorava como uma criança. Tinha recebido ordem de partir para a guerra e deixava a sua mulher em cama, doente, e três filhinhos. Ele pedia ou a cura da mulher ou a revogação da ordem. A Jacinta convidou-o a rezar com ela o Terço. Depois disse-lhe:

- Não chore. Nossa Senhora é tão boa! Com certeza faz-lhe a graça que lhe pede.

E não esqueceu mais o seu soldado. No fim do Terço rezava sempre uma Ave-Maria pelo soldado. Passados alguns meses, após ter recebido ordem de partir para a guerra e deixando sua mulher de cama, chora as duas graças recebidas. Por causa de uma febre que lhe tinha dado na véspera de partir, tinha sido livre do serviço militar e sua esposa, dizia ele, tinha sido curada por milagre de Nossa Senhora.



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