
30 Dias com Maria
Não zombem de minha Mãe, respeitem-Na
Na estrada que sobe da cidade de Honfleur, na França, ao venerado Santuário de Nossa Senhora das Graças, um jovem de 17 anos, de fisionomia distinta e porte elegante, com o terço na mão, subia o monte, lentamente e de joelhos. Orava e chorava.
Chegando ao santuário, depois de haver caminhado cerca de um quilômetro, viu que as calças tinham se rasgado, os joelhos estavam ensangüentados, mas decidiu prosseguir até o pé da imagem de Maria, onde ficou prostrado por muito tempo.
Interrogado por um sacerdote sobre qual a causa de sua peregrinação, respondeu:
— O senhor ouviu falar do horroroso acontecimento de ontem no mar? Éramos três jovens, dois pereceram, um só foi salvo: sou eu. Meus dois amigos e eu tiramos anteontem boas notas em nossos exames na Faculdade e resolvemos dar um passeio no mar. As ondas estavam fortes e o vento soprava com violência. O dono da embarcação nos avisou que havia perigo, mas não demos importância a seus conselhos. Um dos meus amigos pronunciou algumas palavras levianas e, na conversa, houve algumas zombarias sobre a Santíssima Virgem. Protestei, dizendo: “Amigos! Divirtamo-nos, mas respeitem minha Mãe!” Mal eu tinha dito essas palavras quando uma onda maior fez virar nosso barco. Ninguém de nós sabia nadar, meus dois amigos pereceram. Só eu fui salvo, e atribuo minha salvação a Maria, cuja defesa acabava de tomar. Venho de joelhos agradecer-Lhe, porque eu não estava bem preparado para morrer.