Beatificação de João Paulo II

Beatificação de João Paulo II A beatificação de João Paulo II abriu este Mês de Maria com um momento de júbilo para a Igreja, atraindo a merecida atenção de todos, inclusive de não católicos.


Conduzindo a Barca de Pedro por 26 anos, Karol Wojtyla pôde influenciar de forma ímpar os acontecimentos de sua época, sendo seu pontificado o terceiro mais longo da História. Mesmo dirigindo o povo de Deus em meio a uma sociedade cada vez mais distante dos princípios cristãos, destacou-se como o líder mais influente e popular de seus dias.


Entretanto, não há o que se compare ao seu ardoroso empenho de mostrar ao mundo que a perfeição cristã é um dom ao alcance de todos. E isso, ele o fez por sua vida exemplar.


Foi grande incentivador das devoções tradicionais, como o Rosário e o Escapulário do Carmo, mas também favoreceu o surgimento de novas formas de piedade como a Devoção à Divina Misericórdia.


Como afirmou o porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, “A vida e o Pontificado (de João Paulo II) foram percorridos pelo desejo de dar a conhecer ao mundo todo (...) a consoladora e entusiasmante grandeza da misericórdia de Deus”.¹


Falecido em 2 de abril de 2005, as cerimônias de despedida do Pontífice causaram comoção mundial como há muito tempo não se via, e as manifestações que envolveram sua despedida mostraram mais uma vez ao mundo a força da Igreja.
Menos de um mês após sua morte, Bento XVI concedeu a dispensa dos 5 anos de espera para o início da Causa de Beatificação. Segundo o Vaticano, essa dispensa ocorreu devido à “imponente fama de santidade de que gozava João Paulo II em vida, na morte e depois da morte”.²


Durante o minucioso período em que foram analisadas as graças recebidas por intermédio do Papa Wojtyla, somaram-se cerca de 250 relatos de possíveis milagres. Dentre estes, a Congregação para a Causa dos Santos reconheceu um, que foi decisivo para o anúncio da beatificação: trata-se do ocorrido com a religiosa francesa Marie Simon-Pierre Normand, que sofria do Mal de Parkinson. Tendo rezado pedindo a intercessão do falecido Papa, foi totalmente curada, sem que os peritos médicos encontrassem explicação científica alguma.


Assim, em 11 de janeiro de 2011, a Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos da Congregação para as Causas dos Santos emitiu uma sentença afirmativa sobre a cura milagrosa e encaminhou-se a conclusão do processo de beatificação, que foi anunciada solenemente no dia 14 do mesmo mês.


No dia 1° de Maio, o Papa Bento XVI presidiu a cerimônia na qual foram proclamadas as virtudes heróicas de João Paulo II, conferindo-lhe o título de Bem-aventurado. O rito coincidiu com a Festa da Divina Misericórdia, instituída por ele mesmo, 5 anos antes de sua morte.


Sem dúvida, esta beatificação prolongará por décadas a influência do primeiro Papa não italiano em 500 anos de história da Igreja. E continuará alimentando na alma de milhões de cristãos, a virtude da Esperança, que tanto simbolizou seu Pontificado.

 

Notas:
1 e 2 Rádio Vaticano – tradução Canção Nova Notícias: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=279966


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